Alimentação infantil na praia!

Alimentação infantil na praia!

Dias de praia estão entre as lembranças mais afetivas da infância, marcadas por brincadeiras, liberdade e gasto intenso de energia. Mas, por trás do cenário de sol e mar, o calor excessivo, a exposição solar prolongada e o consumo de alimentos fora das condições ideais de refrigeração impõem desafios à saúde das crianças. Nesses contextos, a atenção de pais e responsáveis,  especialmente em relação à alimentação e à hidratação, é fundamental. A falta de cuidados pode transformar momentos de lazer em episódios de desconforto gastrointestinal, desidratação e até intoxicações alimentares.

De acordo com especialistas, o principal aliado da família é o planejamento. “A atenção começa antes mesmo de sair de casa. Crianças são mais vulneráveis à ação de bactérias presentes em alimentos mal conservados, e o calor acelera esse processo”, explica  Daniel Valle, professor da pós-graduação em Pediatria da Afya Itaperuna. Segundo ele, a escolha correta dos alimentos e o cuidado com o armazenamento fazem toda a diferença para garantir um dia tranquilo. “Uma bolsa térmica adequada e opções simples evitam episódios de mal-estar que podem interromper o passeio”, completa.

A alimentação das crianças na praia exige atenção especial, não apenas à segurança dos alimentos, mas também à leveza das refeições. Segundo a médica  Marcela Reges, professora de Nutrologia da Afya Goiânia, o calor e o aumento da atividade física tornam fundamental evitar comidas pesadas ao longo do dia. “Na praia, o ideal é oferecer alimentos leves, refrescantes e fáceis de digerir, que forneçam energia sem ‘pesar’ no estômago. O calor já deixa a criança mais cansada, e refeições muito pesadas podem causar estufamento, mal-estar e sonolência”, explica a especialista. A recomendação é priorizar opções naturais e pouco processadas, como frutas frescas, lanches simples e snacks saudáveis, que ajudam a manter o equilíbrio nutricional, favorecem a hidratação e garantem disposição para aproveitar o dia com mais conforto e segurança.

Outro ponto que exige atenção redobrada é o consumo de alimentos vendidos na areia. Embora façam parte da cultura das praias brasileiras, esses produtos nem sempre são armazenados ou manipulados em condições adequadas de higiene e conservação, o que aumenta o risco de contaminação, especialmente para as crianças, que desidratam e passam mal com mais facilidade do que os adultos. A professora de Nutrologia orienta que a observação cuidadosa é fundamental antes da compra. “É importante verificar se o alimento está protegido do sol, se há refrigeração adequada e se o vendedor mantém cuidados básicos de higiene, como mãos limpas e utensílios apropriados. Na dúvida, o mais seguro é não oferecer à criança”, alerta.

A hidratação também é um cuidado indispensável. Com a exposição ao sol e a atividade física intensa, as crianças perdem líquidos mais rapidamente. Por isso, a oferta de água deve ser frequente, mesmo quando a criança não pede.

 

 

6 dicas práticas para uma alimentação infantil segura na praia, segundo os especialistas da Afya:

1. Utilize uma bolsa térmica de boa qualidade, com gelo reutilizável, para manter frutas, sucos naturais, iogurtes e lanches na temperatura adequada.

2. Prefira alimentos frescos e práticos, como uvas, maçã, banana, melancia, palitos de cenoura, sanduíches simples e biscoitos integrais. Evite alimentos de origem animal e preparações com maionese, embutidos, cremes e recheios, que se deterioram rapidamente no calor.

3. Ao comprar alimentos na praia, observe higiene, forma de armazenamento e exposição ao sol. Se algo parecer inadequado, não consuma.

4. Respeite o apetite da criança: ofereça os alimentos em pequenas porções ao longo do dia, priorizando opções leves e de fácil digestão, para evitar desconfortos gastrointestinais. É comum que, na praia, muitas crianças sintam menos fome devido ao calor e à mudança de rotina, e, na maioria dos casos, isso não representa um problema. O mais importante é observar a criança, manter a hidratação adequada e respeitar seus sinais de fome e saciedade.

5. Reforce a hidratação: ofereça água com frequência ao longo do dia, mesmo que a criança não peça, na praia, a perda de líquidos é maior do que na rotina habitual. A água de coco pode ser uma boa aliada para repor sais minerais, desde que consumida com moderação. Sucos naturais também são uma opção, preferencialmente sem adição de açúcar e em pequenas quantidades. Fique atento aos sinais de alerta: sonolência excessiva, enjoo, irritabilidade ou falta de apetite podem indicar calor intenso ou início de desidratação e exigem pausa imediata na exposição ao sol.

6. Lave bem as mãos da criança antes dela comer, principalmente depois de brincar na areia, evitando que ela ingira os alimentos com as mãos sujas de areia.

Com escolhas simples e atenção aos detalhes, é possível aproveitar o melhor da praia com segurança, garantindo saúde, bem-estar e boas lembranças para os pequenos.

