Dicas que me ajudaram a emagrecer

Gente, nunca pensei que iria fazer um post tão íntimo!risos   Mas estou recebendo muitos e-mails e pedidos no insta (@blogaskmi) para falar sobre isso! Na verdade eu perdi apenas 3kg!! Eu sei, eu sei… também acho que parece que foi mais, porém não foi! A verdade é que sou baixinha (1,57cm) e um pouquinho que emagreço ou engordo (argh!) já faz uma grande diferença!
Mas vamos ao que interessa! Eu estava há uns 6 meses querendo emagrecer e não conseguia! Foi aí que decidi ir a um médico ortomolecular fazer uma consulta e uma série de exames para ver como andava minha saúde, meu organismo!
Escolhi o Dr. Filippo Predrinola, que já era médico da minha mãe há um bom tempo. Depois da primeira consulta e dos resultados dos (mil) exames de sangue que ele solicitou, ele me passou “tarefas para fazer em casa”, bem como alguns medicamentos e vitaminas que meu organismo estava em falta!
Comecei então a mudar um pouco minha rotina e hábitos alimentares! Ahhhh esqueci de dizer que na consulta dele está incluída a nutricionista de sua clínica! Você passa primeiro com ela !  Achei ótima essa combinação, pois ela já passa para o Dr Filipo a sua massa magra, a massa gorda, hábitos alimentares e outras informações importantes!
Mas o que mudou então Mi? Vejam só o que me ajudou a emagrecer:
* Cortei quase que 100% massas a noite! Isso era um hábito em casa, ainda mais morando com meus pais!rs   A única coisa que a nutri permitiu foi massa integral (sem molho com creme de leite). Ela me passou uma receita de molho branco que não contém creme de leite.
* Doces são permitidos apenas 1 vez na semana, seja um sábado, uma terça ou um domingo! O dia não importa, o importante é que seja apenas 1 único dia!
* Meu café da manhã passou a ser: ovo mexido + suco de laranja ou tapioca com queijo light e suco verde! Sem pão nem torradas! Gente, isso foi uma das coisas que mais me ajudou nesse processo!
*  Meus almoços são sempre assim: salada + grelhado + 1 tipo de legume! Cortei 100% arroz e feijão por um tempo! Sei que muita gente vai criticar, mas para mim deu certo e continua dando.
* Aumentei de 2 para mínimo de 3 vezes por semana de exercícios físicos, alternando ao final do treino, um pouco de corrida (apenas 2 minutos) e caminhadas (3 minutos), perfazendo o total de 20 minutos de exercícios aeróbios sempre!

* Drenagem linfática ao menos 1 vez na semana.
* 10 sessões de Power Shape (amei o resultado). Em Araçatuba fiz na clínica da Dra. Vivian Villela, super recomendo!
* 2 fórmulas ministradas exclusivamente para mim pelo médico ortomolecular, contendo vitaminas que estavam ausentes em meu organismo + substância que ajuda a ganhar massa magra nos treinos. Pedi expressamente que ele não colocasse nada que fosse para “tirar fome” nas fórmulas, a maioria dos ingredientes são naturais!
Ufaaa, esse foi o plano que deu certo e me ajudou a perder esses 3kgs extras que precisava! Na verdade, com essas férias de 1 mês aqui nos EUA, comendo muita porcaria e saindo da rotina que estava, já senti que engordei ao menos 1kg! Volto na segunda dia 2, e aí começa tudo novamente, mas dessa vez com esforço redobrado, pois aqui a coisa foi feia!rs
MENINAS, o importante é você estar feliz com seu corpo, de bem com você mesma e sua mente! Não existe um padrão de beleza…. eu decidi emagrecer porque estava incomodada com esses quilinhos extras que nunca tive (a não ser durante a gravidez). Meu conselho? Seja você MESMA e faça o máximo para gostar do que você vê no  espelho! Fico vendo alguns Instas que acabam deixando a gente “meio para baixo”, com “tanquinhos” a mostra, treinos loucos, conselhos malucos e alimentação rígida…. acho que não é bem por aí!! Sou um pouco contra padrões exagerados de beleza…. O segredo é sempre o EQUILÍBRIO!

