5 maneiras de utilizar dispositivos eletrônicos na sala de aula!

5 maneiras de utilizar dispositivos eletrônicos na sala de aula!

Estabelecida no início de 2025, a Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos na sala de aula, tem como objetivo promover o uso equilibrado e consciente das tecnologias digitais na educação básica. A norma determina que a utilização de dispositivos na escola deve estar fundamentada em uma intencionalidade pedagógica clara, com planejamento criterioso por parte dos professores, de forma a atender objetivos educacionais específicos.

A legislação está alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que orienta o desenvolvimento do letramento digital desde a Educação Infantil. Entre as competências e habilidades previstas está o domínio de ferramentas multimídia, que auxilia os estudantes para os desafios do mundo digital.

De acordo com Talita Fagundes, gerente pedagógica da plataforma par, o uso adequado da tecnologia e dos recursos digitais no ambiente escolar oferece benefícios significativos, como o estímulo à autonomia, o aumento do engajamento e da compreensão do conteúdo por parte dos alunos. “Com os livros digitais e seus diversos recursos e possibilidades, as aulas tornam-se mais dinâmicas e ricas em metodologias ativas, que incentivam o estudante a aprender de forma autônoma e participativa. Além disso, graças à interatividade e à multimodalidade dos dispositivos, o interesse dos alunos tende a aumentar, especialmente quando podem utilizar jogos educativos ou simuladores virtuais como ferramentas de aprendizagem”, explica.

Por isso, a especialista lista 5 atividades em que os professores podem integrar o uso dos dispositivos eletrônicos com finalidade didática na sala de aula. Confira:

 

 

Resolução de atividades com materiais didáticos digitais: Professores podem propor atividades com jogos e exercícios digitais visando reforçar o conteúdo de forma lúdica e engajadora. Além disso, plataformas com conteúdo ramificado tornam o processo de aprendizagem mais personalizado e atrativo, uma vez que os alunos podem trilhar percursos adaptados às suas necessidades de aprendizado;

Estímulo à leitura digital e ao hábito da leitura: Ao incentivar o uso de e-books, artigos e revistas digitais, o professor amplia o acesso às fontes de informação e promove o hábito da leitura crítica em ambientes digitais. Pode-se propor atividades de leitura digitais, as quais os alunos discutam capítulos, tornando a leitura uma atividade interativa;

Pesquisas online e uso consciente da Inteligência Artificial (IA): Sob orientação, os alunos podem realizar pesquisas usando mecanismos de busca e ferramentas de IA. O professor, por sua vez, pode orientá-los sobre como validar informações, identificar fake news e usar as respostas da IA como ponto de partida para discussões críticas, incentivando o letramento digital;

Desenvolvimento da criatividade com apoio da tecnologia: Ferramentas digitais permitem que os alunos expressem suas ideias por meio de mapas mentais, apresentações multimídia, podcasts e vídeos;

Avaliações formativas e feedback em tempo real: Com o apoio da tecnologia, é possível aplicar avaliações diagnósticas e formativas de forma rápida, com correção automática e relatórios de desempenho detalhados por turma e estudante. A ferramenta auxilia o professor a planejar uma aula mais assertiva, de acordo com as necessidades dos alunos.

Sobre a plataforma par – A plataforma par é a inovadora proposta educacional híbrida da SOMOS Educação. Com foco na formação integral dos estudantes e considerando a linguagem do jovem contemporâneo, ela é composta por uma biblioteca de conteúdos didáticos multimodais com alto rigor acadêmico.

 

Fonte: Talita Fagundes, gerente pedagógica / Laura Ragazzi (laura.ragazzi@miracomunica.com.br)

Imagem: Freepik

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#aparelhos eletrônicos#hábito da leitura#leitura digital#letramento digital#recursos digitais#sala de aula#uso consciente da Inteligência Artificial (IA)

Retorno às aulas mais leve e acolhedor!

Retorno às aulas mais leve e acolhedor!

As férias escolares estão terminando e, com elas, vem o desafio de retomar a rotina e voltar aos estudos. Ao contrário do início do ano em que tudo é novo, o recomeço após o recesso do meio do ano exige uma readaptação mais cuidadosa. “Os principais desafios que os alunos enfrentam na volta às aulas é que, como é um retorno, uma quebra de meio do ano, é tudo um “re”, o retomar as atividades, a reorganização de horários, a readaptação”, explica Alinne Rios, especialista em Educação da FourC Bilingual Academy.

