Lojas de roupinhas de bebê em Londres!

Lojas de roupinhas de bebê em Londres!

Hoje é dia de coluna no AskMi com nossa querida Ana, do Blog Enxoval Babies. Vocês vão conferir dicas das melhores lojas de Londres para montar o enxoval, seja de bebê ou das crianças, no melhor estilo príncipe George! Confiram:

 

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Antes de começar a dar dicas de lojas de roupinhas de bebê em Londres, temos que mostrar o maior ícone da Inglaterra: O príncipe George.

De olho nos looks sofisticados do futuro rei:

 

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É ou não é o bebe mais estiloso? Adoro este estilo bem europeu! 

Agora para quem esta a passeio em Londres e quer bater perna para fazer algumas comprinhas, aqui estão algumas lojas que adoro: 

 

MARIE-CHANTAL

148 Walton St Chelsea | 020 7838 1111 
www.mariechantal.co.uk

Roupinhas chiques e muito fofas. Marie Chantal tem um atelier no coração de Londres. Também é possível encontrá-la em Paris.

 

CARAMEL

77 Ledbury Road, Notting Hill | 020 7727 0906 
www.caramel-shop.co.uk

Aqui podemos encontrar roupinhas de criança e também acessórios e papelaria. As lojas ficam em Ham Yard, Notting Hill e South Kensington.

 

BlogAskMi Londres

 

Stella McCartney

91-95 Fulham Road, Brompton Cross 
www.stellamccartney.com/gb

Stella McCartney tem um estilo bem moderno e dinâmico. Tem roupinhas para bebês desde recém nascidos a crianças. Algumas peças tem algodão 100% orgânico. A loja da Bropton Rd é a maior e a da Bruton St é onde tem uma grande seleção para crianças.

 

Selfridges

400 Oxford St 
www.selfridges.com/en/kids

Selfridges é um dos paraísos do shopping londinense. Aqui você encontra: Gucci, Burberry, StellaMcCartney, Kenzo, Ralph Lauren, Hugo Boss, Bugabo e Converse.

 

The Conran Shop

Michelin House, 81 Fulham Rd- 020 7589 7401 
www.conranshop.co.uk/room/childs-room

Uma das melhores lojas de decoração de Londres. Dá para encontrar vários artigos de decoração com design bem legal e moderno para o do quarto do seu bebê.

 

Elías & Grace

158 Regents Park Rd – 020 7449 0574 
www.eliasandgrace.com

Esta é a loja onde Kate Moss, Mila Jovovich, Jude Law, Jools Oliver e Megan Fox compram roupa para seus filhos. A loja fica em Regents Park Rd e fica aberta de segunda a domingo.

 

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Agora é só entrar em contato com a Enxoval Babies para poder preparar seu Enxoval em Londres! 

www.enxovalbabies.com

@enxovalbabies

 

Bisous, Bisous, 

Ana

Fotos: Enxoval Babies

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Crianças#dica de loja#dicas#infantil#Londres#príncipe George#roupas

Limite de intimidade na hora do banho, por Leticia Barsotti!

Limite de intimidade na hora do banho, por Leticia Barsotti!

Segundona chegou!!! E nada melhor do que começar a semana com um tema super importante, como o de hoje, escrito pela nossa nova colunista, a psicóloga infantil Leticia Barsotti. O assunto de hoje é a intimidade entre pais e filhos na hora do banho, confiram:

 

Sobre o limite da intimidade. Afinal o pais podem tomar banho junto dos filhos?

 

BlogAskMi

 

Quando os pequenos atingem uma certa idade, é muito comum surgirem dúvidas nos pais sobre a hora do banho e consequentemente o limite da intimidade. Afinal até que idade podemos tomar banho com nossos filhos?

A verdade é que tomar banho com os filhos pode ser uma grande farra, uma brincadeira gostosa para crianças e adultos. Tudo vai depender da cultura da família, e como a nudezétratada.

