Dieta e álcool definitivamente não combinam!

Dieta e álcool definitivamente não combinam!

Adoro quando se inicia mais uma semana e temos dicas bem legais da super nutri e colunista do blog Carol Grillo. O assunto de hoje é dieta e álcool, vejam:

 

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O consumo de álcool é prejudicial para o emagrecimento?

 

Hoje eu gostaria de falar sobre o efeito do álcool no nosso organismo. Será que devemos tomar aquela taça de vinho diariamente porque faz bem para o coração?

 

O vinho tinto, por exemplo, se comparado a outras bebidas, talvez seja mais saudável por ser rico em resveratrol. Esta substância é um polifenol, que é encontrado principalmente nas sementes e nas cascas de uvas, além do vinho tinto. Inúmeras pesquisas relataram que o resveratrol encontrado no suco de uva e no vinho tinto, foi capaz de evitar a oxidação do chamado mau colesterol (ldl colesterol) que levam à formação de placas nas paredes das artérias.

 

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Por esse motivo, alguns profissionais da área da saúde defendem o consumo de vinho tinto na dieta em função do resveratrol. Não quero causar polêmicas, mas eu sou totalmente contra o consumo de bebidas alcoólicas diariamente. Ainda mais neste caso, onde podemos encontrar esta substância facilmente através do suco de uva natural ou pelo consumo da fruta. Mas estes alimentos são muito calóricos e ricos em carboidratos e você está querendo emagrecer? Não tem problema. Outra opção seria a suplementação através de cápsulas de resveratrol. Hoje em dia é lamentável ver profissionais estimulando o consumo de álcool com um percentual tão alto e progressivo de alcoolismo, principalmente entre mulheres.

 

Vale lembrar que quanto maior o teor alcoólico, maiores são as calorias de cada bebida e maiores são os prejuízos a sua saúde, principalmente para o cérebro e o fígado.Assim como os alimentos gordurosos, as bebidas alcoólicas, são grandes sabotadores e responsáveis pelo aumento de peso (sob a forma de gordura) e/ou dificuldade em diminuí-lo.

 

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O álcool é uma caloria vazia e não possui nutrientes para o corpo, por isso contribui para o aumento do percentual de gordura, além de afetar o organismo e prejudicar na absorção dos nutrientes oriundos de outros alimentos, como ácido fólico e vitamina B12. Para se ter uma ideia, 1 grama de carboidrato tem 4 calorias, assim como a proteína. A mesma quantidade de álcool oferece bem mais: 7 calorias.

 

Diferentemente do que se pensa, a cerveja é uma das bebidas que possui menor teor alcoólico: 3% a 8%. O problema em consumi-la está justamente na quantidade que se bebe e nos petiscos que normalmente a acompanham. O vinho tem cerca de 12% de álcool e os destilados de 40 a 50% de teor alcoólico. Os destilados, como vodka e uísque, por exemplo, fornecem cerca 240 kcal por 100 ml. O vinho tem cerca de 85 kcal. A quantidade de 100 ml de cerveja fornece aproximadamente 45 kcal.

 

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Olha que interessante: uma dose padrão de vodka (50ml), que normalmente é servida com algum suco, de laranja por exemplo, ou metade de uma lata de energético, soma pouco mais de 200kcal. E pra queimar essas calorias extras adquiridas vai levar pouco mais de 30 minutos na esteira – por copo!

 

O caminho do álcool no corpo é o seguinte: ele vai para o estômago e para o intestino delgado através da boca e esôfago. Há uma enzima na parede do estômago, a álcool desidrogenase, que degrada uma quantidade do álcool. Quanto mais álcool degradado, menos vai para o sangue. A maior parte do álcool ingerido é absorvida pelo intestino delgado e vai diretamente para a corrente sanguínea, e se transforma em gordura, alojando-se onde mais temos propensão a engordar. Apenas uma pequena proporção da quantidade de álcool absorvida é removida do corpo através da urina, suor e respiração.

