Cuidados ao viajar: atenção com direitos do viajante!

Cuidados ao viajar: atenção com direitos do viajante!

As férias de julho representam o momento ideal para o descanso, seja em família, com amigos ou sozinho. Muitos viajantes se preparam com meses de antecedência, organizando roteiros e malas, mas frequentemente deixam de se atentar a questões importantes voltadas aos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O planejamento antecipado é essencial, mas a falta de informação sobre os deveres das empresas prestadoras de serviço pode transformar o período de recesso em dor de cabeça.

O volume de insatisfações no setor acende um alerta para quem vai viajar. De acordo com dados da plataforma Consumidor.gov.br, entre janeiro e junho de 2026, já foram registradas 97.585 reclamações no país, das quais 74.247 se referem ao transporte aéreo e 23.338 são relativas a viagens, turismo e hospedagem. O montante acumulado em apenas seis meses já se aproxima do total registrado em todo o ano de 2025, que fechou com 99.480 queixas nesses mesmos segmentos.

 

 

Regras para voos e assistência material

Diante da alta movimentação nos terminais, os problemas com atrasos e cancelamentos de voos exigem conhecimento das normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O passageiro retido no aeroporto possui garantias progressivas que dependem do tempo de espera, conforme estipulado pela Resolução 400, norma que regulamenta as condições gerais do transporte aéreo e os direitos dos usuários. Flavia Marimpietri, especialista em Direito do Consumidor e professora da Faculdade Baiana de Direito explica que a assistência material é obrigatória e deve ser fornecida de forma gradual pelas companhias.

“A partir de uma hora de atraso, o cliente tem direito à comunicação. Após duas horas, a empresa deve fornecer alimentação adequada. A partir de quatro horas, dá hospedagem com o que a gente chama de traslado, que é hospedagem e um transporte. Existe também a reacomodação, que é reacomodar em voos de outras companhias sem custo para o passageiro”, conta.

Marimpietri lembra ainda que a desistência da passagem pode ocorrer sem custos em até 24 horas após a compra, desde que o bilhete tenha sido adquirido com pelo menos sete dias de antecedência do voo. Outro ponto crítico é o extravio de malas. A orientação é formalizar a reclamação imediatamente na sala de desembarque, junto ao guichê da companhia aérea, utilizando fotos ou vídeos do estado original da bagagem como prova pré-constituída.

Propaganda enganosa na hospedagem e responsabilidade

A divergência entre a expectativa do consumidor e a realidade do serviço contratado também se estende aos locais de hospedagem. Encontrar acomodações que divergem das imagens publicitárias divulgadas na internet é uma prática recorrente no período de férias e configura descumprimento legal conforme o artigo 37 do CDC.

Nesse cenário, o viajante tem o respaldo da lei para exigir o reembolso ou mover uma ação por publicidade enganosa, inclusive de forma solidária quando a compra envolve pacotes e intermediários digitais — situação em que tanto o site de reservas quanto o hotel respondem conjuntamente pelo problema. Mas o hotel só responde quando a compra é feita diretamente com ele, pois, em muitos casos, é a própria operadora, agência ou outro intermediário que faz a oferta enganosa.

O consumidor lesado não precisa enfrentar o desgaste de ser redirecionado de uma empresa para outra, podendo acionar qualquer uma das partes envolvidas na venda para exigir o cumprimento da oferta, a substituição da acomodação por outra de padrão equivalente ou a devolução imediata dos valores pagos.

Entendimento jurídico e suspensão de processos

No âmbito judicial, uma determinação recente do Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender processos específicos de transporte aéreo tem sido utilizada de forma generalizada pelas companhias para tentar paralisar cobranças legítimas. No entanto, o andamento segue normal para ações sobre problemas operacionais da própria empresa ou práticas abusivas, como a preterição de embarque por overbooking e exigências indevidas para o despacho de bagagens de mão, que continuam admitindo pedidos de indenização regular nos tribunais.

