Retorno às aulas: Sindrome pós férias

Hoje o post é mais um daqueles “desabafos de mãe/esposa”. rs  Estava com saudades disso e vocês? Quem me acompanha por aqui ou pelo insta (@blogaskmi) viu que fiquei um bom tempo de férias nos Estados Unidos, aproximadamente 1 mês. Logo que voltei fiquei mais 1 semana em São Paulo e, finalmente, cheguei em Araçatuba na noite deste domingo!
Segunda-feira começou igual uma locomotiva: Adaptação da Vivi com a nova sala (isso inclui professoras e a maioria dos amiguinhos); matrícula no inglês, natação e ballet; compra de material escolar; uniformes; envio de presentes das festinhas que não conseguimos ir durantes as férias; arrumar (ou seria desarrumar) as malas das viagens (separando roupas novas, roupas sujas, roupas apenas para passar, presentes, nécessaires, comprinhas, encomendas, etc…); volta à academia; drenagem e por aí vai! Salão? Nem pensar, só no meio ou final da semana!rs  E olha que eu AMO ir ao salão, é meu momento de descanso, tipo terapia! Ahh por falar em terapia não tive tempo ainda de marcar e nem sei quando vou conseguir!rs
Ufaaaa, ahhhh…. isso sem contar que estou morando – por enquanto – (até eu e meu marido entrarmos em um acordo se é casa ou apartamento, algo que está bem difícillll…rs) na casa da minha mãe, ou seja: nada de lista de supermercado, funcionária, jardim, piscina, cardápio de almoço/jantar kkk   Bom né?
Pois é, isso tudo para dizer que “volta às aulas” significa volta à realidade e com algumas dificuldades: às vezes a criança estranha a nova turma e acaba deixando os pais preocupados, tristes ou receosos!
Isso também está acontecendo comigo: a Vivi está chorando (pouco, mas está) na hora que eu a deixo na sala e vou embora! Ela pede para eu ficar, de preferência com a porta da classe aberta! Nem preciso dizer que a professora prefere que eu “sente no banco ao lado da sala”, mas não é isso que a Vivi quer! No primeiro dia eu “desobedeci” um pouco a professora e fiquei na porta, até abri uma “frestinha” para a Vivi me ver…. sim, só fui embora quando ela parou de chorar!
Terça, ontem, eu já estava mais forte: fiquei apenas 10 minutos na frente da porta, avisei que iria embora e fiquei só espiando ela chorar “doído” (aquele choro calado, triste, que a criança se encolhe) por alguns minutos e ufaaaa, parou! Aliás, aconteceu na hora certa pois eu estava me segurando para não entrar, tirar ela de lá, pegar no colo e dar um abraço bemmm apertado!! Mas não…. não podemos fazer isso!
Uma voz me dizia lá no fundo: “Aguenta firme, será bom para ela!” Mas olha, é difícil! Para meu “conforto” (vou falar algo feio agora) vi muitas mães nessa situação e também conversei com amigas minhas de outra cidade: a história se repete!  Começo não é fácil para ninguém, ainda mais para eles que são novinhos, cheios de expectativas e medos! Quem aqui nunca sentiu um friozinho na barriga sempre que começava um novo ano letivo? Nossa, eu nem dormia, juro! Ficava muito ansiosa, curiosa!
O que está ajudando muito é CONVERSAR!! Falo muito isso com a Vivi, especialmente nessas situações que vejo que ela está com medo! Vou dirigindo para a escola explicando como será o dia dela, que eu vou buscá-la em x horas, que ela pode pedir para me ligar caso não esteja se sentindo bem, que a escola vai ensiná-la a escrever, ler e falar inglês (algo que ela pede toda hora). Isso a faz se animar, questionar algumas coisas (porque os amigos mudaram, porque a sala agora é no andar de cima da escola, porque a outra professora “não quer mais ficar com ela” e por aí vai). Deixo ela falar, estimulo e ouço com atenção! Estou percebendo que isso a acalma e a faz ter mais segurança nessa nova etapa!
Algo que deve ser levado muito em consideração é que claro que eles preferem as férias do que a rotina! Vocês sabiam que existe sim a síndrome “pós férias”? Ela afeta cerca de 15% dos adultos, mas também entre 5 e 8% das crianças. Tristeza, apatia, queda de rendimento, falta de concentração, ansiedade, irritabilidade, angústia e falta de motivação são alguns destes sintomas que dificultam a adaptação à rotina. A persistência deste quadro pode provocar nas crianças problemas físicos, dores de cabeça, intestinal e insônia. Para minimizar os malefícios desta síndrome é importante que os pais participem e respaldem os filhos, dando-lhes condições de realizar uma transição harmônica do descanso para as atividades do dia a dia. Esta transição deve ser gradativa e para isso é recomendável que uma semana antes de voltar para a escola a criança seja inserida em algumas mudanças em sua rotina, para que ela possa aos pouco ir se adaptando.
Uma coisa que está me ajudando é que estabeleci mudanças nos horários de dormir e acordar, já que de férias ela dormia bemmm tarde! Outra coisa que fiz foi levá-la para comprar o material e uniforme escolar, acredito que ajuda a  transmitir responsabilidade, limites, fornecendo conceitos imprescindíveis sobre o preço das coisas e a valorização daquilo que é comprado. É importante a criança ter noções de valores, quantidades, qualidades. Por fim, convidei as amiguinhas que ela já estava acostumada para virem em casa brincar com ela, nem preciso dizer que ela amou a ideia!
A verdade é uma só: acho que toda mãe deveria tirar “férias das férias” e ter um coração um pouco “gelado” (algo impossível, certo?) quando vemos nossos pequenos chorando nos primeiros dias de aula.  kkk Seria perfeito!
DICA:  Não acho que seja comum a criança que reclama sempre e sempre da escola, dos amigos da classe, da professora! Cabe aos pais analisar se ela realmente está feliz ali, se existe algum problema desconhecido ou se talvez, uma outra escola fosse melhor para ela. Afinal, o que é bom para uma pessoa, não precisa ser bom para a outra, certo? Fique atenta e converse sempre com seu filho e os membros do colégio (inclusive psicólogas, se for o caso).
Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

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