COMO MANTER UM PESO SAUDÁVEL NA GRAVIDEZ?

COMO MANTER UM PESO SAUDÁVEL NA GRAVIDEZ?

Muitas mulheres imaginam a gestação como o período em que se pode ganhar peso à vontade. É o famoso argumento: comer por dois. Mas, segundo a especialista em emagrecimento Edivana Poltronieri, engordar muito durante a gravidez merece atenção, especialmente se a futura mamãe for considerada com sobrepeso ou obesidade ao engravidar.  Isso porque, mulheres nesse perfil apresentam mais riscos de desenvolver problemas de saúde, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia – aumento da pressão arterial. A seguir, a expert dá dicas para um ganho de peso saudável nessa fase.

 

 

Comece a gestação com um peso saudável, se possível

“Isso é tão importante quanto tomar a vitamina pré-natal antes de engravidar”, diz Edivana Poltronieri.  Ela explica que se a gestante já for adaptada a uma rotina saudável antes da gestação, vai ter uma gravidez mais leve e manter o peso recomendado, de acordo com as orientações do médico ginecologista ou obstetra. “Para quem estiver tentando engravidar, o ideal é agendar uma consulta antes da concepção para que se possa fazer uma avaliação do índice de massa corporal e seguir maneiras saudáveis de perder peso, se necessário”.

Não faça dieta, faça boas escolhas

Algumas mulheres já estão acima do peso quando engravidam e outras engordam muito rapidamente durante a gravidez.  De qualquer forma, independente da condição, Edivana alerta que grávidas não devem fazer dieta ou tentar perder peso durante a gravidez.  “É melhor se concentrar em comer os alimentos que tenham um grande impacto nutricional e que promovam mais saciedade e se manter ativa”, recomenda.

Escolha lanches saudáveis entre as refeições

Uma alimentação variada será determinante para a mamãe conseguir os nutrientes necessários sem ganhar muito peso, segundo Edivana. “Que tal trocar os lanches da manhã e da tarde, muitas vezes com bolachas pobres em vitaminas, por exemplo, por lanches que incluam proteínas, fibras e alguma gordura saudável? Os carboidratos naturais, como a batata doce, também são ótimos aliados. Outros exemplos incluem uma banana ou maçã com pasta de amendoim, ovo mexido com espinafre, iogurte natural com nozes e castanhas. O ideal é fazer refeições pequenas e frequentes, porém ricas em vitaminas”, afirma.

Não convide o vilão para casa

“A melhor maneira de evitar alimentos não saudáveis, como batatas fritas, sorvete e bolachas recheadas, é não ter esses alimentos em casa. E, se for comer fora, prefira locais que oferecem saladas, sopas e vegetais”, orienta Edivana.  Quando o desejo bater forte à porta, a especialista recomenda buscar o equilíbrio. “É totalmente normal sentir vontade de alguma guloseima na gestação, mas o segredo está em conseguir manter o controle. Você pode até satisfazer seus desejos, mas é importante garantir que está obtendo todas as vitaminas que você e o bebê precisam”.

Beba bastante (água)

Edivana afirma que beber água tem um benefício adicional à futura mamãe. Além da hidratação, a água ajuda a mantê-la satisfeita entre as refeições. Ela recomenda manter uma garrafa próxima o tempo todo para aumentar a ingestão.  “Especialmente as grávidas devem monitorar a cor da urina. Se for amarelo escuro é um sinal de que o corpo precisa de mais líquidos. O ideal é beber água ao longo do dia para manter a cor da urina amarelo claro, sinal de uma hidratação adequada”, orienta Edivana.

Movimente-se

Existem muitos tipos diferentes de exercícios que são seguros durante a gravidez, de acordo com a especialista em emagrecimento. “A gravidinha pode, inclusive, até pedir ao parceiro, família ou amigos para fazer algumas atividades com ela. Isso pode tornar o processo ainda mais leve e divertido”, indica.

