Museus nas férias!

Museus nas férias!

Nas férias, a busca por programas capazes de entreter e, ao mesmo tempo, unir lazer e conhecimento costuma ganhar espaço entre as famílias. Nesse contexto, os museus despontam como uma alternativa que vai muito além da diversão. É o caso, por exemplo, da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano que, ao reunir arte, história, arquitetura e natureza em um mesmo ambiente, estimula a observação, desperta a curiosidade e convida crianças e adolescentes a fazer perguntas, estabelecer conexões e construir novos conhecimentos, transformando a visita em uma experiência que continua produzindo efeitos mesmo depois do passeio.

Uma revisão internacional publicada na revista Learning Environments Research, que analisou uma década de pesquisas sobre aprendizagem infantil em museus, concluiu que experiências bem planejadas favorecem competências como pensamento crítico, trabalho em equipe, comunicação e compreensão conceitual, especialmente quando crianças são incentivadas a explorar, fazer perguntas e conversar sobre aquilo que observam.

Para Eduardo Monteiro, diretor cultural da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, esse potencial faz do museu um ambiente privilegiado para a formação das novas gerações. “Quando uma criança entra em um museu, ela não encontra apenas objetos históricos ou obras de arte. Ela encontra perguntas, narrativas e possibilidades. O museu desperta a curiosidade, convida à observação e mostra que aprender pode ser uma experiência prazerosa. É um espaço que amplia repertórios e incentiva uma escuta e um olhar mais atentos para o mundo.”

 

 

Confira seis motivos para incluir um museu no roteiro das férias:

1. Estimula o pensamento crítico

Ao observar uma obra, um objeto histórico ou um ambiente, a criança deve interpretar, levantar hipóteses e construir suas próprias conclusões. Pesquisas mostram que visitas mediadas por educadores ou familiares fortalecem justamente essas habilidades, incentivando que as crianças fundamentem suas interpretações em evidências, comparem diferentes pontos de vista e desenvolvam raciocínio crítico.

2. Desperta a curiosidade natural

Museus transformam perguntas em parte da experiência. Em vez de oferecer respostas prontas, incentivam a investigação e a descoberta. Essa dinâmica fortalece a curiosidade, considerada por pesquisadores uma das principais portas de entrada para a aprendizagem ao longo da vida.

3. Amplia o repertório cultural desde cedo

Conhecer diferentes períodos históricos, estilos artísticos, objetos do cotidiano e personagens ajuda a criança a compreender melhor a sociedade em que vive. Quanto mais cedo esse contato acontece, maiores são as oportunidades de desenvolver referências culturais que acompanharão sua formação.

4. Incentiva a criatividade e a imaginação

Ao entrar em contato com pinturas, esculturas, mobiliário, jardins, arquitetura e diferentes narrativas, a criança amplia seu universo simbólico e aprende que existem múltiplas formas de interpretar uma mesma realidade. Ambientes museológicos favorecem a criatividade justamente porque estimulam a exploração livre e a construção de significados próprios.

5. Fortalece vínculos familiares

A presença dos adultos durante a visita faz grande diferença. Conversar sobre as exposições, fazer perguntas, ouvir as interpretações das crianças e explorar os espaços em conjunto potencializa a aprendizagem e torna a experiência ainda mais significativa. A interação entre pais, responsáveis e filhos é apontada como um dos fatores mais importantes para transformar a visita em uma lembrança duradoura.

6. Ensina que aprender pode ser prazeroso

Ao contrário da rotina escolar, o museu oferece uma aprendizagem espontânea, baseada na descoberta e na experimentação. A criança escolhe onde deseja permanecer mais tempo, observa detalhes, cria conexões com suas próprias experiências e desenvolve autonomia para construir conhecimento.

Segundo Eduardo Monteiro, esse aprendizado é uma das maiores contribuições dos museus para a infância. “O museu mostra que conhecimento não está restrito à sala de aula. Aprender também acontece quando caminhamos por uma pequena floresta urbana, como a que encontramos na Fundação, observamos uma pintura e ouvimos uma história instigante. É essa experiência sensível que desperta o desejo de continuar aprendendo.”