Esse processo pode trazer à tona sentimentos diversos, como ansiedade, insegurança ou desmotivação, especialmente entre aqueles que enfrentam dificuldades com socialização ou têm menos afinidade com o ambiente escolar. Para alguns, a escola representa um espaço seguro e acolhedor, para outros, um local de cobrança ou exposição. Por isso, é essencial que tanto a família quanto os educadores estejam atentos às emoções envolvidas nesse retorno.

Segundo Alinne, respeitar o ritmo de cada aluno é o primeiro passo para tornar a transição mais leve e significativa. “Não existe um botãozinho que a gente aperta e volta ao ‘normal’. Isso precisa ser acompanhado por algumas atividades que ajudem a aquecer de novo o cérebro da criança”, reforça.

 

 

A seguir, a educadora lista 5 dicas práticas que ajudam a tornar esse recomeço mais tranquilo e afetuoso.

1. Estabeleça a rotina com antecedência

A volta à rotina não precisa ser brusca nem causar estresse na criança. Um bom caminho é começar a ajustar os horários alguns dias antes do retorno às aulas. “Talvez seja importante dar uma regulada no sono, ir dormir meia hora mais cedo por dia para acordar meia hora mais cedo, restabelecendo a rotina”, sugere Alinne.

Além do sono, ela também destaca a importância de retomar hábitos alimentares equilibrados. “Se a alimentação ficou um pouco descuidada nesse período, já é hora de voltar aos hábitos anteriores. No horário do almoço, vamos todos almoçar; horário de café da manhã, vamos tomar um café da manhã, na hora de jantar a mesma coisa.” Estabelecer horários fixos para as refeições e uma higiene consistente ajuda o corpo e a mente a se prepararem para o retorno à rotina escolar.

2. Reorganize os materiais escolares junto com a criança

Preparar o ambiente e os recursos escolares com antecedência traz segurança e facilita o recomeço. “Vamos olhar os uniformes, os materiais da escola, verificar se os cadernos estão em boas condições… É importante organizar tudo que veio da escola para casa para um retorno tranquilo”, diz a educadora.

3. Crie momentos de escuta ativa na escola

Na escola, mais do que revisar conteúdos, o início do semestre pode ser uma oportunidade para ouvir os alunos e acolher suas experiências. “Ao invés de só fazer aquela redação ‘o que eu fiz nas férias’, nós, como professores, podemos ouvir do aluno expectativas para esse novo recomeço, saber como foram as férias e como eles se sentem nesse retorno às aulas sem julgamento”, reforça.

4. Evite cobranças excessivas nos primeiros dias

O retorno deve ser gradual, sem sobrecarregar os alunos com muitas exigências logo de início. “A gente precisa garantir que os horários e todas as outras responsabilidades sejam cumpridas, mas isso não deve se tornar um peso e nem algo punitivo inicialmente.”

5. Valorize o lado social da escola

A escola é, muitas vezes, o principal espaço de convivência para crianças e adolescentes, principalmente com o crescimento dos ambientes virtuais. Estimular o contato com os colegas pode tornar a volta mais atrativa e acolhedora. “A escola talvez ainda seja o único lugar para algumas crianças de socialização. Então, incentivar os reencontros, o convívio e atividades em grupo é fundamental para que todos se conheçam e se respeitem.”

 

Fonte: Alinne Rios, especialista em Educação da FourC Bilingual Academy / Vitória João (vitoria.joao@miracomunica.com.br)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#férias escolares#hábitos alimentares equilibrados#respeitar o ritmo de cada aluno#rotina com antecedência

Você sabe o que a leitura faz com o cérebro e o corpo?

Você sabe o que a leitura faz com o cérebro e o corpo?

Ler vai muito além do entretenimento. O hábito da leitura promove mudanças significativas no cérebro, fortalece habilidades cognitivas e contribui diretamente para o bem-estar físico e emocional. Estudos científicos apontam que dedicar alguns minutos do dia aos livros pode reduzir os níveis de estresse, estimular a memória, ampliar a capacidade de concentração, desenvolver a empatia e até ajudar a retardar o declínio cognitivo associado ao envelhecimento.