 

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Segundo pesquisa publicada no American JournalofClinicalNutrition, afirmou-se que o álcool reduz severamente a taxa de oxidação da gordura do corpo. Para as mulheres o álcool se torna ainda mais prejudicial, pois nós  possuímos menos enzimas para degradar o etanol e também menos massa para processar o mesmo, favorecendo o aumento de peso.

 

Um outro estudo, publicado recentemente, analisou o treinamento de resistência exaustiva seguido pela ingestão de 120ml de álcool (1,5g de álcool por quilograma de massa corporal) no pós-treino. Constatou-se uma diminuição significativa dos níveis de testosterona até o dia seguinte.

 

Ou seja, além de engordar, você ainda perde massa magra se beber álcool frequentemente. O consumo crônico de bebidas alcoólicas, dieta desequilibrada e a falta de uma rotina de exercícios (principalmente musculação) vai evoluir para um físico flácido e cheio de gorduras localizadas. E isso não demora tanto para aparecer. Vejo mulheres de vinte e poucos anos muito piores do que outras com o dobro desta idade que mantém um estilo de vida saudável. Fiquem atentas!!!

 

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Em caso de uma comemoração especial,o brinde será inevitável, então minha sugestão é utilizar sempre o bom senso e não errar na dose, desta forma, seus esforços nos treinos e dieta não serão prejudicados.

 

Para maiores informações vocês podem enviar email para grillo.caroline@gmail.com e sigam o meu Instagram profissional @nutricarolgrillo . Beijos Carol

 

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Fotos: Internet

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#álcool#Carol Grillo#coluna#dieta#gordura#nutrição#obesidade#saude

Chá de bebê dos filhos da Tamara Rudge!

Chá de bebê dos filhos da Tamara Rudge!

Oiii meninas!! Hoje é dia de coluna da Tamara Rudge e ela mostra o chá de bebês dos seus filhos, um encanto! Vejam…

 

Oi meninas, tudo bem?

Algumas leitoras me pediram aqui para mostrar a decoração dos chás de bebê dos meus filhos… Eu amo essa festinha. É um momento especial para a mãe curtir com as melhores amigas e família, celebrar o bebê que está chegando, e babar com os presentes fofos que a gente acaba ganhando. Como tenho um casal, já tive um chá totalmente cor de rosa e um todo azul, explorando bem os dois universos. Espero que gostem.

 

O chá de bebê da Sofia foi em Brasília oferecido por uma grande amiga da minha mãe que eu amo (Joyce), na varanda da casa dela que é um sonho e onde passei grande parte da minha infância… A decoração foi feita pela Valéria Leão e os convites e lembrancinhas pela Dot Paper Papelaria.

 

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A mesa de doces, sempre o ponto alto dos chás na minha opinião…

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O bolo da Maria Amélia Doces mais de perto.

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Minha mãe, eu e a Joyce: eu estava com 28 semanas e me achando enorme…Hoje vejo o quanto estava magrinha..!

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Esses arranjos que ficavam voando foram destaque do chá!

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Detalhe das mesas.

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O buffet foi da Sweet Cake e estava uma delícia!

Já o chá de bebê do Antônio José eu mesma organizei devido ao meu repouso. Não sabia se ia conseguir fazer ou não, mas minha médica me liberou com 34 semanas. Chá de bebê de segundo filho para mim foi completamente diferente… Eu que organizei tudo e estava super empolgada, mas na véspera minha filha ficou doente, quase não dormi pois passei a noite dando banho nela para tentar baixar a febre e no dia do chá meu marido passou o dia com ela no hospital. Resumindo: mal vi o meu chá que passei meses organizando… Mas pelas fotos eu percebi (depois) que ficou do jeito que eu sonhei! Chamei a Debora Doll que ficou responsável por toda a decoração. As flores foram do André Pedrotti e o buffet Mini Catering.