Em um momento em que especialistas discutem a importância de desenvolver competências como criatividade, pensamento crítico, comunicação e resolução de problemas desde a infância, os museus se consolidam como espaços capazes de reunir lazer, cultura e educação em uma única experiência, transformando um passeio de férias em uma oportunidade de formação para toda a vida.

 

Fonte: Beatriz Bastos (beatriz.bastos@miracomunica.com.br) / Eduardo Monteiro, diretor cultural da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Cuidados ao viajar: atenção com direitos do viajante!

Cuidados ao viajar: atenção com direitos do viajante!

As férias de julho representam o momento ideal para o descanso, seja em família, com amigos ou sozinho. Muitos viajantes se preparam com meses de antecedência, organizando roteiros e malas, mas frequentemente deixam de se atentar a questões importantes voltadas aos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O planejamento antecipado é essencial, mas a falta de informação sobre os deveres das empresas prestadoras de serviço pode transformar o período de recesso em dor de cabeça.

O volume de insatisfações no setor acende um alerta para quem vai viajar. De acordo com dados da plataforma Consumidor.gov.br, entre janeiro e junho de 2026, já foram registradas 97.585 reclamações no país, das quais 74.247 se referem ao transporte aéreo e 23.338 são relativas a viagens, turismo e hospedagem. O montante acumulado em apenas seis meses já se aproxima do total registrado em todo o ano de 2025, que fechou com 99.480 queixas nesses mesmos segmentos.

 

 

Regras para voos e assistência material

Diante da alta movimentação nos terminais, os problemas com atrasos e cancelamentos de voos exigem conhecimento das normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O passageiro retido no aeroporto possui garantias progressivas que dependem do tempo de espera, conforme estipulado pela Resolução 400, norma que regulamenta as condições gerais do transporte aéreo e os direitos dos usuários. Flavia Marimpietri, especialista em Direito do Consumidor e professora da Faculdade Baiana de Direito explica que a assistência material é obrigatória e deve ser fornecida de forma gradual pelas companhias.

“A partir de uma hora de atraso, o cliente tem direito à comunicação. Após duas horas, a empresa deve fornecer alimentação adequada. A partir de quatro horas, dá hospedagem com o que a gente chama de traslado, que é hospedagem e um transporte. Existe também a reacomodação, que é reacomodar em voos de outras companhias sem custo para o passageiro”, conta.

Marimpietri lembra ainda que a desistência da passagem pode ocorrer sem custos em até 24 horas após a compra, desde que o bilhete tenha sido adquirido com pelo menos sete dias de antecedência do voo. Outro ponto crítico é o extravio de malas. A orientação é formalizar a reclamação imediatamente na sala de desembarque, junto ao guichê da companhia aérea, utilizando fotos ou vídeos do estado original da bagagem como prova pré-constituída.

Propaganda enganosa na hospedagem e responsabilidade

A divergência entre a expectativa do consumidor e a realidade do serviço contratado também se estende aos locais de hospedagem. Encontrar acomodações que divergem das imagens publicitárias divulgadas na internet é uma prática recorrente no período de férias e configura descumprimento legal conforme o artigo 37 do CDC.

Nesse cenário, o viajante tem o respaldo da lei para exigir o reembolso ou mover uma ação por publicidade enganosa, inclusive de forma solidária quando a compra envolve pacotes e intermediários digitais — situação em que tanto o site de reservas quanto o hotel respondem conjuntamente pelo problema. Mas o hotel só responde quando a compra é feita diretamente com ele, pois, em muitos casos, é a própria operadora, agência ou outro intermediário que faz a oferta enganosa.

O consumidor lesado não precisa enfrentar o desgaste de ser redirecionado de uma empresa para outra, podendo acionar qualquer uma das partes envolvidas na venda para exigir o cumprimento da oferta, a substituição da acomodação por outra de padrão equivalente ou a devolução imediata dos valores pagos.

Entendimento jurídico e suspensão de processos

No âmbito judicial, uma determinação recente do Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender processos específicos de transporte aéreo tem sido utilizada de forma generalizada pelas companhias para tentar paralisar cobranças legítimas. No entanto, o andamento segue normal para ações sobre problemas operacionais da própria empresa ou práticas abusivas, como a preterição de embarque por overbooking e exigências indevidas para o despacho de bagagens de mão, que continuam admitindo pedidos de indenização regular nos tribunais.

