Tire suas dúvidas sobre papinhas para baby


Uma das maiores dúvidas das gravidinhas é a alimentação do bebê! 
Por isso selecionei esse post para nossa retrospectiva, leiam:
Hoje o assunto interessa muito às mamães. Gravidinhas também devem ficar atentas. Vamos falar de alimentação infantil, desde quando o bebê nasce até 1 ano de idade. Para isso, nada melhor do que uma “expert” no assunto, estou falando de Carolina Di Guimarães, nutricionista formada pela Puc-Campinas, mestre pela USP/SP em Saúde Pública (foco  na alimentação dos brasileiros que mudam de país), com  cursos nas áreas de fitoterapia e nutrição ortomolecular.


Carolina trabalha há 8 anos com assessoria em escola infantil, atendendo também em seu consultório em Vinhedo/SP, além de ser autora do blog  que conheci recentemente e estou adorando, Saboridades.
Pedi para ela falar um pouco para as leitoras do ASK MI sobre alimentação infantil e dicas de papinhas, confiram:

Assim que o bebê nasce a mamãe deve oferecer o leite materno à criança, de forma exclusiva, ou seja, nada de chás, água ou sucos. Procure oferecer este aleitamento exclusivo até os seis meses à criança.


Neste período acho super importante você estar calma pois o começo da vida do bebê traz muitas mudanças à vida da mamãe, e muitas preocupações. As cólicas são freqüentes pois o intestino do bebê ainda não está totalmente amadurecido (pense bem é a primeira vez que ele recebe alimentos que serão digeridos). Então é normal a criança ter cólicas e gases.


A partir dos seis meses, você pode começar a introduzir alimentos na dieta da criança. Nas primeiras semanas, ofereça uma papa de frutas (um a dois tipos de frutas, raspados ou amassados) e uma papa salgada (um legume -abobrinha, chuchu, cenoura, beterraba, tomate, uma fonte de carboidrato- arroz, batata, macarrão, mandioca, inhame ou fubá, e uma carne- inicialmente você pode cozinhar a carne e retirá-la antes de amassar). Também vale começar a oferecer água filtrada assim que a amamentação deixar de ser exclusiva ok?
Papas nas primeiras semanas de introdução de alimentos:
Manhã- Leite mamãe ou fórmula
Lanche da manhã (2 horas depois)- papa de frutas
Almoço- papa salgada
Lanche da tarde – Leite da mamãe ou fórmula
Jantar- papa salgada
Após 7 meses:  Acrescente uma papa de frutas à tarde.
8 a 11 meses:  Papas mais elaboradas
12 meses em diante:  alimentação da família (sem fast food, sem exageros!)
A mamãe que vai voltar a trabalhar após a licença maternidade, pode começar a introduzir os alimentos cerca de 15 dias antes do retorno ao trabalho. Você pode também fazer armazenamento de leite materno ou começar a introduzir leite em pó/fórmulas. Converse sempre com seu pediatra e obtenha as informações específicas qual leite introduzir.
* Receitinhas de papas de frutas
Papa de fruta “maçã”
½ maçã fuji ou gala raspada com caldo de ½ laranja lima
Papa de fruta pêra
½ pêra willians raspada com 1 dedo de suco de acerola
Papa de fruta mamão – ótima para soltar o intestino
½ mamão papaya, 1 col. Chá de aveia em flocos finos, suco de ½ laranja
*  Dica: se o intestino da criança estiver muito preso, você pode pegar 1 ameixa seca, ferver em ½ xícara de água por 2 minutinhos, e usar este caldo para amassar as frutinhas.
*  Não tenha medo de introduzir as frutas. Você pode oferecer todas. Com frutas mais diferentes como abacaxi, kiwi, mexerica ponkan…, ofereça e observe 2 dias se a criança teve alguma reação como dermatite (pequenas bolinhas vermelhas ou coceirinha na pele), aftas, ou alteração no funcionamento do intestino. Vá observando qual fruta seu bebê mais gosta e sente-se bem!
*  Não ofereça mel, de forma alguma ao bebê no 1º  ano de vida (alguns pediatras não recomendam  até a criança completar 2 anos.)
* Receitinhas de papas salgadas
Papa de carne, fubá e couve
  2 colheres de coxão mole em cubinhos
  1 fio de azeite
  1 colher (café) de cebola ralada
  4 colheres (sopa) de fubá
  1 colher (sopa) de couve picadinha
  1 pitadinha de sal
Numa panela pequena, refogue a carne com a cebola e o azeite. Acrescente dois copos de água e o fubá. Deixar cozinhar sem parar de mexe, até obter caldo incorpado. Juntar a couve picada e cozinhar por mais 2 minutos em fogo brando. No começo você pode bater esta papa ou retirar a carne no momento de servir.
Papa completa com mandioquinha
  ¼ beterraba
  ½ mandioquinha pequena
  1 folha pequena de alface
  1 colher de chá de aveia em flocos
  ½ inhame pequeno
  1 pitada de sal
Cozinhe tudo em pouca água e bata no liquidificador até obter a sopinha. Aos 7 meses você pode amassar os legumes com um garfo até formar um purê.
Papa de batata, cenoura e fígado
  40g de fígado em cubos (colocar limão antes de preparar a papa)
  2 batatas pequenas
  ½ cenoura
  1 pedaço pequeno de chuchu
  1 pitada de sal
  1 colher de café de cebola ralada
  1 fio de azeite
Numa panela, refogue o fígado com a cebola e o azeite. Acrescente os legumes e o sal, e cubra com água.Tampe bem e deixe cozinhar até os legumes ficarem macios. Se necessário acrescente mais água.
*Dica: Não tenha medo de ir evoluindo a consistência das papas para a criança (sopinha, purês amassados com garfo, comidas macias).
*Ofereça todos os tipos de legumes e verduras, sem medo. Vale observar também a reação da criança a cada novo alimento.
*Tempere sempre as papas com ervas e temperos frescos (cheiro verde, alho, cebola). Só maneire a quantidade de sal da papa.
* Não ofereça clara de ovo à criança até 1 ano de idade. A gema do ovo você pode cozinhar e acrescentar à papa, especialmente se a criança precisar ganhar peso.



