Muitas de vocês me escrevem perguntando se vou ter meu segundo filho! Como já escrevi aqui, acredito que não… Estou tãoooo feliz com a Vivi, curtindo tanto essa fase deliciosa que ela está que não me vejo começando tudo novamente! Mas confesso que a pressão está grande…risos Ainda mais morando no interior… Não do meu marido (ainda bem), mas de alguns familiares e amigos!
Esses dias, conversando com meu terapeuta sobre o assunto, ele perguntou: ‘Hoje, qual seria sua motivação maior para ter o segundo filho?” Eu respondi claramente: ” Hoje eu teria apenas pela Vivi, para ela ter um(a) irmãozinho(a), uma companhia para sua vida” e ele me disse: ” Então, se é apenas e unicamente por esse motivo, você não deve ter. Irmão não pode ser garantia de amizade eterna, nem tampouco ter um segundo filho com a certeza de que eles terão uma afinidade grande. Você precisa ver se dentro de você existe esse espaço, essa vontade, esse desejo”.
Parece uma frase muito racional, mas ele tem toda razão…. ter um segundo filho apenas pensando no primeiro, esperando que eles sejam super amigos e grudados, não é certo! Pode acontecer – tenho visto muito isso – dos irmãos se amarem mas não terem afinidade, irmãos que acabam brigando no futuro ou são distantes…. Não existe regra! Tenho 2 irmãs e somos grudadas, mas ando vendo isso com pouca frequência por aí, infelizmente! Mas ainda não tenho uma resposta definitiva… A grande verdade é que a Vivi nos completa muitoooo, sou imensamente feliz com ela! Porém, o futuro a Deus pertence e claro, tudo condicionado ao relógio biológico!
Aqui, eu grávida de 30 semanas da Vivi, meu amor!
Ontem tive uma consulta com meu endocrinologista (Dr Filippo Pedrinola) e ele me aconselhou a congelar meus óvulos após meus 35 anos, caso ainda não tenha resolvido até essa data, se irei para o segundo filho. Pensei: Jesus…. estou ficando velha mesmo!rs Mas ele me disse que não era essa a questão, mas sim, que até os 33, 34, a qualidade do óvulo é melhor! Por coincidência, hoje recebi um texto sobre o tema e achei muito interessante divulgar aqui:
Estudos falam sobre o declínio da fertilidade para os 32 anos de idade
As orientações são do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia e da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva
A fecundidade das mulheres diminui gradualmente com a idade, sendo este declínio gradual, no entanto, resultados da medicina reprodutiva tem demonstrado que há uma diminuição significativa da quantidade e qualidade dos óvulos após os 32 anos, sendo este processo mais acelerado após os 37 anos.
“Mulheres com menos de 30 anos tem 71% de chance de engravidar, após os 36 anos as chances caem para 41%”, explica o Dr. Alfonso Massaguer, ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana.Os mecanismos relacionados a queda da reserva ovariana são ainda pouco compreendidos, mas aparentemente incluem múltiplos fatores expressos por genes no cromossomo X e autossomos (cromossomos não sexuais). “Educação e reforço da consciência do efeito da idade sobre a fertilidade são essenciais no aconselhamento do paciente que deseja a gravidez”, aconselha a ginecologista e obstetra Dra. Paula Fettback.
Dada a redução prevista relacionada à idade da fecundidade, o aumento da incidência de doenças que prejudicam a fertilidade, e ao maior risco de perda de gravidez, o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia e da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva orientam:
Em mulheres próximas aos 32 anos de idade educação e consciência aumentada do efeito da idade sobre a fertilidade é essencial no aconselhamento do paciente que deseja a gravidez POR PARTE DOS PROFISSIONAIS MÉDICOS.Mulheres com mais de 35 anos devem receber avaliação e tratamento acelerado após 6 meses de tentativas fracassadas de conceber ou mais cedo, se clinicamente indicado. Mulheres com mais de 40 anos, DEVEM RECEBER avaliação e o tratamento imediato. Segundo o Dr. Alfonso, “É importante lembrar que não só as mulheres devem conhecer sua melhor idade reprodutiva para evitar dificuldades futuras, homens também tem declínio de fertilidade com a idade. Os estudos revelam que a diminuição dos níveis de testosterona, com menores volume e mobilidade espermática, começa a partir dos 35 anos e aos 40, se elevam alterações no DNA dos espermatozoides, que demonstram menor viabilidade”.
Fonte: Dr. Alfonso Massaguer
Outro texto que achei importante e tenho guardado em meus arquivos, fala sobre o congelamento de óvulos:
Uma equipe realizada por Aylin Pelin Cil, da Reproductive Medicine Associates, em Nova York, realizou uma meta-análise de 26 estudos sobre o congelamento de óvulos e deparou-se com o seguinte resultado: as mulheres mais propensas a engravidar foram as que congelaram os seus óvulos quando tinham menos de 30 anos. A análise incluiu 1.990 ciclos de tratamento de fertilidade com óvulos que foram congelados convencionalmente e 291 ciclos de tratamento com óvulos que haviam sido congelados rapidamente através de uma técnica chamada de vitrificação.
A probabilidade de um embrião criado a partir de um óvulo congelado convencionalmente implantar-se no útero caiu de 10,4% nas mulheres que tinham menos de 30, quando congelaram seus óvulos, para 4,7% em mulheres que tinham mais de 40 anos quando fizeram o congelamento. As taxas de implantação de embriões obtidos de ovos vitrificados foram maiores, mas sofreram um declínio semelhante com a idade, de 18,8% na década dos 30 para 10,3%, acima dos 40 anos. Para Roger Lobo, presidente da ASRM, as mulheres não devem deixar para muito tarde a decisão de congelarem seus óvulos. Lobo observou que apesar do número crescente de clínicas que oferecem este procedimento médico, no mundo, e a significativa atenção da mídia para este tema, nos últimos anos, as mulheres estão buscando o congelamento de seus óvulos em uma idade em que este procedimento já não é tão seguro para ajudá-las a realizar seus objetivos de preservação da fertilidade futura.
E vocês, qual a opinião de ter filho único, idade para engravidar e congelamento de óvulos?
ESCRITO POR Marina Xandó
Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.


