O que é salto de desenvolvimento?

O que é salto de desenvolvimento?

Um salto de desenvolvimento, ou um marco no desenvolvimento, é um período no qual uma criança atinge um progresso significativo em uma ou mais áreas do seu crescimento. Durante esse tempo, ela adquire novas habilidades e conquista marcos importantes, indicando seu avanço contínuo.

Esses saltos ocorrem em momentos específicos ao longo do desenvolvimento infantil e são únicos para cada criança. Eles servem como indicadores do progresso e podem ter impacto direto no desenvolvimento futuro.

Como os pais e cuidadores podem saber quando um salto está acontecendo? Geralmente, durante esses períodos, as crianças mostram sinais claros de mudança. Elas podem demonstrar maior curiosidade, explorar novas atividades e interagir de maneiras diferentes com o ambiente ao redor.

No entanto, nem tudo é fácil. Os saltos de desenvolvimento podem trazer desafios para a criança, como frustrações ao aprender novas habilidades ou dificuldades para lidar com mudanças na rotina. Por isso, é importante que os pais e cuidadores estejam atentos a esses sinais e ofereçam suporte e incentivo, ajudando a criança a se sentir segura e confiante para superar os obstáculos.

 

 

Um salto de desenvolvimento é uma parte normal do crescimento infantil, onde a criança mostra grandes avanços. Compreender e apoiar a criança durante esses períodos pode fazer toda a diferença em sua jornada de desenvolvimento.

Por que os saltos de desenvolvimento são importantes?

Os saltos de desenvolvimento oferecem uma visão essencial para acompanhar o progresso das crianças e detectar possíveis atrasos ou problemas de desenvolvimento. Eles servem como indicadores-chave para compreender como uma criança está evoluindo em termos de habilidades físicas, cognitivas, sociais e emocionais. Saber quais habilidades são esperadas em determinadas idades pode ajudar a identificar rapidamente qualquer desvio do padrão e facilitar intervenções precoces. Esses marcos também são recursos valiosos para profissionais de saúde e educadores, que utilizam essas referências para monitorar o crescimento das crianças.

A observação regular do progresso permite identificar se uma criança está se desenvolvendo conforme o esperado para a sua faixa etária. Quando um problema é detectado precocemente, as chances de intervenções eficazes aumentam, garantindo um caminho mais saudável para o desenvolvimento. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. Os saltos servem como diretrizes, mas não como regras rígidas. Nem todas as crianças atingem as etapas ao mesmo tempo, e isso não é motivo para alarme.

No entanto, monitorar os saltos com atenção pode ajudar a identificar sinais de alerta que podem exigir avaliação adicional ou suporte especializado. Dessa forma, pais, cuidadores e profissionais de saúde podem trabalhar juntos para apoiar cada criança de maneira personalizada, respeitando seu ritmo único de crescimento.

Como identificar os saltos de desenvolvimento em crianças?

Observar e reconhecer os marcos de desenvolvimento em crianças requer atenção cuidadosa ao comportamento e ao progresso da criança em diversas áreas. Embora cada criança tenha seu próprio ritmo de crescimento, há sinais comuns que podem indicar que ela está alcançando um novo estágio de desenvolvimento.Para identificar esses marcos, preste atenção a mudanças notáveis, como:

Habilidades de comunicação: você pode perceber que a criança está usando novas palavras, formando frases ou expressando emoções de maneiras diferentes.

Desenvolvimento motor: isso inclui a capacidade de sentar, engatinhar, andar ou segurar objetos com mais precisão.

Interação social: um aumento no interesse por outras pessoas, mais contato visual ou respostas mais elaboradas ao que acontece ao redor.

Curiosidade e exploração: a criança pode começar a explorar mais o ambiente ao seu redor, mostrando interesse por novos brinquedos ou atividades.

Além disso, o ambiente em que a criança vive tem um papel significativo em seu desenvolvimento. Um ambiente estimulante, com cores, sons e texturas apropriadas para a idade, pode ajudar a impulsionar suas habilidades. Pais e cuidadores desempenham um papel crucial ao fornecer um espaço seguro e acolhedor, repleto de oportunidades para a criança explorar e aprender de forma ativa.

Os adultos responsáveis pelo cuidado da criança devem oferecer desafios apropriados ao seu nível de desenvolvimento, promovendo uma abordagem positiva que incentive a descoberta e o aprendizado contínuo. Dessa forma, é possível garantir que a criança cresça em um ambiente favorável e propício ao seu desenvolvimento.