Desejo a todas um FINAL DE SEMANA iluminado e cheio de amor!
Beijosss,
Mi
Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#bem estar#dicas úteis#projeto Ask Mi#saude

Medicação homeopática para a Vivi aqui nos EUA

Oi meninas!!! Sorry pelo meu sumiço de ontem, mas o motivo é justo: essa é minha última semana aqui em Miami e estou sem babá! Assim, estou tendo que cuidar da minha pequena 24hs por dia, das roupinhas dela, de tudo que ela quer fazer + as coisas que eu ainda tenho para fazer (e-mails, prazos processuais, posts, comentários, jantar, passeios e comprinhas)!rs  Aí você já viu né?!rs 
Bom, mas hoje o post é TOP!! Lembram que quando eu estava em Orlando fez um super frio? Então, a Vivi se molhou bastante em uma montanha russa com queda na água e no dia seguinte começou a tossir e o nariz escorrer! Antes de ligar para a pediatra em São Paulo, decidi ir ao Walgreens (farmácia daqui dos EUA) e comprar alguns remedinhos homeopáticos (acredito muito e gosto de homeopatia). Gente, o resultado foi surpreendente! A maioria deles eu já tinha experimentado, apenas um que foi novidade e adorei:

Esse foi o KIT resfriado: ColdCalm (pode ser usado em criança e adulto) + xarope Cold´n Cough (dia e noite) + xarope que alivia a tosse Chestal Honey + BabyRub da Vick (esse não é homeopático, mas coloquei na foto pois ele fez parte do KIT que usei na Vivi).

Conheci esse xarope há uns 2 anos e desde então ele não falta de jeito nenhum na nécessaire de remédios da Vivi! Tem o frasco do dia e o da noite! Na Vivi não deu nenhum efeito colateral e o resultado aparece já no terceiro dia de uso.

Adoro essa marca de produtos homeopáticos: Boiron! O da esquerda é ótimo, a única coisa chatinha é que nos primeiros dias ele precisa ser ministrado em curtos intervalos! Já o da direita usava apenas a noite, como complemento do xarope que postei acima! O ideal é que se use um ou outro, mas como a tosse estava bastante forte, acabei dando esse nos últimos 3 dias de tratamento.

Por fim, aplicava todas as noites no peito e na sola dos pés (colocando sempre a meia por cima imediatamente) o Vick bebê! Mas Mi, porque o bebê já que ela tem 4 anos? É que acho o cheiro do Vick tradicional muito forte para ela.
Gente, lembrando aqui que todo e qualquer tipo de medicação é aconselhável perguntar para  o médico antes! Eu tomei a liberdade de “medicar” a Vivi sem ligar para a pediatra, pois ela aprova esses remédios homeopáticos e sabe que eu os uso quando começa o resfriado da Vivi!
Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#dicas úteis#saude#viagens

Cuidados no Pós-Parto

Se tem uma dica que acho importante são os cuidados pós-parto! Eu sei que é uma fase complicada, uma adaptação que nem sempre (na minha opinião NUNCA) é fácil, que estamos nos sentindo feia, gordinha (parece que ainda estamos grávidas), com fuso horário maluco, com dores da cirurgia, mas atenção: é hora de se cuidar!
A gordura extra que você acumulou na gravidez, para nutrir o bebê, vai começar a ser gasta (em especial se você estiver amamentando ou fazendo exercícios físicos após a liberação do médico). De qualquer jeito, você vai precisar de no mínimo algumas semanas para ver algum resultado.
Tem que ter paciência. Se levou 9 meses para a barriga esticar, é justo que leve outros 9 meses ou um pouco mais para ela voltar ao tamanho normal. No meu caso, demorei 7 meses para voltar ao meu peso normal (engordei 12 kg no total) e perder a barriga. Agora que a MV está com 1 ano, estou até um pouco abaixo do meu peso, mas ainda preciso fortalecer a barriga, que  não está 100%.