“Só se suspende o processo quando o voo foi cancelado por caso fortuito — que se refere a um evento imprevisível — ou força maior, ou seja, de repente foi uma tempestade, alguma coisa alheia à vontade da companhia aérea. Casos que envolvam, por exemplo, atraso de voo ou problemas da própria companhia têm que ser julgados normalmente”, finaliza.

Dicas para evitar armadilhas contratuais e golpes

Desconfie de valores excessivamente baixos: Diárias de hotéis, pacotes completos ou ofertas de locação muito inferiores à média de mercado indicam alta probabilidade de fraudes ou sites clonados.

Evite a quitação integral antecipada: Para hospedagens diretas ou particulares, o recomendável é efetuar o pagamento de um sinal e quitar o saldo restante somente no encerramento da estadia.

Priorize canais e agências tradicionais: Efetuar compras em empresas consolidadas com atendimento estruturado ou unidades físicas diminui riscos e facilita o suporte em situações emergenciais.

Atenção aos horários regulamentares: O passageiro deve cumprir seu dever de chegar com antecedência mínima de uma hora para voos nacionais e duas horas para voos internacionais, pois atrasos pessoais eliminam o direito a compensações.

 

Fonte: Flavia Marimpietri, especialista em Direito do Consumidor / Décio Calado (jornalismo.ssa@lkcomunicacao.com.br)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Cuidados ao viajar#dicas#dicas de viagem#direitos do viajante#Regras para voos

71 anos da vovó Mati!

71 anos da vovó Mati!

No fim-de-semana comemoramos o aniversário da minha mãe, a vovó Mati! Foi um dia delicioso, toda a família reunida, conversa boa, comida deliciosa, música gostosa, tudo do jeitinho que minha mãe gosta e que ela merece. Que Deus sempre abençoe a vida da minha mãe e a nossa família!  Vejam algumas fotos.

 

 

 

 

Fotos: Ask Mi

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

Criança precisa estar alfabetizada p/ começar música?

Criança precisa estar alfabetizada p/ começar música?

É comum que alguns pais esperem a criança aprender a ler e escrever para só depois iniciar uma aula de música. A ideia vem de uma tradição antiga, principalmente ligada ao ensino formal de instrumentos, como piano, quando muitas escolas só aceitavam alunos já alfabetizados.

Mas isso não precisa ser uma regra. Segundo Cintya Soares, musicista e fonoaudióloga (@ibprof.com.br no Instagram), a criança pode ter contato com a música muito antes da alfabetização. “A criança pode fazer música desde a gestação”, diz.

A especialista explica que o início não precisa acontecer no formato tradicional de uma aula com partitura, leitura musical ou cobrança técnica. Para bebês e crianças pequenas, a música aparece por meio da escuta, da voz, do corpo, das brincadeiras, dos sons e da interação com os adultos.

 

 

Afinal, precisa saber ler para aprender música?

A resposta é não. A alfabetização pode ajudar em algumas etapas do estudo musical, principalmente quando a criança começa a lidar com leitura de partituras, códigos e exercícios mais estruturados.

Mas o primeiro contato com a música não depende disso. Antes de ler palavras, a criança já escuta, reconhece ritmos, reage a sons, imita movimentos e percebe variações na voz de quem canta ou conversa com ela.

Por isso, a iniciação musical na infância pode ser feita de forma lúdica. Cantar, bater palmas, brincar com sons, dançar, ouvir canções e explorar instrumentos simples já são formas de contato musical.

Por que começar cedo?

Para Cintya, a música está ligada a diferentes áreas do desenvolvimento infantil. Ela cita aspectos cognitivos, motores, afetivos, sociais, de linguagem, fala e audição.

Isso acontece porque a música envolve escuta, atenção, movimento, memória, emoção e comunicação. Quando uma criança canta uma música, acompanha um ritmo ou participa de uma brincadeira musical, ela não está apenas “fazendo barulho”. Ela também está experimentando sons, corpo, fala e interação.

“A música é comunicação humana”, afirma Cintya.