Pensando no sentido do desenvolvimento da criança, quando pequena ela é o centro do mundo e centrada nela mesma, ela se vê e vê a mãe como uma só pessoa. A medida que vai crescendo e se desenvolvendo, ela começa a perceber a existência do outro, e percebe que ela e a mãe são pessoas diferentes, que deseja, que sente coisas diferentes. Desta forma, ela interage mais com as pessoas a sua volta. Nesta fase, é muito bom poder mostrar para a criança que ela tem seu espaço, e permitindo que ela se conheça e percorrendo assim um caminho para construir seu contorno, sua forma. Pensando nisso, é importante que ela perceba que a hora do banho dela é dela, e no espaço e tempo dela.

Mais ou menos por volta dos quatro anos de idade a criança começa a perceber as diferenças de sexo, e passa ter curiosidade pelo próprio corpo, pelo corpo dos amigos, dos adultos, pelas diferenças entre o masculino e feminino. E então, de maneira muito simples e espontânea, começam a perguntar sobre as diferenças que percebem. Esse questionamento e curiosidade pode assustar alguns pais que começam a rever os conceitos e a se questionar se devem ou não continuar tomando banho com os filhos. Não existe malicia das crianças, são apenas guiados pela curiosidade.

Nesse contexto, os pequenos curiosos além de olhar e perguntar sobre a diferença do corpo e de sexo, também desejam tocar, apertar e até puxar, e acabam muitas vezes invadindo a intimidade dos seus cuidadores. E essa pode ser uma grande oportunidade para ensinar sobre a privacidade, limite de intimidade e a forma de como cuidar do seu próprio corpo e de si mesmo.

É muito importante, antes de tudo, os pais se questionarem se para eles é natural ou não, estar nu na frente dos seus filhos. É perceberem o próprio sentimento, é prestar atenção qual é a emoção que surge quando as perguntas, os olhares e até o toque dos pequenos aparecem. E como pai e mãe são pessoas diferentes, nem sempre vão sentir a mesma coisa, e é fundamental que conversem sobre isso.

Outro ponto é ficar atento e perceber como é que as crianças se sentem, se quando se deparam com a nudez dos pais ficam envergonhados e tímidos. Caso isso aconteça, talvez seja um sinal de que o limite de intimidade tenha que ser revisto. E, desta forma, crianças e pais podem se sentir expostos e invadidos e a experiência do banho em conjunto pode ser marcada pelo constrangimento.

Nesta fase, a criança ter contato com a nudez do adulto pode provocar sensações que ela não sabe o que é, o que pode ser confuso para ela. Portanto, a nudez do adulto no dia a dia deve ser evitada nesta fase. Claro que em alguns momentos isso pode ocorrer e não terá problemas. O importante aqui, é pensar em manter uma rotina de momentos de privacidade e intimidade respeitada.

Temos que nos atentar para fazermos da maneira mais natural possível, pois ficar se escondendo, colocando maiô/sunga para dar banho, pode transmitir mensagem não tão clara, e os pequenos podem aprender que aquelas partes do corpo têm representação ambígua.

Tomar banho ou não com os filhos não vai impedir ou estimular demais a curiosidade em relação a sexualidade.  Ne verdade, eles vão no tempo deles, descobrir e continuar guiados pela curiosidade sobre as diferenças sexuais.

 

Foto: Internet

Leticia Barsotti

ESCRITO POR Leticia Rotta Barsotti

Psicóloga infantil, com especialização em São Paulo e em Nova Iorque. Já trabalhou nos melhores hospitais de São Paulo, como no Hospital das Clínicas e no Hospital Albert Einstein. Atende em seu consultório particular.

#banho#intimidade#leticia barsotti#pais e filhos#psicóloga#tema infantil

Betaína: o que é, efeitos e benefícios by Carol Grillo!

Betaína: o que é, efeitos e benefícios by Carol Grillo!