“Só se suspende o processo quando o voo foi cancelado por caso fortuito — que se refere a um evento imprevisível — ou força maior, ou seja, de repente foi uma tempestade, alguma coisa alheia à vontade da companhia aérea. Casos que envolvam, por exemplo, atraso de voo ou problemas da própria companhia têm que ser julgados normalmente”, finaliza.

Dicas para evitar armadilhas contratuais e golpes

Desconfie de valores excessivamente baixos: Diárias de hotéis, pacotes completos ou ofertas de locação muito inferiores à média de mercado indicam alta probabilidade de fraudes ou sites clonados.

Evite a quitação integral antecipada: Para hospedagens diretas ou particulares, o recomendável é efetuar o pagamento de um sinal e quitar o saldo restante somente no encerramento da estadia.

Priorize canais e agências tradicionais: Efetuar compras em empresas consolidadas com atendimento estruturado ou unidades físicas diminui riscos e facilita o suporte em situações emergenciais.

Atenção aos horários regulamentares: O passageiro deve cumprir seu dever de chegar com antecedência mínima de uma hora para voos nacionais e duas horas para voos internacionais, pois atrasos pessoais eliminam o direito a compensações.

 

Fonte: Flavia Marimpietri, especialista em Direito do Consumidor / Décio Calado (jornalismo.ssa@lkcomunicacao.com.br)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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71 anos da vovó Mati!

71 anos da vovó Mati!

No fim-de-semana comemoramos o aniversário da minha mãe, a vovó Mati! Foi um dia delicioso, toda a família reunida, conversa boa, comida deliciosa, música gostosa, tudo do jeitinho que minha mãe gosta e que ela merece. Que Deus sempre abençoe a vida da minha mãe e a nossa família!  Vejam algumas fotos.

 

 

 

 

Fotos: Ask Mi

Marina Xandó

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Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

Criança precisa estar alfabetizada p/ começar música?

Criança precisa estar alfabetizada p/ começar música?

É comum que alguns pais esperem a criança aprender a ler e escrever para só depois iniciar uma aula de música. A ideia vem de uma tradição antiga, principalmente ligada ao ensino formal de instrumentos, como piano, quando muitas escolas só aceitavam alunos já alfabetizados.

Mas isso não precisa ser uma regra. Segundo Cintya Soares, musicista e fonoaudióloga (@ibprof.com.br no Instagram), a criança pode ter contato com a música muito antes da alfabetização. “A criança pode fazer música desde a gestação”, diz.

A especialista explica que o início não precisa acontecer no formato tradicional de uma aula com partitura, leitura musical ou cobrança técnica. Para bebês e crianças pequenas, a música aparece por meio da escuta, da voz, do corpo, das brincadeiras, dos sons e da interação com os adultos.

 

 

Afinal, precisa saber ler para aprender música?

A resposta é não. A alfabetização pode ajudar em algumas etapas do estudo musical, principalmente quando a criança começa a lidar com leitura de partituras, códigos e exercícios mais estruturados.

Mas o primeiro contato com a música não depende disso. Antes de ler palavras, a criança já escuta, reconhece ritmos, reage a sons, imita movimentos e percebe variações na voz de quem canta ou conversa com ela.

Por isso, a iniciação musical na infância pode ser feita de forma lúdica. Cantar, bater palmas, brincar com sons, dançar, ouvir canções e explorar instrumentos simples já são formas de contato musical.

Por que começar cedo?

Para Cintya, a música está ligada a diferentes áreas do desenvolvimento infantil. Ela cita aspectos cognitivos, motores, afetivos, sociais, de linguagem, fala e audição.

Isso acontece porque a música envolve escuta, atenção, movimento, memória, emoção e comunicação. Quando uma criança canta uma música, acompanha um ritmo ou participa de uma brincadeira musical, ela não está apenas “fazendo barulho”. Ela também está experimentando sons, corpo, fala e interação.

“A música é comunicação humana”, afirma Cintya.

O que muda para bebês e crianças pequenas?

