Você sabe ensinar seu filho como escovar os dentes?

Você sabe ensinar seu filho como escovar os dentes?

Vamos começar as férias escolares ensinando como escovar os dentes dos seus filhos? Não é só fazer movimentos de cima para baixo e circulares. Ou é? Será que tem uma forma certa para segurar a escova? E tamanho? São muitas questões que envolvem a escovação e o dentista Denis Panhota, da JP Odonto esclarece as dúvidas.

 

 

Meu filho ainda não tem dentes, devo escovar?

Sim. Neste caso não é escovação, mas sim, higienização das gengivas. Com uma gaze e água filtrada, faça movimentos massageadores nas gengivas e garanta que não tenha resíduos de leite também na língua.

 

Posso usar qualquer escova de dentes?

Não é o indicado. O ideal é que após os primeiros 6 meses de vida você escolha a escova indicada para a faixa etária que normalmente consta na embalagem. Cada uma delas tem uma quantidade específica de cerdas, maciez e tamanho da cabeça que evolui com a aparecimento dos dentes.

 

Quanto tempo dura uma escova de dentes? 

O certo é trocar a cada 30 dias ou até antes se as cerdas estiverem muito abertas.

 

E pasta de dente? Quanto mais melhor? Limpa mais?

Não. A quantidade de pasta também varia com a idade. Quando a criança tem até 8 dentes na frente, a quantidade da pasta deve ser equivalente a metade de um grão de arroz. Se a criança já tiver os dentes do fundo, dobre esta quantidade. A partir dos 2 anos ou quando ela já souber cuspir, a medida deve ser comparada a uma ervilha. A quantidade deve ser aumentada gradualmente e a escolha do produto deve ser feita pela quantidade de flúor adequada para crianças. Existem produtos adequados no mercado próprios para crianças com indicação da idade.

 

Como ensino ele a escovar?

1 – A escova tem que estar paralela à gengiva

2- Faça movimentos circulares de 4 em 4 dentes e em seguida de cima para baixo

3- Para os dentes de traz, faça movimentos de vai e vem…um trenzinho.

4- Para encerrar, passe a escova pelas bochechas e língua.

 

Com que idade devo iniciar o uso do fio dental?

Desde o nascimento dos dentes. Ele não só contribui para higiene bucal como para remoção da placa bacteriana.

 

Imagem: br.freepik.com

Auxilio texto: Daniele Mendonça – Assessora de Imprensa

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Crianças#dentes#dicas#escovação#escovar os dentes#filhos

Criança no Colo: Os Riscos e Posições Certas!

Criança no Colo: Os Riscos e Posições Certas!

A maneira como se carrega o bebê é muito importante não apenas para as mães, que costumam ter dores na coluna, como também para as crianças, que, por estarem em fase de desenvolvimento, podem acabar com algumas lesões ou até mesmo dificultar o desenvolvimento adequado, isso sem contar que pode também influenciar no seu desenvolvimento emocional, porque se os pais não transmitem aconchego e segurança através da forma como carregam seus bebês, eles correm o risco de crescerem inseguros, além de estarem mais propícios a quedas.

 

Por conta da grande flexibilidade da coluna dos recém-nascidos, movimentos como sacudir ou chacoalhar podem causar sérias lesões e devem ser evitados. Nessa faixa etária dê preferência para carrega-los em carrinhos de bebê e em bebês conforto, mantendo a cabeça sempre apoiada. Sei que na prática isso não funciona muito bem, afinal os bebês,principalmente nessa fase, gostam de ficar no colo, né?! Porém vale dar um atenção especial e deixar os bebês o mais confortável possível, pelo menos na maior parte do dia, para não prejudicar a saúde da criança e nem a sua.

