Problemas de visão podem causar queda no desempenho escolar!

Problemas de visão podem causar queda no desempenho escolar!

Estima-se que cerca de 70% a 80% das informações que chegam ao cérebro são mediadas pelo sistema visual. Isso significa que ler, escrever, reconhecer rostos, interpretar expressões faciais, perceber o espaço, aprender formas, cores, letras e números são atividades que dependem diretamente de uma boa qualidade visual integrada ao cérebro.

“Portanto, a visão é parte essencial da aprendizagem e do desenvolvimento da criança como um todo. Sendo assim, quando a criança tem um erro refrativo, como a miopia, pode apresentar muitas dificuldades na escola, especialmente na fase da alfabetização”, comenta a especialista.

 

 

Erros Refrativos são os principais problemas de visão na infância

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), os erros refrativos não corrigidos, como a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia, são as principais causas de deficiência visual entre as crianças brasileiras. A baixa acuidade visual afeta por volta de 5,5% das crianças em idade escolar. Em 80% dos casos, basta o uso de óculos para corrigir o problema.

Crianças não reclamam

As crianças podem reclamar de muita coisa: de sono, de fome, de não poder brincar mais ou de não ganhar um brinquedo novo. Contudo, os pequenos não costumam se queixar de problemas na visão. Na verdade, a criança costuma reportar os sinais indiretos, ou seja, as manifestações decorrentes de alguma alteração na visão.

“Elas podem se queixar de dor de cabeça, podem se machucar ou esbarrar em objetos com mais frequência, podem ter mais sensibilidade à luz, podem ter dificuldade de escrever, ler, desenhar, recortar, entre outras condições decorrentes de problemas visuais”, explica Dra. Marcela.

Vale lembrar que como a criança não tem referência do que é enxergar bem ou mal, o olhar atento dos educadores é essencial para alertar os pais sobre a necessidade de procurar um oftalmologista infantil.

Como os professores podem notar alterações visuais dos alunos

“Normalmente, as crianças com problemas na visão costumam pedir ao professor para se sentarem perto do quadro. Também costumam apertar os olhos, na tentativa de enxergar. Em outros casos, são alunos que preferem copiar o conteúdo do caderno os colegas, em vez de copiar diretamente do quadro”, alerta Dra. Marcela.

Adicionalmente, são alunos que erram com frequência letras, números ou outros conteúdos ao copiar do quadro. Desse modo, todos esses sinais podem indicar que a criança possui algum erro refrativo, como miopia, astigmatismo ou hipermetropia.

Queda no rendimento escolar pode estar associado a problemas na visão

Os problemas de visão têm um impacto significativo na capacidade de a criança aprender e de se comportar em sala de aula.

“Sendo assim, a compreensão por parte dos professores sobre a conexão entre os problemas de visão e o comportamento disruptivo em sala de aula é crucial. Isso é ainda mais relevante, pois permite que os educadores consigam ajudar a criança no desempenho acadêmico e no desenvolvimento global”, reforça Dra. Marcela.

Outro aspecto importante é que quando a criança não enxerga bem, ela pode apresentar comportamentos que podem ser confundidos com transtornos do neurodesenvolvimento, como o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).

“O aprendizado de uma criança com problemas de visão pode ser mais cansativo. Isso, por sua vez, pode levar o aluno a ter dificuldade de acompanhar as explicações, ele pode demorar mais para copiar as tarefas, pode manifestar desinteresse por atividades de leitura e escrita e, claro, ter um desempenho ruim em geral”, comenta Dra. Marcela.

Além dos erros refrativos

Para além da miopia e demais erros refrativos, na infância podem surgir condições como o estrabismo e a ambliopia (olho preguiçoso). “Nesses casos, a criança pode apresentar os mesmos sinais de que falamos acima, bem como queixas de visão dupla, problemas de coordenação motora e busca por posições do pescoço ou cabeça na tentativa de enxergar melhor”, conta Dra. Marcela.

Crianças com estrabismo podem apresentar desvio do olho para dentro, para fora, para cima e para baixo. Já ambliopia pode levar aos mesmos sinais citados acima.

Conclusão

Os educadores e professores possuem papel crucial para identificar os sinais de que a criança pode ter algum problema na visão. Normalmente, essas condições se tornam mais evidentes a partir dos 6 anos, fase da alfabetização. Portanto, o conhecimento dos sinais que indicam condições oftalmológicas ajuda não só os educadores, como os pais a procurarem um oftalmologista.

“Por fim, o ideal é levar o bebê em seu primeiro ano de vida para uma consulta de rotina. Após esse primeiro exame, o ideal é levar a criança anualmente, especialmente, nas fases pré-escolar escolar”, finaliza Dra. Marcela.