 

Fonte: Beatriz F. (sistemas@comuniquese3.com.br)

Mais informações em: www.afya.com.br

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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Boas práticas para um retorno mais seguro das aulas presenciais!

Boas práticas para um retorno mais seguro das aulas presenciais!

Com a possibilidade do retorno às aulas presenciais no ensino básico e superior em todo o país, após liberação do MEC para autonomia dos governos estatuais e municipais ajustarem seus calendários e normas, surge a preocupação de muitos pais, responsáveis e colaboradores das instituições de como as escolas vão se preparar para garantir a prevenção da contaminação pela Covid-19. Por isso, a Sodexo On-site Brasil, líder em serviços de qualidade de vida por meio de serviços de alimentação e facilities, elaborou um guia de boas práticas para um retorno mais seguro tanto para alunos como para os funcionários das instituições.

O guia traz medidas de higiene e alimentação concebidas por especialistas em saúde e nutrição da empresa levando em conta todos os protocolos de saúde e segurança para mitigar a transmissão do novo coronavírus, contribuindo para uma rotina mais segura e educativa dos estudantes.

“Estamos em um momento de transição desafiador, que trará aprendizados importantes à sociedade e que irão mudar a forma de como muitas coisas eram feitas anteriormente. Nossa intenção e esforços estão concentrados em usar a nossa expertise para trazer soluções com o intuito de minimizar os riscos a todos no ambiente escolar, proporcionando mais segurança para todos”, afirma Renata Constante, gerente nacional segmento de educação da Sodexo On-site Brasil.

Os materiais serão disponibilizados online, e gratuitamente, às instituições de ensino das redes pública e privada. Dentre as orientações, estão desde cuidados durante o deslocamento de colaboradores, passando por medidas de prevenção, uso dos espaços com mais segurança até direcionamentos sobre como oferecer um cardápio com alimentos que atendam às necessidades nutricionais e que ajudem na manutenção da imunidade das crianças. Destaque para as medidas abaixo:

 

Preparação do ambiente

Para manter um ambiente seguro, a recomendação é aumentar a frequência de limpeza de superfícies com maior contato, como maçanetas, interruptores, acionadores de descarga, torneiras, dispensers, lavatórios, pias, bancadas e corrimão, bebedouros, purificadores, geladeiras, máquinas de café e máquinas de snacks. Alunos e funcionários devem ser orientados quanto ao uso de copos e canecas individuais para beber água em bebedouros evitando encostá-los no local de saída.

Outra recomendação é retirar cortinas e persianas para facilitar a entrada de luz nos ambientes e a limpeza do local, assim como manter os ambientes arejados, abrindo janelas e portas pelo maior tempo possível. A periodicidade de inspeção e limpeza de filtros de ar-condicionado, da parte externa do aparelho e da bandeja de drenagem, também devem ser aumentados. Já para as salas que possuem ventiladores de teto ou de parede, o direcionamento da ventilação deve ser para o teto, nunca para as pessoas.

Alimentação

É muito importante preparar um cardápio variado com alimentos que atendam às necessidades nutricionais e que, ao mesmo tempo, possam ajudar na imunidade das crianças, muito importante nesse momento. Nutricionistas da Sodexo On-site Brasil recomendam que o almoço tenha oferta de folhas, legumes, grãos, proteína e carboidratos de acordo com a tabela nutricional para cada faixa etária. Além disso, frutas devem ser consumidas todos os dias, evitando doces (1 vez por semana). Sucos devem ser naturais ou de polpa, preferencialmente sem açúcar.

A hora de servir os alunos também deve receber atenção. Todos os colaboradores devem utilizar máscaras e luvas. Em qualquer momento de refeição, os estudantes devem higienizar as mãos com álcool em gel, usar máscara corretamente, podendo retirar somente quando forem comer. Neste momento, deve-se evitar conversas para que não haja circulação de gotículas de saliva. Crianças de até 2 anos, por recomendação pediátrica, estão dispensadas do uso de máscaras por conta do risco de ocorrer sufocamento. Nesse caso, cada escola deve seguir as orientações do seu município ou estado.

No refeitório, a recomendação é que a salada, sobremesa e bebidas já estejam preparadas e embaladas uma a uma, no buffet frio. Um colaborador deve estar presente, devidamente paramentado, para fazer reposição dos itens e orientar os estudantes para evitar falar enquanto se servem e pegar somente o que irá consumir. Já no buffet quente, devem ser montadas as marmitas para que o aluno pegue seu prato já pronto e leve para a mesa.

Deve-se ter atenção ao distanciamento mínimo de dois metros entre os alunos e o espaçamento entre os colaboradores da cozinha, restaurantes e lanchonetes. As equipes que atendem as instituições de ensino com os serviços de alimentação e facilities devem passar por treinamentos constantes que reforcem os procedimentos de saúde e segurança.

Para conhecer o material completo clique aqui: https://sodexoservicos.com.br/guia-retomada-escolar

Fonte: Marina Gomieiro (marina.gomieiro@tamer.com.br) / Renata Constante, gerente nacional segmento de educação da Sodexo On-site Brasil

Imagem: Sodexo Divulgação

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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