 

Fonte: Fabee Store

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Impactos do excesso de telas na infância!

Impactos do excesso de telas na infância!

Com a proximidade do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, o debate sobre o tempo que elas passam em frente aos dispositivos eletrônicos ganha ainda mais relevância. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), os limites de exposição variam conforme a idade: zero para menores de dois anos, até uma hora para a faixa de 2 a 5 anos, e no máximo duas horas para o grupo entre 6 e 10 anos.

“O grande desafio das famílias é ensinar o consumo equilibrado. A chave está em estabelecer combinados claros e garantir que a tecnologia não substitua vivências fundamentais para o desenvolvimento infantil”, explica Mariana Cristina de Oliveira, psicopedagoga do Colégio Integrado de Campo Mourão (PR).

A especialista alerta que o crescimento cognitivo, emocional, motor e social exige interações reais. O uso excessivo do ambiente digital prejudica pilares fundamentais, impactando negativamente áreas como:

 

 

· Desenvolvimento integral: As crianças precisam brincar, correr, imaginar, criar, resolver problemas e conviver com outras pessoas. A passividade tecnológica bloqueia essas experiências.

· Saúde física e mental: A hiperconectividade afeta a qualidade do sono, a atenção e a aprendizagem, além de afastar o indivíduo da prática esportiva.

· Autorregulação emocional: O abuso de aparelhos pode gerar irritabilidade (especialmente durante a retirada do equipamento), dificultar a aceitação do “não”, diminuir a tolerância à frustração e a capacidade de esperar.

· Interações sociais: Menos tempo online significa mais espaço para diálogos, brincadeiras coletivas e convivência familiar.

“O equilíbrio não está apenas em controlar os horários, mas em garantir que a tela não ocupe o lugar das experiências essenciais”, resume Mariana. Ela sugere que os responsáveis sempre reflitam sobre o que a criança está deixando de fazer (como dormir ou se exercitar) enquanto está conectada.

Estratégias para o cotidiano familiar

Para ajudar os pais na missão de mediar essa relação, a psicopedagoga do Colégio Integrado lista cinco táticas para organizar a rotina de forma efetiva:

1) Regras e zonas livres: Evite o uso de celulares na mesa de jantar e nos quartos. Defina horários de total desconexão, como desligar os aparelhos uma hora antes de dormir.

2) Escreva o que foi tratado: Fazer um tipo de “contrato familiar” ajuda a deixar os combinados e as consequências visíveis a todos.

3) Gerenciamento de tempo: Utilize cronômetros ou alarmes visuais para avisar quando o período acabar. Além disso, condicione o acesso à conclusão prévia das tarefas escolares e ative o controle parental para bloqueios automáticos.

4) Oferta de alternativas: Substitua a internet por um rodízio de brinquedos, promova passeios ao ar livre e institua um dia na semana para a “noite dos jogos de tabuleiro”. Também é importante permitir que a criança sinta tédio, pois isso estimula a criatividade.

5) Exemplo e mediação: Os adultos são os maiores modelos. Reduza o próprio uso desses equipamentos perto dos filhos e, quando utilizarem a tecnologia, tentem assistir ou jogar juntos para debater o conteúdo.

 

A teoria na prática

A eficácia dessas estratégias se comprovou na casa de Ray Nowasco, mãe de Mateus, de 6 anos, aluno do Grupo 5B do Colégio Integrado. No início deste ano, ao perceber que a exposição digital do filho estava saindo do controle, ela e o marido decidiram interferir ativamente.

A regra de maior sucesso implementada pela família foi o “Quadro de Rotina”. Nele, Mateus visualiza claramente as tarefas diárias e o período permitido para o tablet ou celular. O método funciona com um sistema de recompensas: a cada meta alcançada, o estudante coloca uma “carinha feliz” no painel.

A iniciativa deu tão certo que o próprio menino se esforça diariamente para não registrar nenhuma “carinha triste”. Além disso, as mães da vizinhança criaram um grupo de mensagens para coordenar horários em que os pequenos possam brincar livremente na rua, sempre sob supervisão conjunta.