No caso dos bebês, o contato musical costuma acontecer de forma simples. Pode vir por meio de canções de ninar, músicas cantadas pelos pais, brincadeiras de colo, palmas, sons repetidos ou pequenas melodias usadas na rotina.

Para crianças pequenas, a música pode ser associada ao brincar. Em vez de focar em desempenho, a proposta é criar experiências que envolvam curiosidade, movimento e prazer.

Isso ajuda a criança a perceber diferenças de som, ritmo, intensidade e repetição. Também pode favorecer a interação com outras pessoas, já que muitas atividades musicais acontecem em grupo ou em troca com o adulto.

Aula de música precisa ter instrumento?

Nem sempre. Para crianças pequenas, a aula de música pode começar sem piano, violão ou qualquer instrumento formal.

O corpo pode ser o primeiro instrumento. Palmas, passos, voz, batidas leves e movimentos já ajudam a criança a entrar no universo musical. Depois, instrumentos simples podem ser introduzidos de acordo com a idade, a maturidade e o interesse.

A escolha do instrumento também não precisa ser apressada. Em muitos casos, o mais importante é que a criança tenha boas experiências musicais antes de assumir uma rotina mais técnica de estudo.

Como os pais podem começar?

Em casa, os pais podem cantar para a criança, colocar músicas adequadas à idade, brincar com sons, dançar juntos ou usar canções em momentos da rotina, como banho, sono e organização dos brinquedos.

Também vale observar como a criança reage. Ela tenta repetir? Balança o corpo? Presta atenção em sons? Canta trechos? Bate palmas? Essas respostas mostram que a música já está sendo vivida de alguma forma.

Segundo Cintya, o cuidado está em não transformar esse começo em obrigação. A música, na infância, precisa ser uma experiência de vínculo, descoberta e comunicação.

 

Fonte: Tais Gomes (tgassessoriadeimprensa@gmail.com) / Cintya Soares, musicista e fonoaudióloga (@ibprof.com.br no Instagram)

Cintya Soares é empresária, mentora, mestre em Educação, pós-graduada em Música, fonoaudióloga e musicista. Atua há mais de 33 anos na educação musical e, há décadas, dedica-se ao empreendedorismo e à formação de professores e gestores de escolas de música em todo o Brasil.

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Receitinha delícia: Canjica Cremosa c/ Amendoim e Coco Fresco!

Receitinha delícia: Canjica Cremosa c/ Amendoim e Coco Fresco!

Os sabores juninos invadiram a Ghee Banqueteria, que preparou um menu sob encomenda repleto de delícias tradicionais da época para quem busca praticidade, sem abrir mão do sabor e da experiência.

Inspirado nos arraiais e nas memórias afetivas dos brasileiros, o Chef Paulo Neves ensina a preparar a receita da Canjica Cremosa com Amendoim e Coco Fresco. Confira!

 

 

Rendimento: 6 porções

Ingredientes

500g de milho para canjica

1 litro de leite integral

500ml de leite de coco

1 lata de leite condensado

1 xícara de amendoim torrado, sem pele e sem sal

1 xícara de coco fresco ralado

1 pau de canela

4 cravos-da-índia

1 pitada de sal

Finalização

Coco fresco ralado

Amendoim triturado

Canela em pó

Modo de preparo

Deixe a canjica de molho por pelo menos 8 horas.

Escorra a água e cozinhe na panela de pressão com água nova até ficar bem macia (cerca de 35 a 40 minutos após pegar pressão).

Escorra parte da água, deixando um pouco de caldo.

Acrescente o leite integral, o leite de coco, a canela, os cravos e a pitada de sal.

Cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando.

Adicione o leite condensado, o amendoim torrado e metade do coco fresco ralado.

Cozinhe por mais 10 minutos até ficar cremosa.

Sirva quente, finalizando com coco fresco, amendoim e canela por cima

O menu de Festa Junina da Ghee Banqueteria está disponível para encomenda durante os meses de junho e julho.

 

Fonte: Juliana Macedo (juliana@taopr.com.br) / Ghee Banqueteria – Instagram: @gheebanqueteria

Marina Xandó

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#canjica#festa junina#receita