Ontem fui em um parquinho com a MV aqui em Miami, próximo de onde estou hospedada. Era para ser uma manhã super deliciosa, animada, com um clima mega agradável! No começo, brincamos bastante, pulando de brinquedo em brinquedo. Até que apareceu uma menininha russa (nada contra a nacionalidade, pelo contrário, adoro o país e as pessoas de lá) e começou a perseguir cada brinquedo que a MV escolhia, tentando tirá-la de cada um. Para ajudar, o pai estava distante e não apresentava estar interessado em o que a menina estava fazendo.
Sou muito calma, adoro crianças, mas meu sangue de mãe-leoa falou mais alto quando a menina tentou empurrar a minha filha! Nossa, confesso que tive que me segurar para não falar alto com a menina. Respirei fundo e disse: “No touch” Sei que existiam mil frases que eu poderia dizer, mas naquele momento foi o que veio na cabeça! A MV ficou um
Depois desse episódio, fiquei pensando: Como é complicado essa questão da educação! Cada criança vem de uma criação, de famílias completamente diferentes e que, nem sempre, são repreendidas quando fazem algo errado!
Minha mãe foi super amiga, mas também muuuuuito brava com as filhas! Ela exigia um comportamento adequado para as situações e 2 palavras eram obrigatórias em nosso vocabulário: Por favor e muito obrigada! Simples? Não, elas requerem um treino básico, desde que a criança é pequena!
Quando a MV completou 1 ano, comecei a falar: “obriga……” e ela tinha que terminar a palavra “…da”. ou então, “por fa…..” Lembro que certa vez, uma amiga disse que eu estava “forçando um pouco a barra”, como poderia exigir que uma bebê de 1 ano tivesse noção de educação? Eu respondi que nessa idade, eles já tinham uma noção e que essas coisas a mãe precisa ir “plantando” na cabecinha dos pequenos, para dar resultado no futuro.
Acredito que, mesmo quando os pais trabalham fora de casa e ficam um pouco ausentes no dia a dia da criança, também dá para “correr atrás do prejuízo”, como por exemplo, ficando atentos ao vocabulário dos filhos, às atitudes e tentando passar o maior tempo possível com eles aos finais de semana! Claro que, escolher uma boa creche, babá (ou pessoa para cuidar, mesmo que da família) ou escola, é super importante, minha dica é pesquisar bastante, pois isso reflete muito na criação. Na verdade, sou a favor de MAIS educação em casa do que apenas nas escolas, na aula. A criança não precisa estar repleta de mil atividades para atingir uma boa educação, pelo contrário, isso pode até prejudicar, segundo dizeres de alguns especialistas que acompanho.
Quando casamos, normalmente, nosso parceiro(a) veio de uma família diferente da nossa, com outras formas de educação, maneira de agir, falar… Sem fazer qualquer julgamento, aqui vale a pena tentar colher o que cada um tem de bom para passar para os filhos! Uma troca de métodos, ensinamentos e vivências é sempre bem vinda quando a ideia é criar nossos filhos!
Sei que existem mil livros e textos sobre educação infantil mas, o que funciona mesmo para mim é seguir minha intuição, tentar descobrir as reais necessidades da minha filha e, acima de tudo, tentar passar os conceitos que considero importante, os que meus pais me passaram! Dedicação e firmeza são essenciais aqui, caso contrário, você corre o grande risco de fracassar. Dizem que os filhos são reflexo dos pais, discordo. Acho que os filhos são reflexo da educação que lhes foi dada, salvo raras exceções! Ufa… sorry por esse desabafo, mas que é um assunto delicado, ahhh isso é!
ESCRITO POR Marina Xandó
Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