 

Mais conexão real, menos ansiedade

Os benefícios para Mateus foram nítidos e imediatos. Ray relata que o garoto ficou menos ansioso e passou a usar a criatividade nos momentos de lazer. “Hoje, ele cultiva o hábito da leitura diária, pratica natação e judô e aproveita atividades diversificadas em casa, como contação de histórias, circuitos de bicicleta elaborados pelo pai e até o preparo de receitas na cozinha”.

Profissional de Educação Física, a mãe reconhece que a correria diária muitas vezes transforma o smartphone em uma “babá eletrônica” tentadora para manter a criança quieta. No entanto, o esforço da presença ativa recompensou a todos. “Não foi uma mudança do dia para a noite. A ideia foi encontrar um equilíbrio e mostrar a ele que existem muitas outras coisas legais para fazer. No final, percebemos que não estamos apenas diminuindo o tempo de tela, mas ganhando mais tempo juntos”, conclui Ray Nowasco.

“Com diálogo aberto e alguns ajustes no dia a dia, é possível melhorar o relacionamento familiar, reduzir o tempo de tela e incentivar outras atividades que contribuem para o desenvolvimento saudável”, complementa a psicopedagoga do Colégio Integrado, Mariana Cristina de Oliveira.

 

Fonte: Mem Comunicação – Marlise Groth Mem (marliseassessoria@gmail.com)

Crédito das fotos: Magnific (banco de imagens)

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Criança precisa estar alfabetizada p/ começar música?

Criança precisa estar alfabetizada p/ começar música?

É comum que alguns pais esperem a criança aprender a ler e escrever para só depois iniciar uma aula de música. A ideia vem de uma tradição antiga, principalmente ligada ao ensino formal de instrumentos, como piano, quando muitas escolas só aceitavam alunos já alfabetizados.

Mas isso não precisa ser uma regra. Segundo Cintya Soares, musicista e fonoaudióloga (@ibprof.com.br no Instagram), a criança pode ter contato com a música muito antes da alfabetização. “A criança pode fazer música desde a gestação”, diz.

A especialista explica que o início não precisa acontecer no formato tradicional de uma aula com partitura, leitura musical ou cobrança técnica. Para bebês e crianças pequenas, a música aparece por meio da escuta, da voz, do corpo, das brincadeiras, dos sons e da interação com os adultos.

 

 

Afinal, precisa saber ler para aprender música?

A resposta é não. A alfabetização pode ajudar em algumas etapas do estudo musical, principalmente quando a criança começa a lidar com leitura de partituras, códigos e exercícios mais estruturados.

Mas o primeiro contato com a música não depende disso. Antes de ler palavras, a criança já escuta, reconhece ritmos, reage a sons, imita movimentos e percebe variações na voz de quem canta ou conversa com ela.

Por isso, a iniciação musical na infância pode ser feita de forma lúdica. Cantar, bater palmas, brincar com sons, dançar, ouvir canções e explorar instrumentos simples já são formas de contato musical.

Por que começar cedo?

Para Cintya, a música está ligada a diferentes áreas do desenvolvimento infantil. Ela cita aspectos cognitivos, motores, afetivos, sociais, de linguagem, fala e audição.

Isso acontece porque a música envolve escuta, atenção, movimento, memória, emoção e comunicação. Quando uma criança canta uma música, acompanha um ritmo ou participa de uma brincadeira musical, ela não está apenas “fazendo barulho”. Ela também está experimentando sons, corpo, fala e interação.

“A música é comunicação humana”, afirma Cintya.

O que muda para bebês e crianças pequenas?

No caso dos bebês, o contato musical costuma acontecer de forma simples. Pode vir por meio de canções de ninar, músicas cantadas pelos pais, brincadeiras de colo, palmas, sons repetidos ou pequenas melodias usadas na rotina.

Para crianças pequenas, a música pode ser associada ao brincar. Em vez de focar em desempenho, a proposta é criar experiências que envolvam curiosidade, movimento e prazer.

Isso ajuda a criança a perceber diferenças de som, ritmo, intensidade e repetição. Também pode favorecer a interação com outras pessoas, já que muitas atividades musicais acontecem em grupo ou em troca com o adulto.

Aula de música precisa ter instrumento?

Nem sempre. Para crianças pequenas, a aula de música pode começar sem piano, violão ou qualquer instrumento formal.

O corpo pode ser o primeiro instrumento. Palmas, passos, voz, batidas leves e movimentos já ajudam a criança a entrar no universo musical. Depois, instrumentos simples podem ser introduzidos de acordo com a idade, a maturidade e o interesse.