Algumas atividades incluem: caminhadas, exercícios de natação especiais para as futuras mamães, dança, yoga, passear no parque. Para Edivana Poltronieri essas atividades, mesmo que simples, são ótimas maneiras de se manter ativa e garantir uma gestação saudável, além de ajudar  a gerenciar o ganho de peso.

Fonte: Jenny Carmona | bcbiz. (jenny.carmona@bcbiz.com.br)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#gestação#gravidez#médico ginecologista ou obstetra#peso saúdavel#pré-natal

Milho: alimento super versátil!

Milho: alimento super versátil!

Em receitas doces ou salgadas, como aperitivo, acompanhamento ou prato principal, o grão pode ser consumido de várias maneiras.

A nutricionista do Comitê Umami, Graciela Vargas, ressalta que o milho, além de versátil, é muito saboroso por ser um alimento que confere o umami – quinto gosto básico do paladar humano, ao lado do doce, salgado, azedo e amargo. “Rico em glutamato, ele adiciona sabor ao prato e traz diversos benefícios para a saúde. Estudos mostram que ingredientes umami auxiliam na digestão de proteínas e interferem diretamente na aceitação alimentar de crianças e idosos”, explica.

Fonte de vitaminas, minerais essenciais e antioxidantes, o milho é um dos cereais mais amados em todo o mundo. E para saboreá-lo de maneiras diferentes, Graciela listou cinco opções para aproveitar o grão:

Creme
Como opção leve para uma refeição, o creme de milho é uma escolha prática. “O creme de milho pode ser um acompanhamento muito versátil. É possível dar um toque especial na preparação adicionando um crocante de parmesão. Para isso, basta espalhar o queijo ralado em uma frigideira e deixar no fogo médio até dourar. Depois, só retirar cuidadosamente, com o auxílio de uma espátula, e deixar esfriar até enrijecer. Após colocar o creme em uma tigela, decore o prato com a escultura de queijo”, explica Graciela.

Assado
O milho assado é uma ótima alternativa vegetal para o churrasco. “Nesse caso, a dica é remover a palha que o envolve. A espiga deve ser levada à grelha sobre fogo médio, virando às vezes até dourar. Também é possível preparar em uma frigideira ou churrasqueira elétrica. Para o tempero, além da manteiga e do sal, outra opção é pincelar a espiga com uma mistura de ervas e azeite”, comenta a nutricionista.

Salada
O milho dá um sabor especial e é uma ótima opção para a dieta crudívora, que consiste somente no consumo de alimentos naturais e crus. “O grão pode ser a estrela principal de uma salada porque ele confere o gosto umami e deixa qualquer prato ainda mais saboroso. Para uma entrada simples e prática, coloque em um recipiente: milho, pepino, rabanete, mix de folhas, tomates maduros e fatias de pimenta jalapeño. Tempere com limão, azeite e uma pitada de sal”, ensina a especialista.

Suco
Outra maneira de saborear o alimento é preparar um suco de milho com água de coco. “Para fazer o suco, basta retirar a água de coco e separar a polpa, depois higienize o milho e retire os grãos das espigas. Em um liquidificador, adicione água, os grãos de milho e meio litro de leite, bata até ficar uma mistura homogênea e faça o mesmo só com o coco. Então leve a mistura de milho ao fogo baixo por 30 minutos e para finalizar, bata as duas misturas no liquidificador”, conta Graciela.

Torrado
Um grande aliado dos aperitivos, o milho torrado com mostarda e mel faz sucesso em qualquer ocasião. “Todos nós temos aqueles dias em que queremos cozinhar algo gostoso, mas que ao mesmo tempo não dê muito trabalho e que não precise de muitos ingredientes. Essa opção é ótima para para abrir o apetite ou acompanhar um drink em casa”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Comitê Umami (umamiteam@agenciarace.com.br) / nutricionista do Comitê Umami, Graciela Vargas

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#aperitivo#milho#receitas doces ou salgadas

8 coisas que você precisa saber sobre Hipertensão Arterial!

8 coisas que você precisa saber sobre Hipertensão Arterial!

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/04) tem como objetivo a conscientização da população sobre a importância do diagnóstico e tratamento da doença. A hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta, é uma doença crônica, e por muitas vezes silenciosa. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estima que 30% dos brasileiros sejam hipertensos.