Tenha em mente que estas práticas alimentares no primeiro anod e vida, são um marco na formação dos hábitos da criança. O segredo de tudo é você não ter medo de oferecer os alimentos à criança, mas ter cautela com relação à junk foods e alimentos industrializados que adultos consomem. Fique sempre atenta à forma como seu bebê reagiu a cada novo alimento e faça acompanhamento periódico com seu médico pediatra.

fotos: Shutterstock



Contato: Carolina Guimarães


Clínica Integra, Vinhedo/SP

tel. 3886-2744
 
 
 
Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#entrevistas#petit#saude

Cuidados no pós parto


Sem dúvidas um dos posts mais importantes que fiz no blog! Todas as dicas me ajudaram muito a voltar à forma após o nascimento da Vivi, vejam:

Se tem uma dica que acho importante são os cuidados pós parto! Eu sei que é uma fase complicada, uma adaptação que nem sempre (na minha opinião NUNCA) é fácil, que estamos nos sentindo feia, gordinha (parece que ainda estamos grávidas), com fuso horário maluco, com dores da cirurgia, mas atenção: é hora de se cuidar!

A gordura extra que você acumulou na gravidez para nutrir o bebê, vai começar a ser gasta (em especial se você estiver amamentando ou fazendo exercícios físicos após a liberação do médico). De qualquer jeito, você vai precisar de no mínimo algumas semanas para ver algum resultado.

Tem que ter paciência. Se levou 9 meses para a barriga esticar, é justo que leve outros 9 meses ou um pouco mais para ela voltar ao tamanho normal. No meu caso, demorei 7 meses para voltar ao meu peso normal (engordei 12kg no total) e perder a barriga. Agora que a MV está com 1 ano, estou até um pouco abaixo do meu peso, mas ainda preciso fortalecer a barriga, que  não está 100%.

Tenho algumas dicas legais que funcionaram bastante para mim:

1. Usar a cinta já na maternidade ou assim que chegar em casa: elas melhoram o aspecto externo da silhueta e dão mais segurança à mulher logo depois da cesariana, porque ela pode ter aflição dos pontos e da sensação de que os órgãos estão meio soltos dentro da barriga (pois estão um pouco mesmo). Para quem teve parto normal, alguns médicos recomendam o uso apenas um mês após o nascimento do baby. Consulte sempre seu médico e veja a opinião dele sobre o assunto, pois o tema gera algumas controvérsias!
Eu sei que é horrível, principalmente para colocar. Nos primeiros dias pedi para a minha mãe ou funcionária ajudar, pois não adianta você comprar um tamanho grande ou muito fácil de vestir, que não resolve. Também não pode apertar. Eu usava o tamanho P, era bemm difícil de colocar, mas o resultado foi muito bom! Eu sei que vocês vão me achar louca, mas não deixava meu marido me ver de cinta. Claro que nem sempre dava certo, mas eu evitava ao máximo… rs

Modelos que recomendo são:  da JogêBlandici ( tel 11 3889 9514, recomendo o modelo Adriana)  e  da Brascol.

