Você sabe o que a leitura faz com o cérebro e o corpo?

Você sabe o que a leitura faz com o cérebro e o corpo?

Ler vai muito além do entretenimento. O hábito da leitura promove mudanças significativas no cérebro, fortalece habilidades cognitivas e contribui diretamente para o bem-estar físico e emocional. Estudos científicos apontam que dedicar alguns minutos do dia aos livros pode reduzir os níveis de estresse, estimular a memória, ampliar a capacidade de concentração, desenvolver a empatia e até ajudar a retardar o declínio cognitivo associado ao envelhecimento.

Uma pesquisa da Universidade de Sussex, no Reino Unido, revelou que apenas seis minutos de leitura podem reduzir os níveis de estresse em até 68%, índice superior ao obtido com outras atividades de relaxamento. Já um estudo da Universidade Emory, nos Estados Unidos, mostrou que a leitura de romances fortalece as conexões neurais relacionadas à linguagem, à imaginação e à compreensão das emoções humanas, com efeitos que permanecem mesmo após o término da leitura. Outra pesquisa, publicada na revista Social Science & Medicine, identificou que pessoas que cultivam o hábito de ler livros regularmente tendem a viver mais quando comparadas às que não leem.

Os benefícios da leitura começam nos primeiros anos de vida e acompanham o ser humano em todas as fases. Na infância, o contato com os livros contribui para o desenvolvimento da linguagem, amplia o vocabulário, estimula a criatividade, fortalece a imaginação e favorece o desempenho escolar. Durante a adolescência, a leitura incentiva o pensamento crítico, a capacidade de argumentação e a construção do conhecimento. Já na vida adulta, além de ser uma importante fonte de aprendizado contínuo, ela auxilia na concentração, na saúde mental, na redução do estresse e na preservação das funções cognitivas, tornando-se uma aliada para uma vida mais equilibrada e intelectualmente ativa.

 

 

Com o objetivo de estimular esse hábito durante todo o ano, a Livraria Leitura promove diversas iniciativas voltadas para públicos de todas as idades. Entre elas estão sessões de contação de histórias nas unidades da rede, campanhas promocionais como a tradicional “Compre 3, Pague 2”, além de ofertas especiais e ações que incentivam o contato com os livros desde a infância até a vida adulta.

“O acesso aos livros transforma pessoas porque amplia horizontes, desperta a criatividade e fortalece o pensamento crítico. Nosso compromisso é criar experiências que aproximem cada vez mais leitores desse universo, mostrando que a leitura pode fazer parte da rotina de qualquer pessoa”, destaca Rafael Martinez, Head de Marketing da Livraria Leitura.

O incentivo à leitura deve acontecer de forma contínua e acessível: “As promoções, campanhas e eventos realizados ao longo do ano são formas de tornar os livros ainda mais presentes no dia a dia das famílias. Queremos que nossas livrarias sejam espaços de descoberta, convivência e inspiração para leitores de todas as idades”, finaliza Martinez.

 

Sobre a Livraria Leitura

Fundada há 59 anos, a Livraria Leitura é a maior rede de livrarias físicas do Brasil e pioneira no conceito de megastore no país. Com 140 lojas espalhadas por todas as regiões, a marca consolidou-se como referência no mercado editorial ao transformar suas unidades em espaços de convivência social e cultural.

 

Fonte: Rafael Martinez, Head de Marketing da Livraria Leitura / Leticia (leticia.komunic@gmail.com)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Dicas p/ ajudar crianças na leitura e escrita!

Dicas p/ ajudar crianças na leitura e escrita!

Estudos em psicologia indicam que habilidades cognitivas, linguísticas e socioemocionais se manifestam em ritmos distintos, mesmo entre crianças da mesma idade. Por isso, identificar dificuldades de aprendizagem é uma questão complexa, uma vez que o desenvolvimento é altamente individual e sujeito a grande variabilidade. Assim, o acompanhamento deve ser realizado por profissionais da escola e por pediatras, que podem observar padrões de desempenho e comportamento ao longo do tempo.