 

A Fundação Pró-Rim apresenta informações que você precisa saber sendo hipertenso ou não. Confira abaixo:

 

 

1 – Você pode ser hipertenso e nem saber

Existem pessoas que dizem que se a pressão está alta, sentem dor de cabeça, tontura, dor na nuca, mas estes são consideradas exceções à regra. A hipertensão é considerada uma doença assintomática, ou seja, não apresenta nenhum sintoma. Descobre-se aferindo (medindo) a pressão, por isso, é muito importante fazer regularmente a avaliação da sua pressão arterial.

 

2 – Monitore sua pressão

Como não há sinais da doença, a recomendação é aferir a pressão arterial a cada 2 anos. Caso sua pressão se apresente elevada, a aferição deve ser feita com mais frequência em intervalos menores de tempo. Você pode verificar sua pressão nas farmácias e nos postos de saúde.

 

3 – Porta de entrada para outras doenças

A hipertensão é a doença de base para outras enfermidades, como doenças cardiovasculares (DCVs), doenças renais crônicas (DRCs), além de morte prematura. Em 2019, segundo informações do DataSUS, 27,7% dos óbitos no Brasil eram decorrentes de doenças cardiovasculares, e destes, 45% estavam associadas a hipertensão.

 

4 – Vida moderna, saúde ruim

Ter hábitos para um vida mais saudável é o conselho para prevenir qualquer doença. O estilo de vida corrido, alimentação desregrada, consumo de produtos ultraprocessados e de bebidas alcoólicas, pouco atividade física, obesidade, são um combo propício para o aumento da pressão arterial. Sem contar o tabagismo!

 

5 – Alimentação pode auxiliar no controle da pressão

Mais de 60% das pessoas que tem pressão alta são obesas. O consumo moderado de sódio (sal), a qualidade dos produtos e uma dieta mais saudável podem auxiliar no controle da pressão arterial. Ou seja, desembale mais e procure deixar o saleiro mais longe possível da mesa.

 

6 – Não há cura. Mas pode ser controlada.

Tratar a hipertensão exige muito esforço dos pacientes. Apesar de não ter cura, seguindo as orientações médicas é possível ter boa qualidade de vida. É fundamental seguir alguns cuidados. O hipertenso deve diminuir ou abandonar o consumo de bebidas alcoólicas, manter peso, incluir atividade física em sua rotina, não fumar, controlar o estresse, e principalmente, verificar a pressão arterial regularmente. O uso de medicamentos também auxilia no controle da doença.

 

7 – Seus rins estão em perigo

Pessoas que sofrem de hipertensão possuem mais chances de ter a insuficiência renal, ou seja, a perda da função dos rins. Isto porque a pressão arterial alta de longa data, não controlada, pode causar esclerose dos néfrons (unidade funcional dos rins), o que acarreta na falha da filtração do sangue.

 

8 – Covid-19: risco maior para hipertensos

Pessoas que sofrem de hipertensão arterial fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. O hipertenso que contrair o vírus poderá ter complicações graves e maior chance de internação. “Estas pessoas devem intensificar as medidas de prevenção, como distanciamento social, uso da máscara, higienização das mãos. Além disso, o hipertenso deve manter o uso de medicamentos, seguir uma dieta saudável, praticar exercícios físicos e monitorar seus valores de pressão arterial. Fique atento ao calendário de vacinação na sua cidade e tome a vacina contra a Covid-19 assim que possível”, indica o médico nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim, Dr. Marcos Alexandre Vieira.

Fonte: Fundação Pró-Rim / Jenifer Leu dos Santos

Imagem: https://ecomax-cdi.com.br/blog/hipertensao-arterial-quando-ocorre-e-como-evitar/

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#doença crônica#Hipertensão Arterial#pressão alta#Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial#tratamento da doença

Receita do dia: Tomate confit com mozzarella Búfalo Dourado!

Receita do dia: Tomate confit com mozzarella Búfalo Dourado!