2. Fazer drenagem, caso seu médico não coloque restrições: Fiz drenagem ainda na maternidade, pois minha médica recomendou. Nossa, o dia que a Esmeralda (contato dela está na agenda do blog) apareceu no hospital, me deu um alívio imediato só de vê-la! risos  E ao longo dos primeiros meses, fazia drenagem de 2 a 3 vezes na semana, o que me ajudou bastante!


3. Alimentação: Via de regra é um período em que estamos amamentando, que, ao menos para mim, deu muitttaaa fome! Na gravidez não tive nenhuma fome em exagero, nada, mas nesta fase xiiiiiiiiii, comia bastante, mas de 3 em 3 horas. Acho legal evitar doces, gorduras, refrigerantes, frituras, pensando tanto em você quanto no bebê!
4. Fita de silicone na cicatriz: Super recomendo essa fita, que ajuda na cicatrização da cesárea. Usei a da marca SILIMED por 3 meses. Você também pode encontrar nos importadores Neoskin (11 5904 3300) ou Farmarend (11 3879 8888). Lembre-se que é sempre bom perguntar para seu médico antes.


5. Usar pomadas na cicatriz: Outra dica para melhorar a cicatrização é massagear a região com pomadas específicas. Usei  a  Mederma, que comprei em Miami, mas existem outras boas aqui no Brasil, pergunte para seu médico.


6. Creme anti-flacidez: Usei o creme Anti-Flacidez Post-Partum Body Restructuring Gel, da marca Mustela por 6 meses e adorei! O cheirinho é muito bom e ele não é melecado, parece um fluído, em forma de gel!
7. Exercícios físicos: Voltei à academia quando a MV completou 2 meses. Foi um retorno bem lento, com atividades leves para que a amamentação não fosse prejudicada! Foi muito bom, pois além de contribuir para a saúde física, o fato de sair um pouco de casa e voltar aos exercícios, me dava uma sensação muito boa, além de me deixar com mais energia para a nova mudança de vida.

Fita de silicone para colocar na cicatriz! Essa dica é muito boa, anotem!

Super recomendo este creme-gel!

Esse modelo, apesar de alto, foi o que minha médica recomendou, pois ajuda a fazer o contorno e não machuca a barriga. Tem com colchetes e com zíper.

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#dicas úteis#saude

Cuidados com a pele da Vivi aqui em casa

Uma coisa que não abro mão de fazer na Vivi desde que ela tem 6 meses de idade é hidratar bem o corpinho após o banho! Isso faz muita diferença para os pequenos, especialmente os que tem pele sensível como o caso da minha filha!

Uma boa hidratação ajuda inclusive a melhorar aspecto de machucados, bem como é indicada para crianças com propensão a alergia! No frio, a pele da Vivi fica mais ressecada e algumas vezes acaba surgindo algumas bolinhas e a pediatra sempre recomenda abusar de um bom hidratante nessa época!

Aqui em casa, o meu preferido é esse da Granado, pois possui em sua fórmula óleo vegetal de oliva, que contém vitamina E, protegendo e nutrindo a pele da criança!

Outro produto que passo durante o banho na Vivi são óleos suaves, específicos para bebês, como esse da Granado! Aliás, ele é super recomendado para fazer massagens como Shantala, ajudando no bem estar dos pequenos, inclusive nos tratamentos de cólicas! A Vivi adora que faço massagem durante o banho! Eu a coloco na banheira (aquelas de bebês mesmo, tirando apenas o pé) e a gente fica conversando, brincando, enquanto faço massagem em seus pés e nas perninhas! Ela anda tendo bastante dor na panturrilha, já até a levei em um especialista mas não foi detectado nada! Dizem ser “dor de crescimento”, vai saber! Mas a massagem ajuda muitoo!

Claro que não consigo fazer todos os dias, mas o uso de hidratante aqui em casa é obrigatório, especialmente porque ela fica com a pele irritada quando não passo! E as massagens, dia sim outro não eu faço questão de fazer, pois ela diz que “relaxa” e ajuda a parar de doer!

Vivi na banheira com os 2 produtos!
Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Um dos piores dias da minha vida: a primeira operação da Vivi!

Hoje vou contar algo super íntimo para vocês, um momento da minha vida que foi difícil!  Desde que a Vivi nasceu eu percebia que o olhinho dela esquerdo lacrimejava mais do que o normal, especialmente quando ventava muito ou ela tomava banho de sol! Aos 9 meses de vida, a pedido da nossa pediatra, a levei a um oftalmologista especialista no assunto, o Dr. Sá em São Paulo.