Os responsáveis também possuem um papel fundamental ao relatarem suas percepções fora da sala de aula. No entanto, qualquer avaliação definitiva deve ser realizada por especialistas capacitados, evitando rótulos precipitados que podem impactar negativamente a autoestima e o processo de aprendizagem da criança. De acordo com a autora do material de Educação Infantil, psicopedagoga clínica, especializada em Alfabetização do Sistema Anglo de Ensino, Maria Célia Assumpção, é importante, de qualquer forma, que pais e professores estejam atentos a mudanças bruscas de comportamento, pois elas podem sinalizar as dificuldades da criança, indicando a necessidade de maior acolhimento e acompanhamento.

Segundo a especialista, embora o ensino de letras, sons e sílabas seja necessário, a ênfase exclusiva na memorização e na articulação mecânica desses elementos pode tornar a aprendizagem desmotivadora, afastando a criança da leitura e limitando a compreensão do sistema de escrita. “O desafio é proporcionar experiências significativas com a linguagem escrita, em que professores e pais façam mediações adequadas, oferecendo suporte, incentivo e oportunidades de exploração lúdica e afetiva da leitura e da escrita. Para que a alfabetização seja, de fato, efetiva, a criança precisa compreender não apenas os mecanismos formais do sistema alfabético, mas também a função social da escrita”, destaca.

Além disso, a exploração lúdica das palavras permite que a criança compreenda princípios fundamentais da escrita, como o princípio da ordem em que cada letra ocupa um determinado lugar para formar as palavras. Maria Célia aponta que, conforme a criança interage de forma prazerosa com letras e sons, ela internaliza gradualmente a correspondência entre fonemas e grafemas, compreendendo como a escrita representa a linguagem oral. “Essas experiências interativas e contextualizadas são essenciais para que a alfabetização seja efetiva, significativa e motivadora, construindo a aprendizagem de forma ativa e consciente, ajudando a criança a avançar no processo de alfabetização”, afirma.

Por isso, para ajudar os pais e professores, a especialista traz 5 dicas para auxiliar as crianças no desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita. Confira!

 

 

1 – Ofereça contato com diferentes tipos de textos: o contato desde cedo com textos narrativos, informativos, poéticos e instrucionais ampliam o repertório de conhecimentos da criança;

2 – Ensine estratégias de compreensão leitora: Mostre que é possível explorar o texto antes de ler ou ouvir a leitura, observando capa, título, imagens, legendas e marcadores;

3 – Promova leituras compartilhadas em voz alta: essa é uma estratégia para fortalecer a relação entre oralidade e escrita e estimulando perguntas e reflexões sobre o conteúdo;

4 – Incentive a criança a relatar oralmente: reproduzir o que entendeu desenvolve sua capacidade de interpretar e organizar ideias;

5 – Ofereça experiências de escrita lúdicas: escrever textos como bilhetes, listas ou pequenos relatos, ajudando a familiarizar-se com o sistema de escrita de forma prazerosa e a construir autonomia e motivação. Segundo a especialista, é importante que essas estratégias sejam vivenciadas mesmo antes da leitura autônoma, com a mediação de adultos leitores que, ao ler em voz alta, oferecem suporte e significado às experiências iniciais com a escrita.

Por fim, Maria Célia aconselha que os professores e responsáveis priorizem sempre a leitura em voz alta para crianças pequenas. Essa prática é essencial, pois faz a mediação entre a escrita e a oralidade: por meio dela, a criança escuta os sons, o ritmo e o significado das palavras enquanto acompanha o texto escrito. É a única forma de possibilitar o acesso verdadeiro à linguagem escrita e de compreender o sistema de escrita de qualquer grupo linguístico. “Sem a leitura em voz alta, a criança não consegue internalizar a relação entre sons e letras, comprometendo o desenvolvimento da leitura e da escrita no futuro”, conclui.

Fonte: Laura Ragazzi | Mira Comunicação (sistemas@comuniquese5.com.br) / Maria Célia Assumpção, psicopedagoga clínica, especializada em Alfabetização do Sistema Anglo de Ensino.

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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