Com a ampliação do acesso às tecnologias, o prazer de folhear um livro foi substituído pelo consumo de séries, filmes e conteúdo online. De acordo com o Retratos da Leitura no Brasil, realizado pelo Instituto Pró-livro e divulgado em 2025, mais de 11 milhões de pessoas abandonaram o hábito da leitura na última década, apontando como principais fatores a falta de tempo, o desinteresse e a preferência pelas sociais.
Há quem pense que esse fenômeno afeta, sobretudo, a geração que nasceu praticamente grudada às telas. No entanto, a pesquisa mostra outra direção: o grupo de jovens de 11 a 13 anos liderou a porcentagem de leitores na sexta edição da mostra, somando 81% do total. A partir dessa faixa etária, a permanência do hábito de leitura tende a diminuir de modo gradual conforme a idade avança.
Diante desse cenário, o incentivo contínuo à leitura torna-se decisivo. É o que defende Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de literatura e informativos da SOMOS Educação: “O estímulo à leitura precisa ser constante e acompanhar o jovem ao longo de todas as etapas da formação. Mais do que um hábito pontual, ler é uma prática que se constrói no dia a dia e impacta diretamente o desenvolvimento cognitivo e social”.
Há também impactos que extrapolam o campo educacional. Um estudo conduzido pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, apontou benefícios à saúde mental, indicando redução dos níveis de estresse entre os participantes, com diminuição da frequência cardíaca e da tensão muscular durante a leitura.
Por isso, a coordenadora justifica que é fundamental investir em propostas atrativas e em espaços criativos que permitam desenvolver uma relação com a leitura, transformando-a em algo que vai além de uma obrigação e, consequentemente, somando seus benefícios para além da vida acadêmica.
“Quando a leitura deixa de ser apenas uma atividade escolar e passa também a fazer parte da rotina, os ganhos vão muito além do desempenho formal, impactando diretamente a formação do pensamento crítico, do desenvolvimento de empatia e da autonomia dos jovens”, complementa Laura.
Para ela, apostar em obras clássicas e envolventes pode ser um primeiro passo para não só aumentar o repertório cultural dos jovens, mas também cativá-los pelo poder imersivo da literatura. Pensando nisso, a coordenadora da SOMOS Educação separou 3 títulos para ler em 2026:
Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll – Editora Ática
A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, de Júlio Verne – Editora Ática
A Revolução dos Bichos, de George Orwell – Editora Ática
Fonte: Victória Gorski (victoria.gorski@miracomunica.com.br) / Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de literatura e informativos da SOMOS Educação
ESCRITO POR Marina Xandó
Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.



