Macarrão Prático para começar a semana!

Macarrão Prático para começar a semana!

Com mais uma semana começando, nada melhor do que garantir uma refeição rápida, prática de fazer e saborosa. Este macarrão prático é uma receita da Castelo Alimentos e o vinagre balsâmico dá um toque especial para o prato!

 

 

Macarrão Prático

Rendimento: 4 porções
Calorias: 550 a porção
Tempo de Preparo: 40 minutos
Ingredientes
2 xícaras (chá) de tomatinhos grape
¼ xícara (chá) de Azeite de Oliva Castelo
¼ xícara (chá) de Vinagre Balsâmico Tradizionale Castelo
1 colher (chá) de sal
Folhinhas de manjericão a gosto
1 potinho de cream cheese (150g)
100g de gorgonzola
8 dentes de alho descascados
4 xícaras (chá) de macarrão cozido

Preparo

Em um refratário, distribua os tomatinhos. Regue com o Azeite de Oliva Castelo, o Vinagre Balsâmico Tradizionale Castelo e o sal e misture bem. No centro coloque o cream cheese e o queijo gorgonzola em pedaços. Enfeite com o manjericão e distribua os dentes de alho. Leve ao forno médio (200℃), pré-aquecido por cerca de 20 minutos. Retire, misture o macarrão cozido e mexa delicadamente, sem misturar muito. Sirva logo.

Dica: se você gosta de alho, não pode perder esta dica: Alho Assado! Pegue 1 cabeça de alho e corte a parte superior dos dentes de alho, mantendo a casca. Coloque sobre um pedaço de papel alumínio, regue com cerca de 1 colher (sopa) de Azeite de Oliva Castelo, sal e pimenta a gosto. Se gostar de ervas frescas como orégano ou manjericão, coloque sobre o alho. Junte as pontas do papel e dobre, formando uma trouxinha.

Coloque em uma assadeira e leve ao forno alto (250℃) por cerca de 30 minutos Retire do forno espere amornar e abra o papel-alumínio. Retire com cuidado os dentes de alho e esprema o lado com a casca com a ponta de uma faca. Fica ótimo com grelhados, em torradinhas ou com batatas. Se quiser dar um toque especial, regue com um fio de Vinagre Balsâmico Tradizionale Castelo.

 

Fonte: Nayara Campos (sistemas@comuniquese5.com.br) / Assessora da Castelo Alimentos

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Castelo Alimentos#macarrão#receita fácil#Receitas

A importância da terapia: cuidando da saúde mental!

A importância da terapia: cuidando da saúde mental!

A sociedade atual, marcada por desafios constantes, incertezas e demandas crescentes, a saúde mental se tornou um elemento vital para o nosso bem-estar. A psicoterapia ganha destaque como uma ferramenta indispensável para enfrentar as complexidades da vida moderna.

A saúde mental é uma parte integral de nossa saúde geral, e seu impacto se estende a todos os aspectos de nossas vidas, desde relacionamentos pessoais e familiares até desempenho acadêmico e sucesso profissional. No entanto, problemas como estresse, ansiedade, depressão, traumas e outras condições psicológicas continuam sendo uma epidemia silenciosa que afeta milhões de brasileiros.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é a principal causa de incapacidade no mundo, com mais de 300 milhões de pessoas afetadas globalmente. No Brasil, estima-se que mais de 11 milhões de pessoas sofram de depressão, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Felizmente, a terapia é uma ferramenta eficaz e importante no tratamento de problemas de saúde mental. A sua prática leva os indivíduos a identificar e compreender suas emoções, pensamentos e comportamentos, fornecendo estratégias e ferramentas para lidar com desafios emocionais de maneira saudável”, revela a psicóloga Dra. Cristiane Pertusi.

A psicoterapia oferece um espaço seguro para os pacientes explorarem suas preocupações e traumas, promovendo a autocura. Para validar, Dra. Cristiane listou seis benefícios da terapia, afinal, buscar a ajuda de um terapeuta é um investimento na qualidade de vida biopsicossocial.