Mais uma semana começando e nada melhor do que dicas da super nutricionista e colunista do blog Carol Grillo. Dessa vez ela fala da betaína, confiram:

 

BlogAskMi CarolGrillo

 

Betaína: O que é, efeitos e benefícios

 

O que é a Betaína?

 

A betaína é um composto químico, derivado do aminoácido glicina, encontrado
naturalmente no corpo humano, bem como em muitos animais e plantas. Sua
função nos organismos em que é encontrada é em geral a mesma, uma vez que a
betaína tem como efeito a retenção de água nas células e a proteção contra
condições ambientais desfavoráveis.

 

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A betaína desempenha um papel central no metabolismo humano. Suas funções
são múltiplas, e portanto seus efeitos são numerosos. Entre os benefícios mais
conhecidos está a redução dos níveis de homocisteína, um componente
claramente relacionado com o risco de desenvolvimento de doenças
cardiovasculares e ósseas como, por exemplo, a osteoporose.

 

Betaína no tratamento da hipocloridia

Na forma de cloridrato, a betaína pode estar associada à pepsina, e dessa forma
contribuir para o tratamento da hipocloridria, ou seja, auxiliar nos processos
digestivos, principalmente de proteínas e também em casos de produção
excessiva ou baixa de ácido clorídrico. Em ambos os casos os sintomas são
parecidos e algumas vezes a utilização de antiácidos mascara a real causa da
disfunção digestiva.
A pepsina, uma enzima digestiva, é produzida pelas paredes do estômago, sendo
secretada pelo suco gástrico e tem como função digerir proteínas. No entanto,
como ela só atua em meio ácido, o estômago também produz o ácido clorídrico
(HCL), que converte o pepsinogênio em sua forma ativa, a pepsina, que por sua
vez atua na digestão dos alimentos protéicos. A deficiência do HCL contribui para
a redução dos níveis de pepsina, consequentemte, os alimentos não são
digeridos, e os sintomas de hipocloridria se desenvolvem.
Com o envelhecimento, a secreção de HCL também pode reduzir e resultar em
níveis menores de pepsina, o que dificulta ainda mais o processo de digestão. O
cloridrato de betaína pode ser usado pelo estômago para aumentar os níveis de
pepsina também. A combinação de cloridrato de Betaína e pepsina atuam como
um excelente tônico estomacal, auxiliando nos processos digestivos e
melhorando os sintomas da hipocloridria.

 

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A betaína pode ser obtida como suplemento em farmácias de manipulação, e a
sua dosagem deve ser determinada por um médico, sobretudo quando o
consumo se volta para o tratamento dos altos níveis de homocisteína.

Apesar da betaína poder ser ingerida a qualquer momento, recomenda-se que o consumo seja feito em combinação com algum alimento, de modo a aliviar os possíveis efeitos colaterais no sistema gastrointestinal.

Há advertência para pessoas com altos níveis de colesterol. O consumo de betaína foi identificado como uma causa de aumentos expressivos nos níveis geral em todas as pessoas, de modo que quem já sofre com altos níveis de colesterol pode sofrer sérias complicações. Bem como, não deve ser utilizados por gestantes ou nutrizes, também não devem fazer consumo, aqueles indivíduos que possuem úlceras duodenais e estomacais, ou que façam uso de medicamentos que possam causar úlceras.

 

 

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Atenção!
Independente dos seus objetivos, antes de consumir qualquer suplemento deve-
se levar em conta a sua individualidade biológica. Conversar com seu nutricionista é essencial.

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Fotos: Internet

Carol Grillo

ESCRITO POR Carol Grillo

Com inúmeros cursos de especialização, além de uma pós-graduação em nutrição clínica, Carol é uma nutricionista focada em ajudar seus pacientes a seguirem uma rotina alimentar saudável, equilibrada e direcionada a resultados.

#alimentação#betaína#Carol Grillo#dicas#nutrição

Queridinho do decor: o couro, by Bárbara Jalles!