Uma pesquisa da Universidade de Sussex, no Reino Unido, revelou que apenas seis minutos de leitura podem reduzir os níveis de estresse em até 68%, índice superior ao obtido com outras atividades de relaxamento. Já um estudo da Universidade Emory, nos Estados Unidos, mostrou que a leitura de romances fortalece as conexões neurais relacionadas à linguagem, à imaginação e à compreensão das emoções humanas, com efeitos que permanecem mesmo após o término da leitura. Outra pesquisa, publicada na revista Social Science & Medicine, identificou que pessoas que cultivam o hábito de ler livros regularmente tendem a viver mais quando comparadas às que não leem.

Os benefícios da leitura começam nos primeiros anos de vida e acompanham o ser humano em todas as fases. Na infância, o contato com os livros contribui para o desenvolvimento da linguagem, amplia o vocabulário, estimula a criatividade, fortalece a imaginação e favorece o desempenho escolar. Durante a adolescência, a leitura incentiva o pensamento crítico, a capacidade de argumentação e a construção do conhecimento. Já na vida adulta, além de ser uma importante fonte de aprendizado contínuo, ela auxilia na concentração, na saúde mental, na redução do estresse e na preservação das funções cognitivas, tornando-se uma aliada para uma vida mais equilibrada e intelectualmente ativa.

 

 

Com o objetivo de estimular esse hábito durante todo o ano, a Livraria Leitura promove diversas iniciativas voltadas para públicos de todas as idades. Entre elas estão sessões de contação de histórias nas unidades da rede, campanhas promocionais como a tradicional “Compre 3, Pague 2”, além de ofertas especiais e ações que incentivam o contato com os livros desde a infância até a vida adulta.

“O acesso aos livros transforma pessoas porque amplia horizontes, desperta a criatividade e fortalece o pensamento crítico. Nosso compromisso é criar experiências que aproximem cada vez mais leitores desse universo, mostrando que a leitura pode fazer parte da rotina de qualquer pessoa”, destaca Rafael Martinez, Head de Marketing da Livraria Leitura.

O incentivo à leitura deve acontecer de forma contínua e acessível: “As promoções, campanhas e eventos realizados ao longo do ano são formas de tornar os livros ainda mais presentes no dia a dia das famílias. Queremos que nossas livrarias sejam espaços de descoberta, convivência e inspiração para leitores de todas as idades”, finaliza Martinez.

 

Sobre a Livraria Leitura

Fundada há 59 anos, a Livraria Leitura é a maior rede de livrarias físicas do Brasil e pioneira no conceito de megastore no país. Com 140 lojas espalhadas por todas as regiões, a marca consolidou-se como referência no mercado editorial ao transformar suas unidades em espaços de convivência social e cultural.

 

Fonte: Rafael Martinez, Head de Marketing da Livraria Leitura / Leticia (leticia.komunic@gmail.com)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#contação de histórias#desenvolvimento da linguagem#habilidades cognitivas#hábito de ler livros#leitura#ler livros

Museus nas férias!

Museus nas férias!

Nas férias, a busca por programas capazes de entreter e, ao mesmo tempo, unir lazer e conhecimento costuma ganhar espaço entre as famílias. Nesse contexto, os museus despontam como uma alternativa que vai muito além da diversão. É o caso, por exemplo, da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano que, ao reunir arte, história, arquitetura e natureza em um mesmo ambiente, estimula a observação, desperta a curiosidade e convida crianças e adolescentes a fazer perguntas, estabelecer conexões e construir novos conhecimentos, transformando a visita em uma experiência que continua produzindo efeitos mesmo depois do passeio.

Uma revisão internacional publicada na revista Learning Environments Research, que analisou uma década de pesquisas sobre aprendizagem infantil em museus, concluiu que experiências bem planejadas favorecem competências como pensamento crítico, trabalho em equipe, comunicação e compreensão conceitual, especialmente quando crianças são incentivadas a explorar, fazer perguntas e conversar sobre aquilo que observam.

Para Eduardo Monteiro, diretor cultural da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, esse potencial faz do museu um ambiente privilegiado para a formação das novas gerações. “Quando uma criança entra em um museu, ela não encontra apenas objetos históricos ou obras de arte. Ela encontra perguntas, narrativas e possibilidades. O museu desperta a curiosidade, convida à observação e mostra que aprender pode ser uma experiência prazerosa. É um espaço que amplia repertórios e incentiva uma escuta e um olhar mais atentos para o mundo.”