A escolha do instrumento também não precisa ser apressada. Em muitos casos, o mais importante é que a criança tenha boas experiências musicais antes de assumir uma rotina mais técnica de estudo.

Como os pais podem começar?

Em casa, os pais podem cantar para a criança, colocar músicas adequadas à idade, brincar com sons, dançar juntos ou usar canções em momentos da rotina, como banho, sono e organização dos brinquedos.

Também vale observar como a criança reage. Ela tenta repetir? Balança o corpo? Presta atenção em sons? Canta trechos? Bate palmas? Essas respostas mostram que a música já está sendo vivida de alguma forma.

Segundo Cintya, o cuidado está em não transformar esse começo em obrigação. A música, na infância, precisa ser uma experiência de vínculo, descoberta e comunicação.

 

Fonte: Tais Gomes (tgassessoriadeimprensa@gmail.com) / Cintya Soares, musicista e fonoaudióloga (@ibprof.com.br no Instagram)

Cintya Soares é empresária, mentora, mestre em Educação, pós-graduada em Música, fonoaudióloga e musicista. Atua há mais de 33 anos na educação musical e, há décadas, dedica-se ao empreendedorismo e à formação de professores e gestores de escolas de música em todo o Brasil.

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

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Seu filho está com as vitaminas em dia?

Seu filho está com as vitaminas em dia?

As vitaminas e os minerais, conhecidos como micronutrientes, são essenciais na regulação das funções do organismo. No caso de crianças e adolescentes, a atenção precisa ser redobrada e, em algumas vezes, será necessária a suplementação ou a reposição. Veja 4 dicas para cuidar bem da saúde do seu filho:

 

 

1. Leve seu filho ao médico: o acompanhamento de profissional de confiança para checar se os pequenos estão com falta de micronutrientes é uma forma de prevenir doenças e problemas futuros. “Além de auxiliar na manutenção do sistema imune, as vitaminas e minerais são essenciais para o desenvolvimento infantil, como formação de ossos e dentes, funcionamento muscular e neuromuscular, visão, entre outros benefícios”, explica Dr. Márcio Elias, Ginecologista/Obstetra (CRM-SP: 82558), Gerente Médico da Neo Química.

2. Cuidado com a fome oculta: caracterizada pela deficiência silenciosa que não apresenta sinais de um ou mais micronutrientes no organismo, a fome oculta pode ser perigosa para os pequenos. Portanto, não pode deixar a deficiência chegar, é necessário antecipar o diagnóstico, fazer exames regulares e suplementar vitaminas e minerais, caso seja necessário.

3. Adolescentes também demandam atenção: cuidado especial para a falta de micronutrientes, especialmente de ferro nessa faixa etária. Na adolescência, a massa muscular e a massa sanguínea estão em ampla expansão, e demandam muito ferro para esse crescimento. Além disso, as meninas entram na fase menstrual e perdem ainda mais ferro. Por isso, nessa fase, é essencial verificar a necessidade de suplementação e reposição deste micronutriente.

4. Tenha hábitos saudáveis em casa: Comer diariamente de forma equilibrada e saudável colabora na prevenção de doenças e contribui para a imunidade. Por isso, escolha de forma consciente a alimentação dentro de casa e oriente os seus filhos, optando, sempre que possível, por alimentos saudáveis e frescos. “O rápido desenvolvimento físico e mental que ocorre durante a infância requer quantidades adequadas de nutrientes para sustentar o crescimento de seus órgãos, músculos, cérebro e sistema imunológico¹”, orienta Dr. Márcio Elias, Ginecologista/Obstetra (CRM-SP: 82558), Gerente Médico da Neo Química.

Pensando na saúde das crianças e adolescentes, a Neo Química, marca líder no mercado brasileiro de medicamentos em unidades vendidas², lançou recentemente o seu Multivitamínico Kids, para idade de 4 aos 18 anos3. O suplemento alimentar em comprimidos mastigáveis no sabor de morango têm como diferencial a composição de vitaminas A, B1, B6, B12, C e D, cálcio e ferro. O lançamento está alinhado ao propósito da marca de promover saúde e bem-estar para toda a população brasileira.

 

Fonte: Vanessa Serafim (sistemas@mailingimprensa.com.br) / Dr. Márcio Elias, Ginecologista/Obstetra (CRM-SP: 82558), Gerente Médico da Neo Química

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Dicas para o desenvolvimento infantil durante a pandemia!