Queridinho do decor: o couro, by Bárbara Jalles!

Hoje tem coluna da nossa top decoradora Bárbara Jalles ebaaa! Adoro a criatividade e bom gosto dela e sei que vocês também! O tema de hoje na decor é couro, o queridinho de muitas mulheres né?! Confiram:

 

Queridinho do decor: o couro!

Olá pessoal, tudo bem com vocês??

Hoje quero falar sobre um material que nunca sai de moda e combina com tudo: o couro.

Sempre o utilizo nos meus projetos e super indico para todos, pois ele traz sensações de requinte e conforto. Uma dica valiosíssima que pode passar o seu estilo para o ambiente é complementar com outros materiais. Por exemplo, se o couro for combinado com madeira, o ambiente se torna mais aconchegante e rústico, ainda mais quando utilizado tapetes e almofadas. Ecommetais, vidros e mármores, o ambiente fica com um ar mais contemporâneo.

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Restaurante – Couro e madeira. Fonte: Archdaily.

 

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Living – Ambiente mais moderno devido a mistura de materiais como o vidro e matais. Fonte: Pinterest.

 

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Living – Contraste de cores incrível. Fonte: Pinterest.

 

Você pode utilizá-lo na decoração em móveis de design bacana como também restofar simplesmente um antigo que já tenha. Ou, utilizá-lo em maior escala como revestimento de estantes, paredes, painéis e cabeceiras.

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Restaurante – Amo este couro verde escuro!! Fonte: Pinterest.

 

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Escritório – Estantes revestidas com o couro dão mais requinte ao ambiente, ainda mais se for em um escritório. Fonte: Pinterest.

 

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Banheiro –Parede inteira revestida em couro preto. Fonte: Pinterest.

 

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Suíte – Cabeceira em couro contrastando com os tons claros da suíte e conversando com o piso de madeira. Fonte: Projeto BJG Decorações de Interiores.

Vale ressaltar que existem três tipos de couro: sintético, ecológico e legítimo. O sintético é feito a partir de compostos químicos, como o Poliuretano, que lembram superfícies de vinil e resinas. Já o ecológico é feito a partir da seringueira, sendo mais sustentável que o sintético. E o legítimo, feito a partir de peles de animais, como jacarés, por exemplo.

Atualmente as opções mais utilizadas são o sintético e ecológico, devido ao aumentoda consciência da preservação de espécies e o baixo custo.

Espero que gostem!! Quem tiver dúvidas, basta me escrever para barbara@barbarajalles.com.br ! Até o próximo post!

Auxílio no post: Arq. Bruna Pollastrini

Bárbara Jalles

ESCRITO POR Bárbara Jalles

No mercado desde 2009, Bárbara cursou arquitetura e urbanismo na FAAP, em São Paulo, e ganhou know-how junto a grandes nomes da arquitetura nacional, como Ana Maria Vieira Santos e Marcelo Rosenbaum. Cursou Parsons The New School for Design, em NY, para aprimorar seu talento.

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Mordida na escola por Leticia Barsotti

Mordida na escola por Leticia Barsotti

Hoje quero apresentar para vocês nossa nova colunista que vai trazer muitas informações e dicas para nós, mamães! Birras, mudança de comportamento, choro exagerado, medo de dormir sozinha, dificuldade em se concentrar, aprender a dividir brinquedos, serão alguns dos temas que a Leticia Rotta Barsotti irá escrever mensalmente aqui no Ask Mi.

Leticia é psicóloga infantil com grande experiência na área, com pós-graduação e estágio em NY, Hospital das Clínicas e Albert Einstein. Além disso ela é responsável pelo Blog Sobre Criança , que super recomendo a leitura. Para estrear sua coluna o tema escolhida é: Mordida na escola. Como os pais devem reagir? Gente, quem nunca passou por essa situação ou conhece alguém que já viveu isso? Texto super interessante, vale a pena a leitura:

 

Com o início das aulas, a mordida entre os pequenos é um assunto que está presente e que desperta nos pais e educadores inúmeros sentimentos. O fato é que, desconfortável ou não, temos que lidar com a realidade de que é comum a mordida na criança entre 1 ano e meio e 3 anos de idade. Faz parte do desenvolvimento normal infantil.