 

 

Melhor Saúde Mental: A psicoterapia ajuda os indivíduos a compreender e gerenciar seus sentimentos, reduzindo os sintomas como ansiedade e depressão, pois fornece ferramentas para enfrentar os desafios emocionais e estressores da vida cotidiana.

Melhora as Relações Interpessoais: Ao explorar seus próprios pensamentos e comportamentos, os pacientes podem melhorar seus relacionamentos com os outros. A psicoterapia também é eficaz na modalidade de terapia de casal e de terapia familiar, ajudando a resolver conflitos e promover a comunicação saudável.

Autoconhecimento: A terapia proporciona um espaço para o autoconhecimento, onde os pacientes podem descobrir padrões de pensamento negativos, crenças limitantes e traumas não resolvidos, permitindo-lhes crescer e se desenvolver biopsicossocial.

Gerenciando o Estresse e a Ansiedade: A terapia também desempenha um papel vital no gerenciamento do estresse e da ansiedade. As técnicas de relaxamento e a reestruturação cognitiva ensinadas na terapia podem ajudar as pessoas a enfrentar situações estressantes com mais autoconfiança.

Prevenindo Problemas Futuros: Além de tratar problemas de saúde mental existentes, a terapia pode ser uma ferramenta preventiva poderosa. Ao aprender habilidades de enfrentamento e desenvolver uma compreensão mais profunda de si mesmos, os indivíduos estão mais bem equipados para lidar com desafios futuros.

Resiliência: A terapia ajuda as pessoas a desenvolverem resiliência emocional, capacitando-as a lidar com desafios futuros de maneira mais eficaz e assertiva.

 

“É essencial destacar que buscar ajuda terapêutica não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e autoconhecimento. O estigma em torno da saúde mental está diminuindo à medida que a conscientização cresce, mas ainda há trabalho a ser feito. É fundamental que a sociedade continue a apoiar e encorajar aqueles que buscam tratamento terapêutico”, finaliza a psicóloga.

Em um mundo cada vez mais complexo e estressante, buscar ajuda terapêutica não é sinal de fraqueza, mas sim de força e autocuidado. Com o apoio de profissionais de saúde mental qualificados, muitas pessoas estão encontrando o caminho para uma vida mais saudável e equilibrada.

 

Sobre Dra. Cristiane Pertusi

•Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP. Mestre em Psicologia PUCRS, Especialista em Abordagem Sistêmica pela UNIFESP.

Fonte: Leonardo Devienne (pauta@datastudiocomunicacao.com.br)

Imagem: https://blog.amorsaude.com.br/saude-mental/

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#autoconhecimento#Melhor Saúde Mental#Melhora as Relações Interpessoais#Resiliência#saúde mental#terapia

Comer doce demais causa Diabetes?

Comer doce demais causa Diabetes?

Mitos e verdades sobre a doença!

 

 

Um estudo divulgado este ano pela conceituada revista científica Lancet, assustou a população mundial informando que nos próximos 30 anos teremos o dobro de pessoas diabéticas no planeta em relação aos dias de hoje. Isso significa uma projeção de 1,3 bilhão de pacientes com diabetes em 2050.

A proximidade do dia mundial de combate ao Diabetes, que será dia 14 de novembro, levou a Dra. Tassiane Alvarenga, Endocrinologista e Metabologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a explicar os mitos e verdades que rondam a doença. De quebra, ela ainda dá dicas de como saber quando é necessário investigar uma suspeita e como se dá o tratamento dessa doença, que atinge perto de 17 milhões de pessoas no Brasil.

“Você pode escolher o bom controle dessa doença todos os dias, não só nesta data. Plantar um estilo de vida saudável para colher saúde e qualidade de vida é uma decisão diária”, lembra a médica.

 

1) Diabetes tem causa genética

Verdade.

Já se sabe que há uma influência genética significativa na fisiopatologia do diabetes. Ter um parente de primeiro grau com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também. O diabetes tipo 2 tem uma maior predisposição genética que o diabetes tipo 1. Dra. Tassiane explica: “Se um dos pais tem diabetes, ocorre uma chance três vezes maior de o filho desenvolver a doença ao longo da vida. Se pai e mãe possuem esta condição, o risco aumenta em seis vezes”.

