Olá meninas, tudo bem?
Estou cheia de novidades fresquinhas diretamente da Art Rio, que aconteceu de 4 a 8 deste mês na Cidade maravilhosa. Mas o que mais me encantou foi ter tido a oportunidade de conhecer e escutar o incrível Vik Muniz discorrendo sobre seu processo criativo na elaboração de suas obras, cada uma com um gosto, um colorido, uma textura ou uma riqueza diferentes. Todas com uma história particular!!! Fui convidada há dois anos atrás pela Galeria Nara Roesler, mas não pude ir. Desta vez o convite veio da minha amiga querida e mais artsy que existe, Camila Yunes, do Go Art!.
O encontro aconteceu em torno de um brunch em seu Ateliê, que fica na Gávea, pertinho da casa onde ele mora com a família. Éramos um grupo de umas vinte pessoas e todos estarrecidos com a simpatia e com a paixão que ele tem pela arte e o que a envolve, sendo “rato de museu”, como ele mesmo se denomina, envolvendo-se em projetos sociais com os catadores de lixo de Gramacho ou até (pasmem!) contribuindo para a descoberta de um novo tratamento de câncer.
Lá nos mostrou em primeira mão dois de seus novos projetos – obras realizadas a partir de imagens microscópicas, que ele está desenvolvendo junto ao MIT – Massachusetts Institute of Technology e também a partir de técnica que utiliza laser para gravar figuras dos castelos do Vale do Loire, na França, em um grão de areia!!!! Toda a dimensão gótica dos castelos, construídos para impressionar, acaba reduzida a praticamente pó!
Os que mais gosto são as colagens que ele faz com papel picado, cada tirinha fazendo o papel de uma pincelada, reconstruindo obras das mais importantes e famosas do mundo, como A Noite Estrelada, de Van Gogh (foto abaixo), trabalhos que levam de duas a seis semanas para criar. São construções “topográficas”, segundo o artista, meticulosamente bordadas em papel colorido com várias camadas empilhadas de acordo com uma divisão cromática feita por um programa de computador. Depois de prontas em escala do tamanho de uma folha de papel, são escaneadas com a ajuda de um aparelho que produz imagens de altíssima definição e são, finalmente, impressas nos tamanhos enormes que as conhecemos.
O interessante é como Vik Muniz explica com simplicidade a maneira como constrói seus trabalhos fotográficos. Mostra como faz objetos com arame e depois os fotografa, dando a impressão de que são desenhos, objetos construídos por traços a lápis. Entre tantos outros processos exibidos, a conclusão é de que os trabalhos são sempre fotográficos, mas não são apenas fotografias, retratos. Vik Muniz, sempre em tom de brincadeira e com simplicidade, reforça que o artista é um mágico. “Ele enxerga a arte como uma ilusão. Como se o artista estivesse para confundir”. (fonte: caderno 2 Estadão)
De longe ou de perto, utilizando lixo ou diamantes, Macro ou microscopicamente, meus olhos se enchem de emoção Vik!
Bjsssssss
ESCRITO POR Marina Xandó
Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.