A mordida numa criança na escola desencadeia uma série de sentimentos nos envolvidos. Os pais da criança que morde, ficam constrangidos e até preocupados com a situação, achando que pode ser algo da educação. Já os da que é mordida, demonstram ficar chateados e revoltados por conta do machucado do filho. A escola e os professores muitas vezes sentem-se culpados de não conseguirem evitar a situação, além de ter que mediar os sentimentos dos pais e das crianças envolvidas.

O que acontece é que quando a criança vai para escola, ela é inserida num novo universo, que é coletivo. Os educadores devem cuidar desse novo ambiente, acolher e direcionar na forma de se relacionar e se comunicar com seus colegas.

Um dado importante para refletir é que, a criança tem seu primeiro contato com o mundo através da boca, pelo seio materno, que lhe proporciona o prazer de saciar a fome. Na tentativa de descobrir o mundo e experimentar a mesma sensação de prazer, a criança começa a levar outras coisas à boca, como pés, mãos e objetos que manuseia. E na escola, ela pode fazer isso também. Ao experimentar morder um amigo, descobre novas sensações na reação do outro. A partir disso volta a fazer outras vezes.

As crianças pequenas são muito corporais, e também acreditam que são o centro do mundo, são egocêntricas e, portanto, tudo é para elas, e é extremamente difícil dividir e compartilhar. Deste modo, podem acontecer mordidas, empurrões e tapas na relação entre elas. Geralmente as mordidas acontecem em situações de disputa por brinquedos ou quando se sentem inseguros, frustrados ou com ciúmes. Como não conseguem administrar seus sentimentos, e nem expressar esses sentimentos que incomodam, manifestam de maneira corporal, através da mordida.

Normalmente nesta idade, ainda não conseguem falar com facilidade, demoram um pouco quando querem articular uma frase. A mordida muitas vezes é a forma mais rápida que encontram para conseguirem o que querem, funcionando como o substituto da mensagem que eles não estão conseguindo passar.

Fiquem calmos! Essas manifestações não significam que a criança será um adulto violento, mas mesmo sabendo que é somente uma fase, nós devemos cuidar para que as mordidas não aconteçam. Tudo isso tende a melhorar, com o passar do tempo a criança amadurece e consegue se comunicar melhor. E com a nossa ajuda, aprendem a nomear os sentimentos e começam a administra-los de maneira mais efetiva.

Nosso papel como adultos, pais e educadores é mostrar para a criança que morde, que existem outras maneiras de manifestar seus desejos, e para os que sofrem a mordida, ensinar que eles podem se defender! Mas de maneira alguma, devemos incentivar a revidar, ou se defender de forma agressiva.

Bom, saber que a esse tipo de comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento dos pequenos já ajuda bastante os adultos a acolher as crianças envolvidas e agir de maneira adequada. Toda criança tem potencial para amadurecer e se integrar, mas isso vai depender de um ambiente que ajude e que seja permeado por amor. Portanto o papel do cuidador, educador é fundamental.

O adulto deve impedir que a agressividade fuja do controle, mostrando que ela pode ser expressa sim, mas sem causar danos. Podemos aceitar alguns desses comportamentos agressivos dando sentido a eles, quando permitimos algumas brincadeiras em que a agressividade é aceita, como por exemplo derrubar uma pilha de lego, amassar a massinha com força, rasgar papel.

Muito bem, já sabemos sobre a mordida…mas como podemos ser ativo e ajudar as crianças nesse processo?

