Coluna Marcela Bernardes: jantar em torno de Julio Le Parc

Hoje tem post da Marcela (@marcelajb) com direito a um jantar incrível que ela foi! Confiram:

Oi meninas, tudo bem?



Hoje tenho o prazer de falar sobre um dos artistas e movimentos que mais adoro dentre os muitos que admiro – Julio le Parc, e das várias experiências que pude viver ao seu redor este ano.


Julio Le Parc (Argentina, 1928), é um nome-chave da arte cinética e um dos pioneiros dos artistas cinéticos e ópticos. Ele foi co-fundador do Grupo de Pesquisa de Artes Visuais em Paris (onde ele vive hoje) e também ganhou, em 1966, o prêmio de pintura na Bienal de Veneza. Trabalha há mais de 50 anos com luz, movimento e interação com o público.


A fase dele que mais amo, e que, certamente mais encanta as pessoas, é a das cores. Ele trabalha basicamente sempre com 14 delas, que parecem resumir todas as possíveis variações de misturas cromáticas.  Essa paleta resultou de uma intensa pesquisa, todas em sua forma mais pura e, por isso tão vivas e encantadoras. Imaginando todas as possíveis variações de cores que ele poderia conseguir misturando-as, levaria 150 anos! Todo esse potencial de variações, essa multiplicação de imagens,  o colorismo, o espaço, a luz, o movimento, aparecem em seu trabalho. (fonte: www.julioleparc.org )











Estive em Londres em Julho para fazer um curso de Art Criticism na Saint Martins e fiz questão de ir a Paris (fiz bate e volta!!!) só para visitar a Exposição Dynamo – (www.grandpalais.fr/fr/evenement/dynamo), que acontecia no Grand Palais, em Paris. Lá estavam reunidos os maiores e mais importantes artistas de Arte Cinética do mundo, em comemoração aos 100 anos desta modalidade artística (por sinal, minha preferida!). Nem preciso dizer que Julio Le Parc reinava lá, ao lado de artistas como Marcel Duchamp, Jean Tinguely, Carlos Cruz-Diez, Jesús Raphael Soto, Alexander Calder, Anish Kapoor, Victor Vasarely, entre outros.    Só senti muita falta das obras do meu adorado Palatinik – uma grande perda para o público… Seguem algumas fotos da exposição:









Foi com enorme alegria e entusiasmo que recebi o convite da Galeria Nara Roesler (www.nararoesler.com.br) para a abertura da exposição de Le Parc, com direito a bate papo e fotos ao seu lado ( eu mega tiete!!! ). Ele muito agradável e atencioso. A exposição está maravilhosa, não deixem de ir!!! São móbiles em formatos enormes (destaque para o que está no salão principal – “Sphère bleue “, um sonho azul!), pinturas ultra coloridas e também  uma sala escura com iluminação especial, em torno de um labirinto de espelhos – Cloison à lames rèfléchissantes – mágico!!!!  Até 08 de dezembro.













Lá na Nara tive também a oportunidade de conversar com o filho dele,  Yamil Le Parc, que me contou um pouco sobre a mostra da qual ele é o curador – “Julio Le Parc – Multiples – 1960 – 2013”, uma retrospectiva da produção de múltiplos, inéditos no Brasil, que inaugurou neste sábado na Carbono Galeria, da querida Renata Castro e Silva. São serigrafias, esculturas, móbiles, jóias e objetos a preços mais acessíveis que os das obras únicas. www.carbonogaleria.com.br





Na Casa Daros, no Rio, Brasil, a Coleção Daros Latinamerica apresenta de outubro a 23 de fevereiro de 2014 a exposição “Le Parc Lumière – obras cinéticas de Julio Le Parc”, um universo mágico e de grande interação com o público. www.casadaros.net





No dia seguinte à abertura da Exposição da Nara Roesler, houve um jantar em homenagem a Julio, maravilhosamente organizado pela querida Bia Yunes Guarita. Detalhes primorosos, que explodiam em cores e formas geométricas, desde os arranjos de flores (um espetáculo à parte) até o bolo (King’s Cake – uma obra de arte, literalmente!), que repetia em açúcar as obras mais conhecidas do artista. A florista (Cida) teve o cuidado de estudar a obra dele e se inspirou em algumas de suas obras para montar o lindo cenário florido, que exalava as cores vibrantes e os movimentos que pareciam sair de suas telas. Tudo impecável, com direito a um passeio pela piscina de braços dados com a estrela da noite, eu de um lado e a Ca Yunes do outro – imagina se meus sonhos não foram um caleidoscópio?!!!!