 

Fonte: Leda Sangiorgio (sistemas@comuniquese1.com.br) / Dra. Marcela Barreiraoftalmopediatra especialista em estrabismo

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Alfabetização#boa qualidade visual#desenvolvimento da criança#qualidade visual#rendimento escolar#visão

Dicas p/ ajudar crianças na leitura e escrita!

Dicas p/ ajudar crianças na leitura e escrita!

Estudos em psicologia indicam que habilidades cognitivas, linguísticas e socioemocionais se manifestam em ritmos distintos, mesmo entre crianças da mesma idade. Por isso, identificar dificuldades de aprendizagem é uma questão complexa, uma vez que o desenvolvimento é altamente individual e sujeito a grande variabilidade. Assim, o acompanhamento deve ser realizado por profissionais da escola e por pediatras, que podem observar padrões de desempenho e comportamento ao longo do tempo.

Os responsáveis também possuem um papel fundamental ao relatarem suas percepções fora da sala de aula. No entanto, qualquer avaliação definitiva deve ser realizada por especialistas capacitados, evitando rótulos precipitados que podem impactar negativamente a autoestima e o processo de aprendizagem da criança. De acordo com a autora do material de Educação Infantil, psicopedagoga clínica, especializada em Alfabetização do Sistema Anglo de Ensino, Maria Célia Assumpção, é importante, de qualquer forma, que pais e professores estejam atentos a mudanças bruscas de comportamento, pois elas podem sinalizar as dificuldades da criança, indicando a necessidade de maior acolhimento e acompanhamento.

Segundo a especialista, embora o ensino de letras, sons e sílabas seja necessário, a ênfase exclusiva na memorização e na articulação mecânica desses elementos pode tornar a aprendizagem desmotivadora, afastando a criança da leitura e limitando a compreensão do sistema de escrita. “O desafio é proporcionar experiências significativas com a linguagem escrita, em que professores e pais façam mediações adequadas, oferecendo suporte, incentivo e oportunidades de exploração lúdica e afetiva da leitura e da escrita. Para que a alfabetização seja, de fato, efetiva, a criança precisa compreender não apenas os mecanismos formais do sistema alfabético, mas também a função social da escrita”, destaca.

Além disso, a exploração lúdica das palavras permite que a criança compreenda princípios fundamentais da escrita, como o princípio da ordem em que cada letra ocupa um determinado lugar para formar as palavras. Maria Célia aponta que, conforme a criança interage de forma prazerosa com letras e sons, ela internaliza gradualmente a correspondência entre fonemas e grafemas, compreendendo como a escrita representa a linguagem oral. “Essas experiências interativas e contextualizadas são essenciais para que a alfabetização seja efetiva, significativa e motivadora, construindo a aprendizagem de forma ativa e consciente, ajudando a criança a avançar no processo de alfabetização”, afirma.

Por isso, para ajudar os pais e professores, a especialista traz 5 dicas para auxiliar as crianças no desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita. Confira!

 

 

1 – Ofereça contato com diferentes tipos de textos: o contato desde cedo com textos narrativos, informativos, poéticos e instrucionais ampliam o repertório de conhecimentos da criança;

2 – Ensine estratégias de compreensão leitora: Mostre que é possível explorar o texto antes de ler ou ouvir a leitura, observando capa, título, imagens, legendas e marcadores;

3 – Promova leituras compartilhadas em voz alta: essa é uma estratégia para fortalecer a relação entre oralidade e escrita e estimulando perguntas e reflexões sobre o conteúdo;

4 – Incentive a criança a relatar oralmente: reproduzir o que entendeu desenvolve sua capacidade de interpretar e organizar ideias;

5 – Ofereça experiências de escrita lúdicas: escrever textos como bilhetes, listas ou pequenos relatos, ajudando a familiarizar-se com o sistema de escrita de forma prazerosa e a construir autonomia e motivação. Segundo a especialista, é importante que essas estratégias sejam vivenciadas mesmo antes da leitura autônoma, com a mediação de adultos leitores que, ao ler em voz alta, oferecem suporte e significado às experiências iniciais com a escrita.

Por fim, Maria Célia aconselha que os professores e responsáveis priorizem sempre a leitura em voz alta para crianças pequenas. Essa prática é essencial, pois faz a mediação entre a escrita e a oralidade: por meio dela, a criança escuta os sons, o ritmo e o significado das palavras enquanto acompanha o texto escrito. É a única forma de possibilitar o acesso verdadeiro à linguagem escrita e de compreender o sistema de escrita de qualquer grupo linguístico. “Sem a leitura em voz alta, a criança não consegue internalizar a relação entre sons e letras, comprometendo o desenvolvimento da leitura e da escrita no futuro”, conclui.

Fonte: Laura Ragazzi | Mira Comunicação (sistemas@comuniquese5.com.br) / Maria Célia Assumpção, psicopedagoga clínica, especializada em Alfabetização do Sistema Anglo de Ensino.

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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