Tenho algumas dicas legais que funcionaram bastante para mim:

1. Usar a cinta já na maternidade ou assim que chegar em casa: elas melhoram o aspecto externo da silhueta e dão mais segurança à mulher logo depois da cesariana, porque ela pode ter aflição dos pontos e da sensação de que os órgãos estão meio soltos dentro da barriga (pois estão um pouco mesmo). Para quem teve parto normal, alguns médicos recomendam o uso, apenas um mês após o nascimento do baby. Consulte sempre seu médico e veja a opinião dele sobre o assunto, pois o tema gera algumas controvérsias!
Eu sei que é horrível, principalmente para colocar. Nos primeiros dias pedi para a minha mãe ou funcionária ajudar, pois não adianta você comprar um tamanho grande ou muito fácil de vestir, que não resolve. Também não pode apertar. Eu usava o tamanho P, era bemm difícil de colocar, mas o resultado foi muito bom! Eu sei que vocês vão me achar louca, mas não deixava meu marido me ver de cinta. Claro que nem sempre dava certo, mas eu evitava ao máximo… rs  

Modelos que recomendo são:  da JogêBlandici ( tel 11 3889 9514, recomendo o modelo Adriana)  e  da Brascol.

2. Fazer drenagem, caso seu médico não coloque restrições: Fiz drenagem ainda na maternidade, pois minha médica recomendou. Nossa, o dia que a Esmeralda (contato dela está na agenda do blog) apareceu no hospital, me deu um alívio imediato só de vê-la! risos  E ao longo dos primeiros meses, fazia drenagem de 2 a 3 vezes na semana, o que me ajudou bastante!
3. Alimentação: Via de regra é um período que estamos amamentando, que, ao menos para mim, deu muitttaaa fome! Na gravidez não tive nenhuma fome em exagero, nada, mas nesta fase xiiiiiiiiii, comia bastante, mas de 3 em 3 horas. Acho legal evitar doces, gorduras, refrigerantes, frituras, pensando tanto em você quanto no bebê!
4. Fita de silicone na cicatriz: Super recomendo essa fita, que ajuda na cicatrização da cesárea. Usei a da marca SILIMED por 3 meses. Você também pode encontrar nos importadores Neoskin (11 5904 3300) ou Farmarend (11 3879 8888). Lembre-se que é sempre bom perguntar para seu médico antes.
5. Usar pomadas na cicatriz: Outra dica para melhorar a cicatrização é massagear a região com pomadas específicas. Usei  a  Mederma, que comprei em Miami, mas existem outras boas aqui no Brasil, pergunte para seu médico.
6. Creme anti-flacidez: Usei o creme Anti-Flacidez Post-Partum Body Restructuring Gel, da marca Mustela por 6 meses e adorei! O cheirinho é muito bom e ele não é melecado, parece um fluído, em forma de gel!
7. Exercícios físicos: Voltei à academia quando a MV completou 2 meses. Foi um retorno bem lento, com atividades leves para que a amamentação não fosse prejudicada! Foi muito bom, pois além de contribuir para a saúde física, o fato de sair um pouco de casa e voltar aos exercícios, me dava uma sensação muito boa, além de me deixar com mais energia para a nova mudança de vida.

Fita de silicone para colocar na cicatriz! Essa dica é muito boa, anotem!


Super recomendo este creme-gel!


Esse modelo, apesar de alto, foi o que minha médica recomendou, pois ajuda a fazer o contorno e não machuca a barriga. Tem com colchetes e com zíper.

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Armazenamento de Células-Tronco vale a pena investir?

Muitas leitoras me enviam perguntas sobre armazenamento de células-tronco, vale mesmo a pena fazer? Como é o procedimento, dolorido? Confesso que é um assunto que comecei a entender e pesquisar bastante apenas de uns 2 anos para cá, quando minha sobrinha nasceu.
 
 
Mas Mi, quando a VIVI nasceu você não chegou a armazenar? Nãoooo e me arrependo por isso! Graças a Deus a Vivi é uma criança saudável mas me dá um arrependimento quando conheço histórias e crianças que foram curadas fazendo transplante de células tronco colhidas quando de seu nascimento ou de algum irmão, lembrando sempre não é garantia de cura! Quando estava grávida, tudo passou muito rápido, até porque fui pega de surpresa e passei muito mal também! Não tive tempo de pesquisar a fundo, ler bastante sobre o tema…. mas hoje, se eu tivesse um segundo filho, faria certamente!
 