 

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Mesa de doces que eu amei. Docinhos foram da Isabela Suplicy, Callie Chocolats, Misses Brownie e Febolosedocinhos. Escolhi o tema “anjinhos” para o chá e a maioria dos doces tinha alguma imagem relacionada.

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Detalhes do bem casado da Dona Conceição com medalha de Santo Antônio em homenagem ao meu filhote!

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Anjinhos em todos os lugares… amo!

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Aqui ficaram os brownies e pães de mel.

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Fiz essas caixinhas para as convidadas levarem docinhos para casa, delícia poder comer no outro dia também, não?

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Na saída ficaram as lembrancinhas: era uma vela com tampa de prata que, claro, tinha um anjo nela.

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Minha mãe e eu.

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Um pouco do buffet Mini Catering: charmoso e delicioso!!

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O bolo da Isabela Suplicy – ela fez exatamente como eu imaginava, sou fã do trabalho dela!

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Minha sogra Gisela, minha mãe e minha irmã que é a madrinha do Antônio José.

Inspirem-se! Quando eu estava organizando o chá do AJ procurei muitas referências on line…

Beijos,

Tamara

Fotos: Tamara Rudge

Tamara Rudge

ESCRITO POR Tamara Rudge

Tamara tem 29 anos e é mãe da Maria Sofia, 3 anos, e do Antonio José, 9 meses. É engenheira civil, dona de casa, casada e uma eterna apaixonada pelo universo da maternidade e a moda infantil.

#anjos#chá de bebê#coluna#decor#menina#menino#mesas#Tamara Rudge

Mordida na escola por Leticia Barsotti

Mordida na escola por Leticia Barsotti

Hoje quero apresentar para vocês nossa nova colunista que vai trazer muitas informações e dicas para nós, mamães! Birras, mudança de comportamento, choro exagerado, medo de dormir sozinha, dificuldade em se concentrar, aprender a dividir brinquedos, serão alguns dos temas que a Leticia Rotta Barsotti irá escrever mensalmente aqui no Ask Mi.

Leticia é psicóloga infantil com grande experiência na área, com pós-graduação e estágio em NY, Hospital das Clínicas e Albert Einstein. Além disso ela é responsável pelo Blog Sobre Criança , que super recomendo a leitura. Para estrear sua coluna o tema escolhida é: Mordida na escola. Como os pais devem reagir? Gente, quem nunca passou por essa situação ou conhece alguém que já viveu isso? Texto super interessante, vale a pena a leitura:

 

Com o início das aulas, a mordida entre os pequenos é um assunto que está presente e que desperta nos pais e educadores inúmeros sentimentos. O fato é que, desconfortável ou não, temos que lidar com a realidade de que é comum a mordida na criança entre 1 ano e meio e 3 anos de idade. Faz parte do desenvolvimento normal infantil.

A mordida numa criança na escola desencadeia uma série de sentimentos nos envolvidos. Os pais da criança que morde, ficam constrangidos e até preocupados com a situação, achando que pode ser algo da educação. Já os da que é mordida, demonstram ficar chateados e revoltados por conta do machucado do filho. A escola e os professores muitas vezes sentem-se culpados de não conseguirem evitar a situação, além de ter que mediar os sentimentos dos pais e das crianças envolvidas.

O que acontece é que quando a criança vai para escola, ela é inserida num novo universo, que é coletivo. Os educadores devem cuidar desse novo ambiente, acolher e direcionar na forma de se relacionar e se comunicar com seus colegas.

Um dado importante para refletir é que, a criança tem seu primeiro contato com o mundo através da boca, pelo seio materno, que lhe proporciona o prazer de saciar a fome. Na tentativa de descobrir o mundo e experimentar a mesma sensação de prazer, a criança começa a levar outras coisas à boca, como pés, mãos e objetos que manuseia. E na escola, ela pode fazer isso também. Ao experimentar morder um amigo, descobre novas sensações na reação do outro. A partir disso volta a fazer outras vezes.

