Tudo estava saindo conforme o meu planejado e me sentia muito satisfeita e totalmente realizada.
Em março deste ano, após 2 anos e 5 meses de casada, descobri que estava grávida, a curiosidade e a felicidade eram tamanha que contei nos dedos a oitava semana com o objetivo de fazer a sexagem fetal. E quando o resultado saiu, não podia estar mais feliz: era uma menina, a minha desejada e tão esperada Valentina.
A vida profissional seguia como eu havia imaginado, continuava trabalhando com os meus pais e com muita disposição e vontade, pois realmente amo o comércio e amo o carinho que recebo diariamente de clientes e funcionários. Minha gravidez foi abençoada, afinal, não tive os famosos enjôos e as indisposições que quase toda grávida tem. Não havia perdido sequer um dia de trabalho desde que descobri a gravidez e me sentia forte e feliz.
E assim foi até as 25 semanas, tudo maravilhosamente bem. Até que na madrugada do dia 12 de agosto senti uma cólica leve e ao ir no banheiro percebi uma espécie de catarro na minha calcinha. Não me preocupei e ainda conversei com a Valentina: “hoje a mamãe abusou no trabalho, mas prometo que amanhã cedo não vou trabalhar”, afinal teria uma degustação no dia seguinte em que trabalharia até altas horas. Me deitei e dormi com tranquilidade.
Meu marido não estava na cidade, por isso minha mãe me acompanhou, eu fui bastante desencanada, inclusive estava torcendo para que não houvesse atrasos nas consultas, pois ainda precisava trabalhar. No caminho havia comentado com a minha mãe que o enxoval dela estava pronto e que já havia começado a ver os preparativos para a festa de 1 ano.
Meu médico fez ultrassom pra ver a bebê e estava tudo bem, mas graças a Deus e a experiência, ele
pediu para fazer um exame de toque. Vi o rosto dele mudar… meu colo do útero estava aberto (fui diagnosticada com incompetência istmo cervical, um problema que atinge 1% das mulheres), sai do consultório diretamente para o hospital e teria que fazer uma cerclagem de emergência já na manhã seguinte, pois estava com dilatação e poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento.
A cerclagem foi realizada no dia 13 de agosto com sucesso graças a Deus e ao meu médico que é maravilhoso. Desde então estou de repouso absoluto e muito feliz por estar na cama há quase 60 dias, afinal, se estou aqui é porque minha guerreira Valentina está protegida dentro de mim.
A batalha ainda não foi vencida (mas acho que nenhuma mãe pode afirmar que as lutas chegaram ao fim ne? ), estou entrando nas 34 semanas e fico completamente satisfeita ao ver que alguns bebês que nasceram a partir desta data não tiveram complicações e tampouco precisaram ficar na uti neonatal.
Entreguei a vida da minha Valentina nas mãos de Deus, e a cada dia que passa sinto mais forte a presença Dele nas nossas vidas. Sinto confiança e gratidão por ter tantas pessoas maravilhosas ao meu redor, sobretudo minha mãe, meu pai, minha irmã e meu marido que não medem esforços para fazer meus dias mais alegres.
ESCRITO POR Marina Xandó
Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