Ele me instruiu a fazer massagem diariamente no olho da Vivi, uma técnica própria para esse probleminha. Nesse dia também fizemos um teste com um colírio especializado e fiquei de voltar quando ela completasse 12 meses. Lembro-me como se fosse ontem, logo após a festinha dela de 1 aninho, fomos novamente ao Dr. Sá e lá tivemos que tomar uma decisão:

Infelizmente, o olhinho da Vivi não havia melhorado ou seja, seria necessário uma operação para desobstrução do canal lacrimal. Parece algo simples, realmente o procedimento é, mas seria necessário anestesia geral! Quando meu marido ouviu isso, na hora disse: “Não, de jeito nenhum. Não vou deixar minha filha de um ano “tomar” anestesia geral”.  Eu fiquei muitoo nervosa, apreensiva, porém confiante nos dizeres do médico. Depois de alguns dias pensando, conversando sobre o assunto, decidimos que a operação seria inevitável.

Nunca vou me esquecer desse dia: uma manhã cinzenta em São Paulo, estava um pouco frio e a gente se dirigia ao hospital Albert Einsten. O médico foi super acolhedor e tentava nos tranquilizar! Como somente um adulto poderia acompanhar a aplicação da anestesia, pedi para meu marido que eu fosse e ele concordou! Ao vê-la deitadinha, quase sem reação meu coração se partiu ao meio, minha perna ficou “bamba” e minha visão escureceu! Mas fiquei forte e ainda tive estrutura para dar um beijinho e fazer o nome do Pai em sua testinha antes de a levarem para a cirurgia!

Foram os 30 minutos mais difíceis da minha vida…. contando assim parece besteira, mas as mamães de primeira viagem devem entender o que estou falando! Ufaaaaa, decidi escrever sobre isso pois acredito que algumas mães podem estar passando por esse problema! Nada como uma especialista para explicar, certo? Para isso, pedi para a Dra. Luciana Peixoto, especialista que mega confio e já me atendeu, escrever um pouco para a gente! Confiram:

“Doutora, o meu bebê desde que nasceu não pára de lacrimejar, é normal?” “Já teve conjuntivite várias vezes, está sempre com secreção ocular…” “mesmo quando não está chorando aparece lágrima nos olhos”…
Queixas como essas são relativamente comuns no dia a dia de um oftalmologista. Aproximadamente 6 em cada 100 recém nascidos terão algum sintoma como esse, geralmente unilateral. Afeta meninos e meninas na mesma proporção. As crianças com obstrução das vias lacrimais, podem ter também dermatite (assadura) na pálpebra inferior, resultante do contato freqüente da lágrima com a pele e conjuntivites de repetição.
Observe a presença de excesso de lágrima no olho esquerdo
Por que isso ocorre? Essa condição, na maioria das vezes, ocorre pela persistência de uma membrana na região da válvula de Hasner, uma estrutura que controla o fluxo da lágrima pelo ducto ou canal nasolacrimal (Figura 1). Ou seja, a lágrima é formada normalmente pelas glândulas lacrimais, mas a sua drenagem está comprometida por essa membrana que impede o fluxo do líquido até o nariz. Sim! Há comunicação entre o nariz e o olho através desse canal. Quando o bebê nasce com essa membrana, ele terá sintomas relacionados à essa má drenagem da lágrima; é o que chamamos de Obstrução de Vias Lacrimais Congênita (OVLC).
Figura 1: Anatomia das Vias Lacrimais
Outras anomalias como estreitamento do canal, espículas ósseas, presença de outras válvulas ou outras membranas podem ocorrer de forma isolada ou em combinação, resultando em outras
formas de obstrução.
E como é feito o diagnóstico nos nossos pequenos bebês?
O oftalmologista, através da história clínica e com um teste simples, feito no consultório, fará o diagnóstico. Eventualmente haverá necessidade de exames complementares de imagem como a dacriocistografia e a dacriocintilografia.
O teste inicialmente utilizado para o diagnóstico é feito no consultório médico, através da instilação de um colírio chamado fluoresceína em ambos os olhos. Após 5 minutos o especialista removerá o excesso do colírio e observará, com um filtro azul (filtro de cobalto), a presença ou ausência de fluoresceína na superfície ocular. Nos casos de obstrução, após 5 minutos, observa-se a presença de fluoresceína no olho acometido, o que não deve ocorrer em casos de via lacrimal pérvia. Em alguns casos é possível a observação do colírio de fluoresceína na fossa nasal, o que confirma a patência da via lacrimal. Esses testes indicam a presença ou ausência de obstrução. Já os testes de imagem, como
a dacriocistografia, tomografia computadorizada e dacriocintilografia, além de diagnosticar a presença ou ausência de obstrução também podem estabelecer o local da obstrução.
O tratamento da obstrução congênita de vias lacrimais é a princípio conservador, já que aproximadamente 90% dos casos apresentam resolução espontânea até o sétimo mês de vida. É importante enfatizar os cuidados com a higiene, removendo a secreção em excesso, além da massagem local diária.
Essa massagem consiste na compressão do saco lacrimal (no canto do nariz – Figura 1), direcionando o dedo indicador inferiormente, na tentativa de deslocar o material dentro do saco lacrimal e do ducto nasolacrimal para região da válvula de Hasner, fazendo com que o aumento da pressão rompa a eventual membrana persistente. Um momento oportuno para as mamães fazerem a massagem e limpeza é durante as amamentações do seu bebê. O meu primeiro filho teve OVLC e a minha experiência pessoal com a massagem foi muito positiva. Eu aproveitava as horas das mamadas para fazer a limpeza da secreção acumulada no canto do nariz (com um cotonete) e nesse mesmo momento, já fazia a massagem. Dá super certo porque o bebê nessa hora está bem confortável e a posição é bem favorável. Casos leves, não complicados por infecções, com freqüência curam-se espontaneamente até o sétimo mês. Havendo presença de infecção há necessidade do uso de colírios com antibióticos, que serão prescritos pelo oftalmologista.