As crianças pequenas são muito corporais, e também acreditam que são o centro do mundo, são egocêntricas e, portanto, tudo é para elas, e é extremamente difícil dividir e compartilhar. Deste modo, podem acontecer mordidas, empurrões e tapas na relação entre elas. Geralmente as mordidas acontecem em situações de disputa por brinquedos ou quando se sentem inseguros, frustrados ou com ciúmes. Como não conseguem administrar seus sentimentos, e nem expressar esses sentimentos que incomodam, manifestam de maneira corporal, através da mordida.

Normalmente nesta idade, ainda não conseguem falar com facilidade, demoram um pouco quando querem articular uma frase. A mordida muitas vezes é a forma mais rápida que encontram para conseguirem o que querem, funcionando como o substituto da mensagem que eles não estão conseguindo passar.

Fiquem calmos! Essas manifestações não significam que a criança será um adulto violento, mas mesmo sabendo que é somente uma fase, nós devemos cuidar para que as mordidas não aconteçam. Tudo isso tende a melhorar, com o passar do tempo a criança amadurece e consegue se comunicar melhor. E com a nossa ajuda, aprendem a nomear os sentimentos e começam a administra-los de maneira mais efetiva.

Nosso papel como adultos, pais e educadores é mostrar para a criança que morde, que existem outras maneiras de manifestar seus desejos, e para os que sofrem a mordida, ensinar que eles podem se defender! Mas de maneira alguma, devemos incentivar a revidar, ou se defender de forma agressiva.

Bom, saber que a esse tipo de comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento dos pequenos já ajuda bastante os adultos a acolher as crianças envolvidas e agir de maneira adequada. Toda criança tem potencial para amadurecer e se integrar, mas isso vai depender de um ambiente que ajude e que seja permeado por amor. Portanto o papel do cuidador, educador é fundamental.

O adulto deve impedir que a agressividade fuja do controle, mostrando que ela pode ser expressa sim, mas sem causar danos. Podemos aceitar alguns desses comportamentos agressivos dando sentido a eles, quando permitimos algumas brincadeiras em que a agressividade é aceita, como por exemplo derrubar uma pilha de lego, amassar a massinha com força, rasgar papel.

Muito bem, já sabemos sobre a mordida…mas como podemos ser ativo e ajudar as crianças nesse processo?

A criança que recebe a mordida repetidamente, necessita de ajuda para demonstrar que ficou triste, mostrar seus limites e conseguir se defender melhor. Tenho visto muitos pais, que ficam frustrados em ver os filhos mordidos, e ensinam a revidar, essa definitivamente não é uma forma positiva e que vai ajudar o filho a desenvolver seus mecanismos de defesa. Tive um pacientinho no consultório que levou três mordidas do mesmo amigo em três dias consecutivos. Os pais estavam muito bravos com a escola, e até certo ponto, eles tinham razão. Mas o que eu fui mostrando para eles é que o filho deles escolhia sempre o mesmo amigo para brincar, e essa criança de quem estamos falando tinha algumas características muito fortes como não ter medo de nada e não saber seu limite. Era uma criança que se machucava com frequência, pois testava seu próprio limite diversas vezes. Ele era um desbravadorzinho que adorava inventar brincadeiras que tinham algum desafio. Era daqueles que sempre ia no escorregador mais alto. Fui mostrando para os pais, que o fato dele escolher para brincar com esse amiguinho que ele sabia que mordia, também fazia parte dessas aventuras, e que certamente ele também precisava de ajuda para entender qual era o limite dele, até onde ele podia ir nas brincadeiras sem se machucar. Se ele não sabe isso, como ele vai conseguir demonstrar para os outros coleguinhas? Estou contando essa história, pois também precisamos ouvir e avaliar essa criança que é mordida repetidamente. É importante acolher, e ajudar ele nomeando os sentimentos e a se expressar, podendo se defender.