A criança que recebe a mordida repetidamente, necessita de ajuda para demonstrar que ficou triste, mostrar seus limites e conseguir se defender melhor. Tenho visto muitos pais, que ficam frustrados em ver os filhos mordidos, e ensinam a revidar, essa definitivamente não é uma forma positiva e que vai ajudar o filho a desenvolver seus mecanismos de defesa. Tive um pacientinho no consultório que levou três mordidas do mesmo amigo em três dias consecutivos. Os pais estavam muito bravos com a escola, e até certo ponto, eles tinham razão. Mas o que eu fui mostrando para eles é que o filho deles escolhia sempre o mesmo amigo para brincar, e essa criança de quem estamos falando tinha algumas características muito fortes como não ter medo de nada e não saber seu limite. Era uma criança que se machucava com frequência, pois testava seu próprio limite diversas vezes. Ele era um desbravadorzinho que adorava inventar brincadeiras que tinham algum desafio. Era daqueles que sempre ia no escorregador mais alto. Fui mostrando para os pais, que o fato dele escolher para brincar com esse amiguinho que ele sabia que mordia, também fazia parte dessas aventuras, e que certamente ele também precisava de ajuda para entender qual era o limite dele, até onde ele podia ir nas brincadeiras sem se machucar. Se ele não sabe isso, como ele vai conseguir demonstrar para os outros coleguinhas? Estou contando essa história, pois também precisamos ouvir e avaliar essa criança que é mordida repetidamente. É importante acolher, e ajudar ele nomeando os sentimentos e a se expressar, podendo se defender.

Lembrem-se a criança que morde não é má, e ela também precisa de ajuda.

Quando uma criança morde precisamos identificar as razões das mordidas. O importante é estar disponível e dar a possibilidade de expressar o que sente para que compreenda o que está acontecendo consigo. Algumas vezes, elas não saberão explicar o motivo da mordida e nesses casos, dê algumas opções, pergunte se é porque ficou brava, ou porque queria o brinquedo que estava com o amigo. Incentive a falar da situação e de seu sentimento, ensinando que da próxima vez pode falar para o colega emprestar o brinquedo, ou que gostaria também de estar no colo.

Em seguida não esqueça de mostrar que o amigo ficou triste e machucado. O desafio aqui é explorar causa e efeito. O que acontece quando eu mordo? Tentar fazer a criança se imaginar no lugar do amigo, assim podemos despertar a percepção das consequências das atitudes que se pratica. Nós precisamos ficar atentos, e perceber em qual situação essa criança geralmente morde, podendo antecipar a ação, intervindo para evitar que a criança morda novamente. Assim, quando estiver diante uma situação da qual ela normalmente age com a mordida, o cuidador pode estimular a criança a trocar a comunicação corporal pela verbal.

É fundamental incentivar sempre um pedido de desculpas sincero. Será um caminho de desafios e um aprendizado lindo para as crianças, elas vão conseguindo aos poucos conhecer os seus limites e suas potencialidades, se relacionando de forma mais construtiva e gostosa!!

Morder os colegas é uma fase que deve passar até 3 anos, 3 anos e meio. Caso isso não aconteça, ou as situações de mordida aumente, talvez seja importante procurar um psicólogo para ajudar a identificar o porquê deste comportamento e caminhar juntos com os pais nesse processo de melhora.

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Leticia Rotta Barsotti- Psicóloga infantil, com especialização em São Paulo e em Nova Iorque. Tem seu consultório particular, trabalhou anos nos melhores hospitais de são Paulo como no Hospital das Clínicas, e no Hospital Albert Einstein.

Para contato: leticia@sobrecrianca.com.br

Fotos: Internet

Leticia Barsotti

ESCRITO POR Leticia Rotta Barsotti

Psicóloga infantil, com especialização em São Paulo e em Nova Iorque. Já trabalhou nos melhores hospitais de São Paulo, como no Hospital das Clínicas e no Hospital Albert Einstein. Atende em seu consultório particular.

#colégio#coluna#Crianças#escola#filhos#mamãe#maternidade#mordida#psicóloga#psicologia infantil