 

 

Confira seis motivos para incluir um museu no roteiro das férias:

1. Estimula o pensamento crítico

Ao observar uma obra, um objeto histórico ou um ambiente, a criança deve interpretar, levantar hipóteses e construir suas próprias conclusões. Pesquisas mostram que visitas mediadas por educadores ou familiares fortalecem justamente essas habilidades, incentivando que as crianças fundamentem suas interpretações em evidências, comparem diferentes pontos de vista e desenvolvam raciocínio crítico.

2. Desperta a curiosidade natural

Museus transformam perguntas em parte da experiência. Em vez de oferecer respostas prontas, incentivam a investigação e a descoberta. Essa dinâmica fortalece a curiosidade, considerada por pesquisadores uma das principais portas de entrada para a aprendizagem ao longo da vida.

3. Amplia o repertório cultural desde cedo

Conhecer diferentes períodos históricos, estilos artísticos, objetos do cotidiano e personagens ajuda a criança a compreender melhor a sociedade em que vive. Quanto mais cedo esse contato acontece, maiores são as oportunidades de desenvolver referências culturais que acompanharão sua formação.

4. Incentiva a criatividade e a imaginação

Ao entrar em contato com pinturas, esculturas, mobiliário, jardins, arquitetura e diferentes narrativas, a criança amplia seu universo simbólico e aprende que existem múltiplas formas de interpretar uma mesma realidade. Ambientes museológicos favorecem a criatividade justamente porque estimulam a exploração livre e a construção de significados próprios.

5. Fortalece vínculos familiares

A presença dos adultos durante a visita faz grande diferença. Conversar sobre as exposições, fazer perguntas, ouvir as interpretações das crianças e explorar os espaços em conjunto potencializa a aprendizagem e torna a experiência ainda mais significativa. A interação entre pais, responsáveis e filhos é apontada como um dos fatores mais importantes para transformar a visita em uma lembrança duradoura.

6. Ensina que aprender pode ser prazeroso

Ao contrário da rotina escolar, o museu oferece uma aprendizagem espontânea, baseada na descoberta e na experimentação. A criança escolhe onde deseja permanecer mais tempo, observa detalhes, cria conexões com suas próprias experiências e desenvolve autonomia para construir conhecimento.

Segundo Eduardo Monteiro, esse aprendizado é uma das maiores contribuições dos museus para a infância. “O museu mostra que conhecimento não está restrito à sala de aula. Aprender também acontece quando caminhamos por uma pequena floresta urbana, como a que encontramos na Fundação, observamos uma pintura e ouvimos uma história instigante. É essa experiência sensível que desperta o desejo de continuar aprendendo.”

Em um momento em que especialistas discutem a importância de desenvolver competências como criatividade, pensamento crítico, comunicação e resolução de problemas desde a infância, os museus se consolidam como espaços capazes de reunir lazer, cultura e educação em uma única experiência, transformando um passeio de férias em uma oportunidade de formação para toda a vida.

 

Fonte: Beatriz Bastos (beatriz.bastos@miracomunica.com.br) / Eduardo Monteiro, diretor cultural da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Cuidados ao viajar: atenção com direitos do viajante!

Cuidados ao viajar: atenção com direitos do viajante!

As férias de julho representam o momento ideal para o descanso, seja em família, com amigos ou sozinho. Muitos viajantes se preparam com meses de antecedência, organizando roteiros e malas, mas frequentemente deixam de se atentar a questões importantes voltadas aos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O planejamento antecipado é essencial, mas a falta de informação sobre os deveres das empresas prestadoras de serviço pode transformar o período de recesso em dor de cabeça.

O volume de insatisfações no setor acende um alerta para quem vai viajar. De acordo com dados da plataforma Consumidor.gov.br, entre janeiro e junho de 2026, já foram registradas 97.585 reclamações no país, das quais 74.247 se referem ao transporte aéreo e 23.338 são relativas a viagens, turismo e hospedagem. O montante acumulado em apenas seis meses já se aproxima do total registrado em todo o ano de 2025, que fechou com 99.480 queixas nesses mesmos segmentos.