 

2) Diabetes geralmente não causa sintomas

Verdade.

Em cerca de 50% dos casos, a doença fica assintomática nas suas fases iniciais e intermediárias, segundo a médica.

 

3) Comer muito doce causa diabetes

Mito.

Mais ou menos 90% dos casos de diabetes são do tipo 2, que é desencadeado por fatores conjugados, como tendência genética, ganho de peso, alimentação errada e vida sedentária.

A ingestão de doces contribui com o excesso de calorias, a verdadeira razão do ganho de peso. Ainda assim, “mesmo que o paciente não consuma muitos doces, outros alimentos como pães, arroz, massa ou qualquer item rico em carboidrato tem o potencial de estimular o ganho de peso e, por consequência, favorecer o risco de desenvolver diabetes”, pontua a endocrinologista.

Segundo ela, o consumo desses produtos em excesso aliado à tendência genética e ao sedentarismo, por exemplo, pode estimular a doença. Ou seja, o principal fator de risco para desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida é o ganho de peso.

 

4) Todo produto diet é liberado para os diabéticos

Mito.

É preciso entender a diferença entre produtos Diet e produtos Light. Os alimentos diet se destinam a grupos populacionais com necessidades específicas e significa que o produto é isento de um determinado nutriente. Na maioria dos casos, os produtos diet são livres de açúcar, mas é importante comprovar se o nutriente retirado foi mesmo o açúcar, e não gordura, sódio ou outro componente.

O produto pode, ainda assim, apresentar calorias, tornando seu consumo sujeito a restrições para diabéticos. Além disso, os produtos dietéticos sem adição de açúcar podem conter outras formas de carboidratos que também interferem na glicemia, como frutose, lactose, amido ou maltodextrina. “O mais importante é usar com moderação e ficar sempre de olho na quantidade de carboidratos contida no produto”, recomenda a endocrinologista.

Por sua vez, os alimentos light são direcionados a pessoas que buscam uma alimentação mais saudável. Eles apresentam redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, quando comparado ao produto convencional. “A redução de calorias pode vir da diminuição no teor de qualquer nutriente (carboidrato, gordura, proteína), mas não quer dizer que seja sem açúcar”, alerta Dra. Tassiane.

 

5) Tenho Diabetes e vou ter problemas nos rins, olho e coração

Mito.

“O bom controle da glicemia é capaz de evitar todas as complicações”, garante a especialista.

 

6) Estresse pode subir a glicose no diabético

Verdade.

De acordo com Dra. Tassiane, o estresse pode levar ao descontrole glicêmico (açúcar alto no sangue) por vários motivos. “A primeira razão tem causa hormonal: o estresse crônico aumenta o nível do hormônio cortisol, que ocasiona, dentre outras coisas, o aumento da gordura abdominal, que, por sua vez, aumenta o risco de diabetes”, explica ela.

A segunda razão, continua a médica, se revela justamente por meio do comportamento: “O estresse aumenta a fome, a gula e a ansiedade, o que faz o paciente ir em busca de alimentos ricos em calorias, como bolo, pizza, chocolate e massas, entre outros”, diz a especialista.

Quem deve investigar se pode estar com diabetes?

– Toda pessoa acima de 45 anos;

– Pacientes com menos de 45 anos que apresentem sobrepeso (IMC > 25 Kg/m2);

– Pessoas sedentárias;

– Quem tem histórico familiar de diabetes tipo 2;

– Pacientes HAS (Hipertensão Arterial Sistêmica), ou seja, pessoas com pressão alta;

– Pessoas com DLP (Dislipidemia): colesterol e triglicerídeos;

– Indivíduos com acantose nigricans, aquela mancha escurecida e aveludada no pescoço, virilha e axilas. Ela é um sinal de que o pâncreas está sobrecarregado;

– Crianças com sobrepeso e fatores de risco também devem ser investigadas.

Como faz para diagnosticar o diabetes?