 
Para responder as dúvidas quanto ao assunto, nada melhor que ouvir alguém que trabalha há muitos anos no mercado e é referencia no Brasil- CordVida. A Marcela, minha irmã, que me passou o contato deles pois, no nascimento da Maria Beatriz, ela fez o armazenamento com essa empresa e adorou! Para nos ajudar nesse assunto que ainda leva as mamães e papais a terem muitasss dúvidas, convidei o Dr. Marlon, diretor médico da CordVida! Vejam só:

1) Explique para a gente quais os benefícios do armazenamento de células-tronco do sangue do cordão umbilical.
O uso de células-tronco do sangue do cordão é uma terapia consagrada já tendo permitido 25.000 transplantes no mundo e 1.500 no Brasil. Mais de 80 tipos de doenças, incluindo cânceres, doenças sanguíneas genéticas e metabólicas já foram tratadas com estas células.
As células armazenadas têm 100% de compatibilidade com a própria pessoa e 25% de probabilidade de serem 100% compatíveis entre irmãos diretos, o que é muito importante na realidade atual, já que 30 a 40% das pessoas que necessitam de um transplante de medula não encontram um doador compatível.
Cientistas em todo o mundo estão estudando novas terapias em que células-tronco possam vir a ajudar o corpo a se recuperar de várias doenças.  Crianças que têm o seu próprio sangue do cordão armazenado podem vir a ter mais opções terapêuticas ao longo da sua vida. Dando apenas um exemplo deste avanço, o estudo sobre o tratamento de paralisia cerebral com células-tronco do sangue do cordão umbilical, já se provou como uma terapia segura.
2) Agora as famílias podem armazenar também as células do tecido do cordão umbilical. Poderia explicar um pouco melhor quais são os benefícios?
Por suas propriedades, as células-tronco do tecido são estudadas por grandes centros de pesquisa de vários países para tratar doenças como: diabetes tipo I e II, cirrose hepática, infarto agudo do miocárdio, lesões articulares e lesões esportivas.
Além disso, o uso simultâneo das células-tronco do tecido e do sangue do cordão pode trazer benefícios em transplantes. Ensaios clínicos demonstram que essa combinação pode ser capaz de aumentar em até 6 vezes a quantidade de células que pegam na medula doente para tratá-la.
3) Quanto tempo dura o Armazenamento? Tem validade?
O armazenamento é feito a temperaturas muito baixas (-196ºC), visando a conservar a integridade das células por longos períodos.  Apesar de esta técnica ser relativamente nova, a literatura científica já relata que células-tronco do sangue do cordão umbilical criopreservadas há mais de 23 anos estavam viáveis quando descongeladas.

4) O material colhido pode ser usado mais de uma vez?
Vai depender de como as células-tronco são armazenadas. A CordVida, por exemplo, utiliza uma bolsa criogênica  que comporta 25mL e é dividida em duas partes: uma de 20mL e outra de 5mL. Este formato foi idealizado para possibilitar o uso das amostras em mais de uma oportunidade.

5) Como é feita a coleta? Existe dor?
A coleta é indolor e não oferece riscos ao bebê ou à mãe. Normalmente, a coleta leva menos de cinco minutos e pode ser feita em partos normais ou em cesarianas.Esta é a primeira etapa do armazenamento e é muito importante para garantir a obtenção de um maior número de células-tronco disponíveis.Sangue do cordão: após o bebê ser entregue ao pediatra e o cordão ser cortado e clampeado, o sangue do cordão umbilical é colhido e enviado ao laboratório.
Tecido do cordão: recolhemos um segmento do cordão umbilical, colocamos em um frasco especial e o enviamos ao laboratório.

6) Qual a diferença entre uma coleta de empresa particular e do banco público?
Os Bancos privados armazenam o sangue do cordão exclusivamente para o uso pelo bebê e por seus familiares diretos. Os pais são os responsáveis legais pela amostra de sangue do cordão até a criança atingir a maioridade.  Nos bancos privados também é possível o armazenamento do tecido do cordão umbilical.
Os Bancos públicos armazenam amostras de sangue de cordão doadas para uso futuro em outros pacientes. A amostra é cadastrada em um registro pelo seu tipo de compatibilidade e seu doador permanece anônimo. Se você doar o sangue do cordão do seu filho para um banco público, a sua doação pode vir a salvar uma vida, mas você não terá qualquer garantia de que a amostra possa um dia ser recuperada para uso em um membro da sua família.

7) Vocês precisam estar na hora do parto, certo? A CordVida atende em todos os estados?
A coleta pode ser feita por um profissional da CordVida ou pelo seu médico e sua equipe, caso ele prefira. Treinamos permanentemente os médicos para realizarem a coleta através do programa “Médico Coletor”, garantindo a implementação das técnicas mais eficientes nesse processo.
A CordVida atua nas principais cidades e capitais do pais.  A nossa maior limitação atual é a própria malha logística brasileira, que não consegue atender com a rapidez necessária os lugares mais distantes.