De acordo com o British Journal of Nutrition, importante jornal internacional de ciência nutricional, uma das melhores dietas para manter a saúde e prevenir doenças é a Dieta do Mediterrâneo. Ela tem como base a ingestão de alimentos frescos e naturais, como frutas, legumes, queijos, leite, cereais e azeite, e evita o consumo de produtos ultra processados, como congelados, por exemplo. Baseada nos costumes alimentares dos povos da região do Mediterrâneo, ela promove uma alimentação saudável, não necessariamente pouco calórica, que ajuda as pessoas a terem boa saúde e longevidade. Para entrar no clima mediterrâneo, o Bistrô Charlô traz uma receita exclusiva de Tomate confit com mozzarella Búfalo Dourado que reúne elementos frescos e naturais super saborosos.

Além de ser um dos frutos mais usados pelas cozinhas de todo o mundo, o tomate é rico em vitaminas e sais minerais, como demonstra o Guia Alimentar do Ministério da Saúde. Ele ajuda no desenvolvimento de ossos e músculos e ainda protege o sistema imunológico. A mozzarella Búfalo Dourado segue a tradicional receita italiana, reforçando sua raiz mediterrânea e acrescentando sabor e nutrientes ao prato. “A mozzarella de búfala tem alto teor de proteínas, cálcio, fósforo, pouco colesterol e muito ácido linoléico, o que auxilia na prevenção do câncer e da diabetes. Ela tem fácil digestão, além de ser extremamente nutritiva, saborosa e leve”, explica Maria do Céu, consultora e especialista em queijos do Grupo UltraCheese.

Já o azeite possui vitaminas, sais minerais e ômega 9, além de propriedades antioxidantes que oferecem diversos benefícios à saúde como: prevenção de doenças cardíacas, propriedades anti-inflamatórias e redução do risco de diabetes, como demonstra pesquisa publicada na revista científica Nature, que fala também do pistache, que é rico em antioxidantes, tem poucas calorias e bastante proteínas. O alimento oferece benefícios para o colesterol e a pressão arterial.

Prático, nutritivo e saboroso, o Tomate confit com mozzarella Búfalo Dourado e farofa de pistache do Charlô é uma ótima opção de entrada ou para degustar como petisco.

Tomate confit com mozzarella Búfalo Dourado e farofa de pistache
Tempo de preparo: 1h30
Rendimento: 12 porções
Dificuldade: Baixa
Ingredientes Tomate confit
1 Kg – Tomate cereja (em rama, opcional)
300ml – Azeite de Oliva
2 ramos – Alecrim
6 dentes – Alho
10und – Grão de Pimenta Preta
6 unidades – mozzarella de búfala cerejinha Búfalo Dourado (usadas apenas na montagem do prato)
QB – Sal
Modo de Preparo
Em uma panela levar todos os ingredientes, exceto os tomates e as mozzarellas (essas entram apenas no final), amassando levemente o alho e quebrando os ramos de alecrim ao meio para ajudar a liberar os aromas e sabores.

Quando o azeite estiver formando bolhas (antes de ferver), desligue o fogo e tampe a panela para guardar melhor os aromas. Nesse meio tempo enquanto o azeite fica infusionando, pré-aqueça o forno em 180°C. Quando o azeite estiver já com uma temperatura baixa, coloque os tomates em uma forma e derrame todo o azeite na mesma forma, regando os tomates. Polvilhe mais um pouco de sal sobre os tomates e leve ao forno baixando a temperatura para 160° durante 30min.