 

 

Regras para voos e assistência material

Diante da alta movimentação nos terminais, os problemas com atrasos e cancelamentos de voos exigem conhecimento das normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O passageiro retido no aeroporto possui garantias progressivas que dependem do tempo de espera, conforme estipulado pela Resolução 400, norma que regulamenta as condições gerais do transporte aéreo e os direitos dos usuários. Flavia Marimpietri, especialista em Direito do Consumidor e professora da Faculdade Baiana de Direito explica que a assistência material é obrigatória e deve ser fornecida de forma gradual pelas companhias.

“A partir de uma hora de atraso, o cliente tem direito à comunicação. Após duas horas, a empresa deve fornecer alimentação adequada. A partir de quatro horas, dá hospedagem com o que a gente chama de traslado, que é hospedagem e um transporte. Existe também a reacomodação, que é reacomodar em voos de outras companhias sem custo para o passageiro”, conta.

Marimpietri lembra ainda que a desistência da passagem pode ocorrer sem custos em até 24 horas após a compra, desde que o bilhete tenha sido adquirido com pelo menos sete dias de antecedência do voo. Outro ponto crítico é o extravio de malas. A orientação é formalizar a reclamação imediatamente na sala de desembarque, junto ao guichê da companhia aérea, utilizando fotos ou vídeos do estado original da bagagem como prova pré-constituída.

Propaganda enganosa na hospedagem e responsabilidade

A divergência entre a expectativa do consumidor e a realidade do serviço contratado também se estende aos locais de hospedagem. Encontrar acomodações que divergem das imagens publicitárias divulgadas na internet é uma prática recorrente no período de férias e configura descumprimento legal conforme o artigo 37 do CDC.

Nesse cenário, o viajante tem o respaldo da lei para exigir o reembolso ou mover uma ação por publicidade enganosa, inclusive de forma solidária quando a compra envolve pacotes e intermediários digitais — situação em que tanto o site de reservas quanto o hotel respondem conjuntamente pelo problema. Mas o hotel só responde quando a compra é feita diretamente com ele, pois, em muitos casos, é a própria operadora, agência ou outro intermediário que faz a oferta enganosa.

O consumidor lesado não precisa enfrentar o desgaste de ser redirecionado de uma empresa para outra, podendo acionar qualquer uma das partes envolvidas na venda para exigir o cumprimento da oferta, a substituição da acomodação por outra de padrão equivalente ou a devolução imediata dos valores pagos.

Entendimento jurídico e suspensão de processos

No âmbito judicial, uma determinação recente do Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender processos específicos de transporte aéreo tem sido utilizada de forma generalizada pelas companhias para tentar paralisar cobranças legítimas. No entanto, o andamento segue normal para ações sobre problemas operacionais da própria empresa ou práticas abusivas, como a preterição de embarque por overbooking e exigências indevidas para o despacho de bagagens de mão, que continuam admitindo pedidos de indenização regular nos tribunais.

“Só se suspende o processo quando o voo foi cancelado por caso fortuito — que se refere a um evento imprevisível — ou força maior, ou seja, de repente foi uma tempestade, alguma coisa alheia à vontade da companhia aérea. Casos que envolvam, por exemplo, atraso de voo ou problemas da própria companhia têm que ser julgados normalmente”, finaliza.

Dicas para evitar armadilhas contratuais e golpes

Desconfie de valores excessivamente baixos: Diárias de hotéis, pacotes completos ou ofertas de locação muito inferiores à média de mercado indicam alta probabilidade de fraudes ou sites clonados.

Evite a quitação integral antecipada: Para hospedagens diretas ou particulares, o recomendável é efetuar o pagamento de um sinal e quitar o saldo restante somente no encerramento da estadia.

Priorize canais e agências tradicionais: Efetuar compras em empresas consolidadas com atendimento estruturado ou unidades físicas diminui riscos e facilita o suporte em situações emergenciais.

Atenção aos horários regulamentares: O passageiro deve cumprir seu dever de chegar com antecedência mínima de uma hora para voos nacionais e duas horas para voos internacionais, pois atrasos pessoais eliminam o direito a compensações.

 

Fonte: Flavia Marimpietri, especialista em Direito do Consumidor / Décio Calado (jornalismo.ssa@lkcomunicacao.com.br)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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