Lembrem-se a criança que morde não é má, e ela também precisa de ajuda.

Quando uma criança morde precisamos identificar as razões das mordidas. O importante é estar disponível e dar a possibilidade de expressar o que sente para que compreenda o que está acontecendo consigo. Algumas vezes, elas não saberão explicar o motivo da mordida e nesses casos, dê algumas opções, pergunte se é porque ficou brava, ou porque queria o brinquedo que estava com o amigo. Incentive a falar da situação e de seu sentimento, ensinando que da próxima vez pode falar para o colega emprestar o brinquedo, ou que gostaria também de estar no colo.

Em seguida não esqueça de mostrar que o amigo ficou triste e machucado. O desafio aqui é explorar causa e efeito. O que acontece quando eu mordo? Tentar fazer a criança se imaginar no lugar do amigo, assim podemos despertar a percepção das consequências das atitudes que se pratica. Nós precisamos ficar atentos, e perceber em qual situação essa criança geralmente morde, podendo antecipar a ação, intervindo para evitar que a criança morda novamente. Assim, quando estiver diante uma situação da qual ela normalmente age com a mordida, o cuidador pode estimular a criança a trocar a comunicação corporal pela verbal.

É fundamental incentivar sempre um pedido de desculpas sincero. Será um caminho de desafios e um aprendizado lindo para as crianças, elas vão conseguindo aos poucos conhecer os seus limites e suas potencialidades, se relacionando de forma mais construtiva e gostosa!!

Morder os colegas é uma fase que deve passar até 3 anos, 3 anos e meio. Caso isso não aconteça, ou as situações de mordida aumente, talvez seja importante procurar um psicólogo para ajudar a identificar o porquê deste comportamento e caminhar juntos com os pais nesse processo de melhora.

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Leticia Rotta Barsotti- Psicóloga infantil, com especialização em São Paulo e em Nova Iorque. Tem seu consultório particular, trabalhou anos nos melhores hospitais de são Paulo como no Hospital das Clínicas, e no Hospital Albert Einstein.

Para contato: leticia@sobrecrianca.com.br

Fotos: Internet

Leticia Barsotti

ESCRITO POR Leticia Rotta Barsotti

Psicóloga infantil, com especialização em São Paulo e em Nova Iorque. Já trabalhou nos melhores hospitais de São Paulo, como no Hospital das Clínicas e no Hospital Albert Einstein. Atende em seu consultório particular.

#colégio#coluna#Crianças#escola#filhos#mamãe#maternidade#mordida#psicóloga#psicologia infantil

“O primeiro bracinho quebrado” by Tamara Rudge!

“O primeiro bracinho quebrado” by Tamara Rudge!

Oiii gente!! Hoje é dia de coluna da Tamara Rudge e ela nos conta uma experiência que teve com sua filha e todas as mamães devem ler. Vejam…

 

“O primeiro bracinho quebrado”

Oi meninas, tudo bem? No post de hoje vou dividir com vocês uma experiência que passei no final do ano passado… O primeiro bracinho quebrado aqui em casa.

Na tarde do Natal, após o almoço em família, Sofia me pediu para ir brincar na casa da minha irmã. Eu deixei claro, e meu marido foi levar os dois para passar a tarde lá, enquanto eu resolvi ficar em casa pois estava cansada. Pouco mais de meia hora depois José volta para casa com Sofia aos prantos e fala: Sofia estava com sua irmã na tirolesa e machucou o braço feio, acho melhor irmos para o hospital. Na hora sabia que tinha quebrado, mas não quis bancar a pessimista. Fomos para o hospital onde um raio x comprovou minhas suspeitas e decretou: pelo menos um mês de gesso. Na hora fiquei em choque e um tanto brava, afinal em três semanas iríamos para a Disney pela primeira vez com as crianças…. Uma viagem que estava marcada há um ano e pela qual Sofia estava contando os dias para ir. No entanto logo depois eu pensei: graças a Deus minha filha tem um braço para quebrar, coisas assim acontecem e vamos fazer o que tem que ser feito!