Ingredientes Farofa de Pistache
150gr – Pistache sem casca
50ml – Azeite de Oliva
2 dentes – Alho
50gr – Farinha de rosca
QB – Sal
1 pitada – Pimenta-do-reino

Raspas de 1 limão Tahiti

Modo de Preparo
Levar o pistache ao forno por 10min para liberar o óleo dele. Em uma frigideira, refogar o alho picado com o azeite de oliva, na sequência acrescentar os pistaches direto do forno para a frigideira. Tirar do fogo e acrescentar a farinha de rosca, o sal e a pimenta. Mexer bem para incorporar o sabor e ao fim acrescentar as raspas de limão. Deixar esfriar e processar (no liquidificador ou processador de alimentos) levemente de forma a manter ainda alguns pedaços maiores do pistache.
Montagem
Em uma travessa dispor os tomates já confitados em temperatura ambiente ou levemente mornos, por cima deles as mozzarellas Búfalo Dourado frescas e sem o soro, e ao fim, a farofa de pistache. Pode regar com um pouco mais de azeite e servir com pães, torradas ou uma salada de folhas.
Receita: Bistrô Charlô
Fonte: Danielle Vieira (daniellevieira@a4eholofote.com.br)
Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Bistrô Charlô#dica#Farofa de Pistache#mozzarella de búfala#receita#Tomate confit#Tomate confit com mozzarella Búfalo Dourado e farofa de pistache

Autismo: é possível prevenir na gestação?

Autismo: é possível prevenir na gestação?

2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. É chamado de Transtorno do Espectro Autista (TEA) um conjunto de sinais e sintomas que afetam o neurodesenvolvimento infantil, com diferentes níveis de gravidade. Em todos os casos, há duas condições que se apresentam, que são a dificuldade de comunicação e o comportamento repetitivo ou restrito.

Não se sabe, ao certo, a causa do autismo – e estudos apontam para situações multifatoriais, como má formação cerebral, fatores ambientais e genética, sendo que os pesquisadores também avaliam as condições da gestação e da saúde materna como fatores de grande impacto no desenvolvimento do TEA.

A ginecologista e obstetra Dra. Mariana Rosario explica que quando o autismo existe pela condição genética, não há como os obstetras intervirem diretamente, porque não existem exames específicos para detecção de algum gene que possa indicar o autismo previamente. Porém, algumas condições da saúde da mulher podem indicar ao médico que ela terá mais chance de ter um filho autista – podendo ser prevenidas.

Mães com anemia ferropriva, por exemplo, têm maior chance de ter filhos autistas. “Isso porque a ausência de Ferro pode causar o problema. Esse nutriente é fundamental para o desenvolvimento do feto, sendo envolvido em várias estruturas, inclusive na formação cerebral. É fundamental que a mãe seja avaliada em toda a gestação, com exames bioquímicos de Ferro Sérico e Ferritina, com especial atenção ao terceiro trimestre gestacional, quando ela mais consome esse elemento”, alerta a médica.

O excesso de ácido fólico no organismo materno e a falta de metilfolato também podem levar ao autismo. O metilfolato é a versão metabolizada do ácido fólico, essencial para a formação do tubo neural do bebê, entre outras estruturas. Deve ser suplementado na mãe e no pai pelo menos três meses antes da concepção e, na mãe, durante toda a gestação, em doses adequadas às necessidades da gestante. O que ocorre é que ainda existem médicos que suplementam as mulheres com ácido fólico e muitas delas cujos organismos não produzem a enzima capaz de transformar ácido fólico em metilfolato. “Assim, o nutriente não é absorvido adequadamente e quando há excesso de ácido fólico ou falta de metilfolato no organismo, pode aumentar a chance de autismo”, comenta Dra. Mariana.

Quem já tem um filho autista também tem grande chance de ter mais um filho com o mesmo transtorno – e algumas medidas devem ser tomadas para minimizar o risco, embora não haja garantia de que ele será completamente evitado. “O casal precisa estar ciente dessa possibilidade. Aumentamos a suplementação de Ferro e metilfolato, mas não podemos garantir que outros filhos não sejam autistas justamente pela questão genética”, explica a médica.

E, para finalizar, alguns estudos apontam para os processos de fertilização como fator de maior risco para autismo. “Ainda são inconclusivos, mas pode haver alguma relação. A Medicina ainda tem bastante a pesquisar, neste caso”, conclui.

Fonte: ginecologista e obstetra Dra. Mariana Rosario / Simone Valente (simone@uapecomunicacao.com.br)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Dia Mundial da Conscientização do Autismo#neurodesenvolvimento infantil#Transtorno do Espectro Autista (TEA)