8) Qual é o custo para armazenar o sangue do cordão?


Bancos privados cobram dos pais no primeiro ano aproximadamente de R$ 2.000 e R$ 4.000 para a coleta, o processamento e armazenamento do sangue do cordão. Existe adicionalmente uma taxa de armazenamento, que normalmente é cobrada de forma anual e que, no Brasil, é aproximadamente de R$ 500 a R$ 800.
Já para o armazenamento do tecido do cordão, os valores iniciais ficam em torno de R$ 2.500, mas podem se encontrar planos especiais para o armazenamento conjunto do sangue e do cordão.
Bancos públicos não cobram pela doação do sangue do cordão.
9) Quantas amostras de bancos privados já foram usadas em tratamentos no mundo? E da CordVida?
Amostras armazenadas nos principais bancos privados do mundo já́ possibilitaram mais de 850 usos terapêuticos. As principais doenças tratadas nos transplantes de medula foram leucemias, anemias graves e talassemia. No caso de infusões experimentais, predominantemente autólogas (células da própria pessoa), a maioria se deu dentro de importantes ensaios clínicos sobre paralisia cerebral e diabetes.
No Brasil, estima-se que já tenham sido realizados 13 transplantes com amostras de bancos privados, sendo que destes, 7 foram realizados com amostras que estavam armazenadas na CordVida.
Como a idade média das amostras armazenadas em bancos privados atualmente é em torno de 5 anos, é natural que essas amostras ainda sejam pouco utilizadas. No entanto, a tendência é que o uso destas amostras aumente com o tempo.  Afinal, a probabilidade de uma pessoa vir a precisar de um transplante de medula óssea ao longo da sua vida (0 a 70 anos) é de 1 em 217, que vai aumentando com o avançar da idade. Esta é uma probabilidade até maior, quando comparada a outros riscos contra os quais as famílias estão habituadas a se precaver.

 
 
Agradecimento especial à CordVida que nos concedeu essa entrevista, visando esclarecer dúvidas que muitas de nós, mães e gestantes, ainda temos sobre armazenamento de células troncos.
Para mais informações, dúvidas, orçamentos entre em contato com o site: www.cordvida.com.br
Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#dicas úteis#entrevistas#saude

Insuficiência do colo uterino

Meninas, recebi esses dias um relato muitoo bacana de uma leitora, grávida de 34 semanas, que foi diagnosticada com  Insuficiência do colo uterino,  o que significa dizer que seu colo do útero é mais “fraco” que o normal, ou que sempre foi mais curto, e que tende a dilatar e afinar sem que haja contrações, só pelo peso do bebê.
Esse “problema” pode acontecer com qualquer  mulher, mas nem todas conseguem diagnosticar no começo, algo super importante! Por isso pedi para que ela deixasse eu publicar aqui para vocês, pois achei LINDO, COMOVENTE e de SUMA IMPORTÂNCIA para todas as gravidinhas e futuras gravidinhas de plantão! Leiam, vocês não vão se arrepender:
Meu nome é Daniele, tenho 28 anos e  quero compartilhar com vocês um intervalo da minha vida, que é o mais feliz e ao mesmo tempo o mais doloroso e cheio de incertezas da minha trajetória. Enquanto minhas amigas, primas e até mesmo minha irmã que é quase 8 anos mais nova que eu sonhavam com carreiras ultra promissoras, com intercâmbios e inúmeras viagens culturais, eu me sentia até um pouco deslocada, pois quando perguntavam qual era meu sonho de vida, eu tinha a mesma resposta de quando ainda era uma menina: “vou dar continuidade aos negócios da família, casar com uma pessoa que eu amo e ter a minha Valentina, tudo isso, se possível, antes dos 30”.

Tudo estava saindo conforme o meu planejado e me sentia muito satisfeita e totalmente realizada.

Em março deste ano, após 2 anos e 5 meses de casada, descobri que estava grávida, a curiosidade e a felicidade eram tamanha que contei nos dedos a oitava semana com o objetivo de fazer a sexagem fetal. E quando o resultado saiu, não podia estar mais feliz: era uma menina, a minha desejada e tão esperada Valentina.