O que muda para bebês e crianças pequenas?

No caso dos bebês, o contato musical costuma acontecer de forma simples. Pode vir por meio de canções de ninar, músicas cantadas pelos pais, brincadeiras de colo, palmas, sons repetidos ou pequenas melodias usadas na rotina.

Para crianças pequenas, a música pode ser associada ao brincar. Em vez de focar em desempenho, a proposta é criar experiências que envolvam curiosidade, movimento e prazer.

Isso ajuda a criança a perceber diferenças de som, ritmo, intensidade e repetição. Também pode favorecer a interação com outras pessoas, já que muitas atividades musicais acontecem em grupo ou em troca com o adulto.

Aula de música precisa ter instrumento?

Nem sempre. Para crianças pequenas, a aula de música pode começar sem piano, violão ou qualquer instrumento formal.

O corpo pode ser o primeiro instrumento. Palmas, passos, voz, batidas leves e movimentos já ajudam a criança a entrar no universo musical. Depois, instrumentos simples podem ser introduzidos de acordo com a idade, a maturidade e o interesse.

A escolha do instrumento também não precisa ser apressada. Em muitos casos, o mais importante é que a criança tenha boas experiências musicais antes de assumir uma rotina mais técnica de estudo.

Como os pais podem começar?

Em casa, os pais podem cantar para a criança, colocar músicas adequadas à idade, brincar com sons, dançar juntos ou usar canções em momentos da rotina, como banho, sono e organização dos brinquedos.

Também vale observar como a criança reage. Ela tenta repetir? Balança o corpo? Presta atenção em sons? Canta trechos? Bate palmas? Essas respostas mostram que a música já está sendo vivida de alguma forma.

Segundo Cintya, o cuidado está em não transformar esse começo em obrigação. A música, na infância, precisa ser uma experiência de vínculo, descoberta e comunicação.

 

Fonte: Tais Gomes (tgassessoriadeimprensa@gmail.com) / Cintya Soares, musicista e fonoaudióloga (@ibprof.com.br no Instagram)

Cintya Soares é empresária, mentora, mestre em Educação, pós-graduada em Música, fonoaudióloga e musicista. Atua há mais de 33 anos na educação musical e, há décadas, dedica-se ao empreendedorismo e à formação de professores e gestores de escolas de música em todo o Brasil.

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#aprender música#desenvolvimento infantil#infantil#Música

Receitinha delícia: Canjica Cremosa c/ Amendoim e Coco Fresco!

Receitinha delícia: Canjica Cremosa c/ Amendoim e Coco Fresco!

Os sabores juninos invadiram a Ghee Banqueteria, que preparou um menu sob encomenda repleto de delícias tradicionais da época para quem busca praticidade, sem abrir mão do sabor e da experiência.

Inspirado nos arraiais e nas memórias afetivas dos brasileiros, o Chef Paulo Neves ensina a preparar a receita da Canjica Cremosa com Amendoim e Coco Fresco. Confira!

 

 

Rendimento: 6 porções

Ingredientes

500g de milho para canjica

1 litro de leite integral

500ml de leite de coco

1 lata de leite condensado

1 xícara de amendoim torrado, sem pele e sem sal

1 xícara de coco fresco ralado

1 pau de canela

4 cravos-da-índia

1 pitada de sal

Finalização

Coco fresco ralado

Amendoim triturado

Canela em pó

Modo de preparo

Deixe a canjica de molho por pelo menos 8 horas.

Escorra a água e cozinhe na panela de pressão com água nova até ficar bem macia (cerca de 35 a 40 minutos após pegar pressão).

Escorra parte da água, deixando um pouco de caldo.

Acrescente o leite integral, o leite de coco, a canela, os cravos e a pitada de sal.

Cozinhe em fogo baixo por cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando.

Adicione o leite condensado, o amendoim torrado e metade do coco fresco ralado.

Cozinhe por mais 10 minutos até ficar cremosa.