Dicas para o desenvolvimento infantil durante a pandemia!

A suspensão das aulas completou 6 meses no Brasil. Com a falta da escola, o estresse frente à situação da pandemia e o tempo escasso dos pais, que precisam se desdobrar para dar conta de tudo, muitas crianças estão apresentando regressão ou atrasos no desenvolvimento motor, na fala e nas habilidades sociais.

Segundo a fisioterapeuta Walkíria Brunetti, especialista em fisioterapia neurológica e prematuridade, é preciso um olhar mais acolhedor nesse momento, tanto para os pais quanto para as crianças menores.

“A preservação da vida é o mais importante. O distanciamento social continua sendo recomendado. Entretanto, é preciso também pensar no bem-estar físico e emocional das crianças, especialmente as em idade pré-escolar”.

“O fato é que a escola oferece ao cérebro estímulos diferentes daqueles que a criança tem em casa. As atividades pedagógicas da educação infantil contribuem muito no desenvolvimento da coordenação motora, da fala, da cognição e, principalmente, da socialização”, explica Walkíria.

Portanto, sem a escola, algumas crianças, especialmente as mais novas, podem apresentar déficits no neurodesenvolvimento. “Esses atrasos dependem de uma série de fatores, como espaço físico para prática de atividades, estímulos dos cuidadores, tempo gasto em celulares, tempo para brincar, acompanhamento das aulas, situação emocional etc.”.

A boa notícia é que o cérebro tem uma característica chamada neuroplasticidade. “Cada aprendizado que a criança tem cria uma conexão neural. Essa capacidade é maior na infância do que em qualquer outra fase da vida. Portanto, esses atrasos podem ser compensados por meio de atividades e estímulos que os pais ou cuidadores podem proporcionar em casa”, cita Walkíria.

Confira as dicas da especialista.

1- Desenvolvimento da coordenação motora global: Para estimular a coordenação motora global, que se refere ao controle e à organização da musculatura ampla, necessária para os movimentos complexos, os pais podem propor atividades como pular corda, dançar, pular amarelinha, saltar. Mesmo em apartamentos é possível fazer algumas dessas atividades.

Caso seja possível e seguro, essas atividades podem ser feitas ao ar livre. Andar de bicicleta, patinete, triciclo, bem como jogar bola, são ótimos estímulos para a coordenação motora global.

2- Desenvolvimento da coordenação motora fina: Já ouviu falar do movimento de pinça? É o movimento necessário para segurar o lápis para escrever ou segurar um talher para comer. Assim, a coordenação motora fina está ligada ao domínio dos pequenos músculos, para atividades mais refinadas. Para ajudar a desenvolver essa habilidade, os pais podem propor recortes, colagens, brincadeiras com blocos de montagem, desenhos, pinturas etc.

3- Desenvolvimento da Fala: A fala se desenvolve a partir do nascimento. A primeira linguagem do bebê é o choro. Daí em diante, caso a criança não apresente nenhuma outra condição que afete a fala, o desenvolvimento da linguagem depende dos pais e cuidadores.

É fundamental conversar com o bebê desde cedo. As aquisições da fala ocorrem de acordo com os estímulos recebidos. Vale lembrar que celulares, TV ou tablets não cumprem esse papel.

​​​​​​​Pelo contrário, crianças e bebês que passam muito tempo sozinhas em frente aos eletrônicos podem apresentar atrasos na fala. Então, a dica aqui é reduzir drasticamente o uso desses dispositivos e conversar com a criança o máximo que for possível. Músicas infantis e leitura de livros também ajudam na aquisição da fala.

Sem culpa
“Como eu disse acima, nesse momento precisamos ter uma visão mais acolhedora dos pais e das crianças. Felizmente, crianças aprendem rápido. Esses atrasos podem ser recuperados quando as aulas forem retomadas”, reforça Walkíria.

Mas, caso seja necessário, há clínicas especializadas em desenvolvimento infantil que podem avaliar se há necessidade de uma terapia para reduzir os déficits. Esses atendimentos podem ser feitos por um fisioterapeuta especializado em fisioterapia neurológica, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo infantil.

Auxilio texto: Leda Sangiorgio (leda@agenciahealth.com.br) / fisioterapeuta Walkíria Brunetti

Imagem: Internet

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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