Teste de glicemia em jejum;
Teste oral de tolerância a glicose (1 copo com 75g de glicose): medir a glicemia 2 horas depois;
Hemoglobina glicada: exame que fornece a média da glicemia dos últimos 3 meses e se torna um excelente parâmetro para avaliar se o diabetes se encontra ou não bem controlado;
Teste DXT acima de 200, com muita ingestão de água, urinando em excesso, fome e perda de peso

A pacientes que usam medicação, a Dra. Tassiane pede atenção: “O ideal é usar um remédio que controle o açúcar, mas que também ajude o paciente a emagrecer”, diz ela, ao pontuar que a obesidade é um dos grandes fatores fortalecedores da doença”.

Para ela, a medicação deve, ainda, ajudar na diminuição da circunferência abdominal (barriga), no controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicerídeos, além de diminuir a chance de infarto e AVC, a principal causa de morte no Brasil e no mundo.

 

Pilares fundamentais para o tratamento de diabéticos

1) Alimentação saudável

2) Atividade física

3) Medicação correta

4) Parceria médico-paciente visando um controle da saúde global

5) Equilíbrio entre estresse e felicidade

 

Dra. Tassiane Alvarenga – ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA

 

Fonte: Michelly UPDate Comunicação (michelly@updatecomunicacao.com.br) / Dra. Tassiane Alvarenga – ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA

Imagem: https://escolakids.uol.com.br/ciencias/comer-muito-acucar-causa-diabetes.htm

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

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#diabetes#mitos e verdades#saude

Os perfumes preferidos meus e da Vivi!

Os perfumes preferidos meus e da Vivi!

Oiii gente, tudo bem? Vocês pediram e vou mostrar pra vocês meus perfumes preferidos! Anotem:

 

 

Perfume da lavanda Tânia Bulhões – ótima fixação, geralmente passo esse durante o dia, uso há anos.

Jo Malone – Colônia English Pear & Freesia – super fresco, adoro, notas de pera no topo.

Perfumes que uso a noite:

Acqua Di Parma Rosa Nobile Eau de Parfum  – notas florais, uma dedicação à rosa, e traz uma atmosfera sofisticada ao redor de quem a usa.

Hermès Twilly D’ Hermès – Eau de Parfum –  notas de topo gengibre, fresco e delicioso. Fixação incrível.

Rosa Novella Santa Maria Novella – perfume floral, de rosas, maravilhoso.

 

Perfumes Vivi:

Coco Mademoiselle – Chanel – ele é mais forte, ela passa bem poquinho.

L’Occitane Au Brésil – Spray Corporal Perfumado Água de Coco – bem fresco e delicioso.

Marc Jacobs Perfect Eau de Parfum – fragrância moderna, divertida, floral.

Chá Branco Tânia Bulhões – perfume para cabelo – delicioso, essa fragrância da TB é demais!

 

Gostaram dos nossos perfumes?? Espero que sim! Beijos, Ma

Fotos: Blog Ask Mi

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Acqua Di Parma Rosa#Chá Branco Tânia Bulhões#cheiro#Coco Mademoiselle#English Pear & Freesia#fragrância#Hermès Twilly#Jo Malone#L'Occitane Au Brésil#lavanda Tânia Bulhões#Marc Jacobs Perfect Eau de Parfum#perfumes#Rosa Novella Santa Maria Novella

Como o uso de telas impacta no letramento das crianças?

Como o uso de telas impacta no letramento das crianças?

Neuroeducador explica como o conhecimento tecnológico abre um caminho de acesso e habilidades para aqueles que pretendem utilizá-lo de forma significativa e transformadora

 

 

Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um cenário preocupante no que diz respeito ao letramento na educação básica. O letramento, que engloba as habilidades de leitura, de escrita e de compreensão de textos, é fundamental para o desenvolvimento educacional dos estudantes e para a participação ativa deles na sociedade.