Infelizmente em Brasília não tem (!!!!) aquele gesso de fibra de vidro que pode molhar um pouco e é 80% mais leve que os demais. Liguei para meu ortopedista em São Paulo e ele disse: coloque uma tala e engesse amanhã em São Paulo. Por sorte liguei para uma amiga ortopedista que mora em Brasília e ela tinha uma amostra desse gesso mais moderno na casa dela, mas só conseguimos pegá-lo no outro dia pois a Dra Mariana Ferrer estava viajando. Gesso colocado até acima do cotovelo, voltamos para São Paulo.

 

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Carinha de acabada com a tala… Muita peninha.

 

Sofia reagiu surpreendentemente bem ao gesso. Não ficava fazendo manha e levou a experiência numa boa. Meu marido ficou mil vezes mais frustrado que ela.

 

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Cantando parabéns para o pai toda feliz. Nem lembrava que estava de gesso!

 

Minha esperança era que conseguíssemos tirar o gesso com 3 semanas e colocar uma tala para viajar… No entanto o ossinho dela ainda não estava calcificado o suficiente e na véspera da viagem quando fomos no ortopedista ele disse que o máximo que poderia fazer era trocar o gesso e colocar um que fosse até o cotovelo. Na hora que ouvi isso queria chorar, mas vendo a Sofia brincando toda feliz na minha frente segurei o choro e falei: que máximo Sofie, vamos colocar um gesso novinho para a viagem!!!

 

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De gesso trocado e todo colorido para viajar – foi um alívio não precisar mais usar tipóia (Sofia chamava de colarzinho e foi super obediente quando precisou usar).

 

Minha maior preocupação era como ela iria nadar, brincar na piscina com os primos, praia, etc… Meu ortopedista me disse que nos EUA tinha uma proteção a prova d’água para gesso e logo que saí da consulta já procurei o produto no google e dei um jeito de entregarem no meu hotel.

 

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Essa foi a proteção que eu comprei, pelo Amazon aqui . SUPER indico! Sofia mergulhava no mar, na banheira, na piscina e o gesso permanecia intacto e completamente seco.

 

Uma outra surpresa foi logo que pousamos em Orlando e fomos para a fila da imigração Sofia ficou com calor e pediu para eu tirar o casaco dela… Quando tirei o casaco o gesso veio junto, literalmente SAIU do braço dela. Essa hora foi punk, fiquei paralisada… Nunca tinha visto um gesso sair do braço!! Sofia começou a chorar assustada e eu enfiei o gesso novamente, como se fosse uma luva (oi?). Liguei para o médico e ele disse que se não saísse novamente não precisava trocar (disse que a pressão do avião pode ter afinado o bracinho, etc.). O resto da viagem correu super bem e a proteção a prova d’água não privou a Sofia de nenhuma brincadeira.

Optei por não retirar o gesso no meio da viagem quando “na teoria” já seria a hora pois quis fazer tudo com meu médico de confiança. Quando chegamos fomos ao consultório e após mais um raio x finalmente Sofia estava zerada. Usou apenas uma tala mais uma semana para ir ao colégio mas agora o bracinho já está igual antes, super saudável! Foi um susto e um aprendizado para mim, mas pude perceber que a gente sofre mais do que eles… Ela tirou de letra e nem lembra mais o que aconteceu, graças a Deus!

 

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Ainda estranhando estar sem gesso, mas toda feliz. Em pouco tempo se acostumou a fazer todos os movimentos novamente.

Beijos, Tamara.

Fotos: Tamara Rudge

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#ajuda#braço#coluna#criança#cuidado#dia de mãe#fratura#Tamara Rudge