Sirva quente, finalizando com coco fresco, amendoim e canela por cima

O menu de Festa Junina da Ghee Banqueteria está disponível para encomenda durante os meses de junho e julho.

 

Fonte: Juliana Macedo (juliana@taopr.com.br) / Ghee Banqueteria – Instagram: @gheebanqueteria

Marina Xandó

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#canjica#festa junina#receita

Potencialize sua prática de yoga com a nutrição!

Potencialize sua prática de yoga com a nutrição!

Muito além da flexibilidade e da respiração, a prática de yoga também exige atenção à alimentação. O que você come antes e depois da aula pode influenciar na energia e na concentração para realizar as posturas e até na recuperação muscular. Isso vale tanto para modalidades mais leves e meditativas quanto para versões mais intensas, como vinyasa, power yoga e hot yoga.

Segundo a nutricionista Fabiana Cremer García, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife, manter uma alimentação equilibrada e adequada ao tipo de prática ajuda o corpo a responder melhor aos exercícios e contribui para uma experiência mais confortável e prazerosa no mat. “Não precisa ser uma dieta restritiva nem complexa. O mais importante é construir uma rotina equilibrada, respeitando os sinais do corpo e as necessidades individuais de cada prática”, fala Fabiana.

 

 

Confira as dicas da expert:

Evite refeições pesadas antes da prática

Torções, inversões e movimentos que comprimem o abdômen podem causar desconforto quando a prática acontece logo após refeições volumosas ou com muita gordura. O ideal é priorizar alimentos leves e de fácil digestão cerca de uma hora antes da aula.

Pequenas porções de frutas, iogurte, vitaminas, torradas integrais ou de aveia costumam ser opções mais confortáveis para a digestão. “Ingerir um volume maior de alimento antes da prática pode prejudicar a mobilidade, a respiração e a sensação de bem-estar durante os exercícios”, explica a nutricionista.

Inclua carboidrato 

Algumas modalidades da ioga exigem força, equilíbrio e bastante resistência muscular. Nesse contexto, os carboidratos têm papel importante ao fornecer energia para o corpo e para o cérebro, uma vez que ele se transforma em glicose, que é uma das principais fontes de energia utilizadas pelo sistema nervoso central, influenciando atenção e concentração.

Aposte em frutas, pão integral, aveia e mel para ajudar a sustentar a disposição durante a prática.

Proteína também faz diferença

Quem pratica yoga com frequência, especialmente modalidades mais intensas, também precisa olhar para a ingestão de proteínas. O nutriente participa da recuperação muscular e da manutenção da massa magra, além de apoiar a saúde muscular ao longo do envelhecimento.

O consumo pode incluir ovos, iogurtes e queijos magros, leguminosas, shakes proteicos e whey protein.

Hidratação é essencial 

A perda de líquidos acontece mesmo em práticas consideradas leves, e pode ser ainda maior em ambientes aquecidos, como o da hot yoga. Quando a hidratação não é adequada, podem surgir sintomas como fadiga, tontura, dor de cabeça e queda de rendimento, e até mesmo impactar as funções cognitivas, o humor e o desempenho físico. “O ideal é manter o consumo de água ao longo do dia e reforçar a atenção antes e depois das aulas, considerando 35 ml por quilo de peso ao dia”, ensina a nutricionista.

Aposte em nutrientes que apoiam o relaxamento e a recuperação

Magnésio, ômega-3 e alimentos fontes de triptofano podem contribuir para a recuperação e o bem-estar geral de quem pratica yoga regularmente.

O magnésio participa da função muscular e neurológica, enquanto o ômega-3 está associado à modulação inflamatória. Já o triptofano é um aminoácido envolvido na produção de serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor e à sensação de relaxamento.

Oleaginosas, sementes, peixes, cacau, banana e aveia são alguns exemplos de alimentos que podem fazer parte dessa estratégia alimentar.

 

Fonte: nutricionista Fabiana Cremer García, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife / Paulo Lira (herbalife@inpresspni.com.br)

Marina Xandó

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Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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