Meu coração, do meu marido e de todos os nossos familiares foi invadido por uma alegria que eu não consigo descrever. A partir daquele dia eu não era mais a Daniele, eu já era a mãe da Valentina e todos os meus desejos e anseios eram voltados a ela. Antes tudo aquilo que eu achava difícil, como manter o regime no final de semana, parar de comprar besteiras pra mim, me planejar melhor financeiramente, foram resolvidos como num passe de mágica, afinal eu queria me preparar fisicamente, psicologicamente e financeiramente para o melhor presente da minha vida: ela.

A vida profissional seguia como eu havia imaginado, continuava trabalhando com os meus pais e com muita disposição e vontade, pois realmente amo o comércio e amo o carinho que recebo diariamente de clientes e funcionários. Minha gravidez foi abençoada, afinal, não tive os famosos enjôos e as indisposições que quase toda grávida tem. Não havia perdido sequer um dia de trabalho desde que descobri a gravidez e me sentia forte e feliz.

E assim foi até as 25 semanas, tudo maravilhosamente bem. Até que na madrugada do dia 12 de agosto senti uma cólica leve e ao ir no banheiro percebi uma espécie de catarro na minha calcinha. Não me preocupei e ainda conversei com a Valentina: “hoje a mamãe abusou no trabalho, mas prometo que amanhã cedo não vou trabalhar”, afinal teria uma degustação no dia seguinte em que trabalharia até altas horas. Me deitei e dormi com tranquilidade.

Ao acordar, disse aos meus pais que trabalharia após o almoço pois não havia me sentido tão bem e por pura insistência e um toque de intuição resolvi ligar para o meu ginecologista, que pediu para que eu fosse até o consultório.

Meu marido não estava na cidade, por isso minha mãe me acompanhou, eu fui bastante desencanada, inclusive estava  torcendo para que não houvesse atrasos nas consultas, pois ainda precisava trabalhar. No caminho havia comentado com a minha mãe que o enxoval dela estava pronto e que já havia começado a ver  os preparativos para a festa de 1 ano.

Meu médico fez ultrassom pra ver a bebê e estava tudo bem, mas graças a Deus e a experiência, ele
pediu para fazer um exame de toque. Vi o rosto dele mudar… meu colo do útero estava aberto (fui diagnosticada com incompetência istmo cervical, um problema que atinge 1% das mulheres), sai do consultório diretamente para o hospital e teria que fazer uma cerclagem de emergência já na manhã seguinte, pois estava com dilatação e poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento.

Em menos de 24 horas o meu mundo desabou, o tempo era um paradoxo na minha situação: se a minha neném nascesse dificilmente sobreviveria, e ao mesmo tempo, a cerclagem, cirurgia que costuma ser bastante simples não é recomendada para gestantes com mais de 14 semanas. Era muito cedo para uma coisa e muito tarde para outra.  Meu médico foi bastante claro: Era um caso especial, com 10% de chance de dar certo.



A cerclagem foi realizada no dia 13 de agosto com sucesso graças a Deus e ao meu médico que é maravilhoso. Desde então estou de repouso absoluto e muito feliz por estar na cama há quase 60 dias, afinal, se estou aqui é porque minha guerreira Valentina está protegida dentro de mim.

A batalha ainda não foi vencida (mas acho que nenhuma mãe pode afirmar que as lutas chegaram ao fim ne? ), estou entrando nas 34 semanas e fico completamente satisfeita ao ver que alguns bebês que nasceram a partir desta data não tiveram complicações e tampouco precisaram ficar na uti neonatal.

Entreguei a vida da minha Valentina nas mãos de Deus, e a cada dia que passa sinto mais forte a presença Dele nas nossas vidas. Sinto confiança e gratidão por ter tantas pessoas maravilhosas ao meu redor, sobretudo minha mãe, meu pai, minha irmã e meu marido que não medem esforços para fazer meus dias mais alegres.

Percebi nestes quase dois meses que a maioria dos meus problemas não eram tão graves como eu julgava e que eu sou realmente forte, afinal, convivi e ainda convivo todos os dias com o medo de perder a pessoa que eu mais amo na vida.



Espero confortar o coração de todas as pessoas que estão passando por um momento difícil e dizer para que nunca percam a fé. Espero voltar em breve para apresentar a vocês minha princesa Valentina.

Imagem: Google

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

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