A sondagem e irrigação do ducto nasolacrimal deve ser realizada quando não ocorre resolução espontânea. Esse procedimento, quando indicado, deve ser realizado em centro cirúrgico por oftalmopediatra experiente, com monitoração de um anestesista, sob anestesia geral. A época da realização da sondagem é um assunto controverso, sendo proposto entre 6 e 14 meses, com sucesso em aproximadamente 90-95% dos casos. A intervenção precoce pode reduzir o número de casos difíceis que possam surgir mais tarde. Se uma criança apresenta somente lacrimejamento, sem infecções recorrentes, apenas observação e massagens são indicadas. Se as infecções são repetitivas, a intervenção cirúrgica pode ser necessária.
A literatura sobre o assunto relaciona fortemente os índices de cura obtidos com a sondagem com a idade dos portadores, relatando diminuição da chance de êxito com o aumento da idade.
Assim, em crianças com menos de 1 ano é possível haver cura em 95%; já, nas maiores de 1 ano, apenas 87% se curam com uma única sondagem. Entre as causas de insucesso com o procedimento devem ser incluídas as alterações da cavidade nasal.
Muitas vezes, a proposta de apenas observar e aguardar pode gerar ansiedade e até frustrações desnecessárias. Por isso é fundamental que você tenha tranquilidade e confiança no seu médico e nas orientações indicadas por ele. Imaginar que os nossos pequenos eventualmente possam precisar de uma intervenção cirúrgica ocular precoce pode mesmo assustar. Mas acredite que isso raramente ocorre e, quando necessário, o índice de sucesso é muito alto. Lembre-se ainda que, esse desconforto
gerado pela obstrução do canal lacrimal, não afeta em nada a visão do seu bebê. Na maioria dos casos, tempo e paciência é mesmo o melhor remédio.
Dra. Luciana Peixoto Finamor é médica oftalmologista da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha, com Residência e Doutorado pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).
Mãe do Matheus 8 anos, Giovanna 6 anos e Isabella 4 anos.
Apaixonada pela família e pela profissão, nas horas vagas adora fotografar e escrever.
Agradecimentos: Dra. Rosana Cunha, Oftalmopediatra da Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha.
Instagram: @dralucianafinamor
Clínica de Olhos Dr. Moacir Cunha: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1000.
Fone: 3016.9902

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

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#dicas úteis#saude

Conhecendo de perto o procedimento de Armazenamento de Células Tronco


No ano passado recebi várias dúvidas de leitoras sobre o armazenamento de células-tronco do cordão umbilical e comecei a pesquisar bastante sobre o assunto.  Fiquei ainda mais interessada quando presenciei de pertinho um caso de leucemia de uma criança que, felizmente, seus pais haviam armazenado no momento de seu nascimento e o transplante foi bem sucedido..

Cheguei até a fazer um post, lembram? Como gerou várias perguntas e dúvidas, decidi gravar um vídeo em uma das empresas que faz esse serviço e é o banco pioneiro e referência no armazenamento de célulastronco do sangue e do tecido do cordão umbilical, a CordVida.





Fui conhecer pessoalmente a empresa, fiz várias perguntas e conheci todo o procedimento! Vamos ver? São 3 minutinhos que podem mudar tudo o que você sempre pensou sobre o assunto, confiram:

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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