Nos Estados Unidos, o Instituto Pew Research comemorou o anúncio de que os “millenials” estavam lendo mais do que a geração dos seus pais. Em solo brasileiro, o último levantamento do Instituto Pró-Livro “Retratos da Leitura no Brasil” (2019) relatou uma alta entre os números de livros lidos por ano (4,00 para 4,96), especialmente entre os mais jovens. Na faixa entre 5-12 anos, houve crescimento de leitores de 67% para 71% das crianças, a maioria lê todos os dias.

No entanto, pesquisas como a PIRLS recentemente lançada, e o PISA, que focam em mensurar habilidades mais profundas para além da quantidade de livros e palavras que consomem, mostram que o cenário do Brasil ainda é muito preocupante. No PIRLS, o país ficou na “zona de rebaixamento”, atrás até mesmo de Uzbequistão, Cazaquistão e Kosovo. Já no último PISA (2019), é possível observar a Estônia em primeiro lugar, enquanto o Brasil está na antepenúltima colocação, à frente apenas da Colômbia (por apenas 1 ponto) e da Indonésia.

Fernando Henrique Lino, pesquisador e neuroeducador, explica que o hábito de leitura de crianças e adolescentes pode ser considerado um resultado da falta de investimento em políticas públicas efetivas para a melhoria do letramento e o efeito da pandemia na educação. “O impacto da pandemia afetou profundamente o setor educacional como um todo, inclusive muitos pais e alunos tiveram dificuldades no controle do uso de telas e de estabelecer uma fronteira clara entre o universo digital e a vida real. Mesmo no momento pós-pandêmico, a vida real parece ter diminuído”, afirma.

Ele ainda explica que na Estônia, país que ficou em primeiro lugar no ranking, a inclusão do letramento digital é compulsória no sistema de educação, sendo parte fundamental da estratégia de ensino. “O país se orgulha em dizer que 2/3 das famílias leem livros para os seus filhos praticamente todas as noites, uma realidade diferente comparada ao Brasil. Com o tempo, é possível avaliar e analisar as consequências desse déficit no letramento na vida dos estudantes”, comenta Lino.

Dentro desse cenário, existem alguns bons e possíveis caminhos, como a educação integral. Na pesquisa de mestrado realizada por Lino, alunos de escolas de tempo integral (e/ou tempo estendido) tem uma compulsão por telas significativamente menor do que outros alunos (-23%). “As crianças que têm acesso a experiências ricas durante a semana acabam tendo menos atração pelo consumo passivo nas telas, tendendo a atividades com gratificação mais longa, como a leitura.”, comenta.

Segundo ele, nós estamos em um período de transição de uma cultura baseada no letramento tradicional para uma cultura influenciada pelas mídias digitais, com aumento de consumo e informação. “Esse excesso de informação não se traduz na formação ou no estímulo a leitores melhores, trata-se de uma questão de quantidade versus qualidade”, comenta o neuroeducador.

A compulsão por telas ocorre por conta do fácil acesso a smartphones e tablets, o que tem levado muitas pessoas, incluindo crianças e adolescentes, a passarem longos períodos imersos em atividades digitais. Como resultado, é possível observar a diminuição do tempo dedicado à leitura de livros e de outros materiais impressos, fundamentais para o desenvolvimento do letramento. Uma alternativa para solucionar essa questão é a Sabedoria Digital, um conjunto de estratégias educacionais para levar a tecnologia para os alunos de maneira monitorada, progressiva e segura para crianças e famílias.

Para concluir, Fenando Henrique Lino relata ainda que, como um pesquisador que tem contato com escolas, alunos e famílias em diversos contextos sociais, “a tecnologia pode ser uma aliada, mas também uma inimiga. Infelizmente, noto que quando o celular chega nas mãos de uma criança de 10 anos, ao invés de se tornar uma ferramenta de empoderamento do conhecimento, criação e fomento da curiosidade, ela se torna, na maioria das vezes, um catalisador de compulsões e pode ser até uma barreira para a curiosidade infantil”.

 

Fernando Henrique Lino – Pesquisador, neuroeducador e consultor educacional. Tem como objetivo transformar a educação através da Inovação & Tecnologia.

 

Fonte: Julia Vitorazzo (sistemas@pr.comuniquese1.com.br) / Fernando Henrique Lino

Marina Xandó

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