Flores: Aparecida Helena
   
Eu com Julio Le Parc, super simpático



O bolo feito especialmente ao artista, com inspiração em suas obras! Simplesmente maravilhoso!













Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#arte e lifestyle

Coluna by Marcela Bernardes

Gente, sim!!! Ela voltou…rs  A Marcela ficou superr feliz com os inúmeros e-mails que vcs enviaram pedindo mais dicas dela sobre arte e lifestyle! Estou tentando convencê-la a colocar alguns looks, vamos ver se consigo! Me ajudam? Vamos “bombar” os comentários pedindo? rs
Hoje ela vai contar sobre tudo que aconteceu durante a Semana de Arte do Rio de Janeiro, que ocorreu este mês, com direito a um jantar super bacana na casa de ninguém menos que Vik Muniz, confiram:

Olá meninas, tudo bem?

Estou cheia de novidades fresquinhas diretamente da Art Rio, que aconteceu de 4 a 8 deste mês na Cidade maravilhosa. Mas o que mais me encantou foi ter tido a oportunidade de conhecer e escutar o incrível Vik Muniz discorrendo sobre seu processo criativo na elaboração de suas obras, cada uma com um gosto, um colorido, uma textura ou uma riqueza diferentes. Todas com uma história particular!!! Fui convidada há dois anos atrás pela Galeria Nara Roesler, mas não pude ir. Desta vez o convite veio da minha amiga querida e mais artsy que existe, Camila Yunes, do Go Art!.

O encontro aconteceu em torno de um brunch em seu Ateliê, que fica na Gávea, pertinho da casa onde ele mora com a família. Éramos um grupo de umas vinte pessoas e todos estarrecidos com a simpatia e com a paixão que ele tem pela arte e o que a envolve, sendo “rato de museu”, como ele mesmo se denomina, envolvendo-se em projetos sociais com os catadores de lixo de Gramacho ou até (pasmem!) contribuindo para a descoberta de um novo tratamento de câncer.

Lá nos mostrou em primeira mão dois de seus novos projetos – obras realizadas a partir de imagens microscópicas, que ele está desenvolvendo junto ao MIT – Massachusetts Institute of Technology e também a partir de técnica que utiliza laser para gravar figuras dos castelos do Vale do Loire, na França, em um grão de areia!!!! Toda a dimensão gótica dos castelos, construídos para impressionar, acaba reduzida a praticamente pó!

Os que mais gosto são as colagens que ele faz com papel picado, cada tirinha fazendo o papel de uma pincelada, reconstruindo obras das mais importantes e famosas do mundo, como A Noite Estrelada, de Van Gogh (foto abaixo), trabalhos que levam de duas a seis semanas para criar. São construções “topográficas”, segundo o artista,  meticulosamente bordadas em papel colorido com várias camadas empilhadas de acordo com uma divisão cromática feita por um programa de computador. Depois de prontas em escala do tamanho de uma folha de papel, são escaneadas com a ajuda de um aparelho que produz imagens de altíssima definição e são, finalmente, impressas nos tamanhos enormes que as conhecemos.

O interessante é como Vik Muniz explica com simplicidade a maneira como constrói seus trabalhos fotográficos. Mostra como faz objetos com arame e depois os fotografa, dando a impressão de que são desenhos, objetos construídos por traços a lápis. Entre tantos outros processos exibidos, a conclusão é de que os trabalhos são sempre fotográficos, mas não são apenas fotografias, retratos. Vik Muniz, sempre em tom de brincadeira e com simplicidade, reforça que o artista é um mágico. “Ele enxerga a arte como uma ilusão. Como se o artista estivesse para confundir”.  (fonte: caderno 2 Estadão)

De longe ou de perto, utilizando lixo ou diamantes, Macro ou microscopicamente, meus olhos se enchem de emoção Vik!

Bjsssssss

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#arte e lifestyle#viagens