 

Crianca no Colo- Os Riscos e Posicoes Certas ask mi marina xando3

 

Na hora de carregar os bebê alguns cuidados são necessários. Uma forma de garantir essa proteção é sempre que sustenta-los na posição vertical, ter o cuidado de segurar a cabeça com uma das mãos. Atualmente muitas mães utilizam o sling para carrega-los, o que também é uma ótima alternativa inclusive para as crianças com mais idade. O único cuidado que devemos ter com as crianças menores é manter-se atento ao apoio da cabeça, quando o bebê ficar mais firme, a mãe já pode colocá-lo no colo normalmente ou utilizar o sling mantendo a cabeça livre para que ele possa ter maior visão.

 

Crianca no Colo- Os Riscos e Posicoes Certas ask mi marina xando3

 

No dia a dia alguns cuidados também devem ser tomados na hora de dar banho, colocar para dormir e até mesmo trocar o bebê. Isso vale tanto para a saúde da criança como das mães.

  • Na hora do banho, para que o bebê relaxe – e não escorregue –, é indicado o uso de um tapete antiderrapante na banheira. Ela deve estar na altura da barriga da mãe, para que não fique reclinada demais, forçando os ombros. Apoie a cabeça do bebê em um dos braços, deixando os pés e mãos dele livres. Ao virá-lo, segure-o pelo tronco e enxágue com a outra mão.
  • Tire-o da banheira com a toalha, embrulhe-o junto ao seu corpo, segurando-o pela bacia. Na correria, é comum trocar o bebê em cima da cama, mas isto não é o recomendado, porque a postura da mãe fica errada e pode causar dor nas costas. A melhor opção é usar sempre que possível o trocador.
  • Na hora de dormir é interessante reduzir os espaços do berço com almofadas quando o bebê tem até 6 meses. Elas vão acalmá-lo, aconchegá-lo e também servirão de apoio para as costas. Nunca se esqueça do travesseiro, assim a cabeça não fica pendente. Evite deixar o bebê de bruço, porque dessa forma, a cabeça e os braços ficam para trás, podendo prejudica-lo.

 

Crianca no Colo- Os Riscos e Posicoes Certas ask mi marina xando3

 

O alerta também fica para a saúde das mamães. Por isso separei algumas dicas para te ajudar a não desencadear dores na coluna por segurar o seu bebê de forma errada. Afinal com as mil atividades que temos que desenvolver carregando os nossos pequenos no colo é quase certo que, em um momento ou outro, iremos sofrer de dor nas costas.

  • A hora da amamentação pode ser a responsável por causar grandes dores na mãe, por isso, sempre escolha cadeiras com braços e encosto confortáveis. Coloque almofadas na parte inferior das costas e sente ereta. O bebê também deve ficar sobre uma almofada ou travesseiro no colo para aproxima-lo da mãe. Por fim apoie os pés em uma banqueta para elevar a altura dos joelhos.
  • Na hora de segurar o bebê em pé tente manter a coluna reta, sem projetar o quadril para frente e assim manter a região lombar alinhada. Muitas mães acabam desenvolvendo o hábito de colocar a barriga para frente e criar com ela um “banquinho” para o apoio do bebê e isso está errado. Essa postura favorece o relaxamento da musculatura abdominal, criando a famosa barriguinha que depois não conseguimos tirar e, principalmente, força a coluna lombar, ocasionando dores intensas com o passar dos meses.
  • Quando colocar o bebê em um assento do carro, primeiramente sente-se no banco do carro, perto da cadeirinha, com o bebê no colo ou dobre o joelho apoiando-o no banco do carro ao invés de tirar o bebê do seu colo enquanto você ainda está de pé do lado de fora.
  • Por fim, procure iniciar a prática de exercícios leves assim que seu médico liberar, mesmo que em períodos de 15 minutos. Vá aumentando gradativamente o tempo dos exercícios e o esforço físico. Atividades em água como hidroginástica e natação são uma boa opção.

 

Todo cuidado ainda é pouco com esses pequenos, mas o segredo está no sentimento. Se você for mãe, tia, dinda, avó ou amiga, tenha calma e confiança antes de pegar o bebê. Eles muitas vezes sentem quando você está incomodada ou chateada com alguma coisa. Relaxe. Embora seja importante ter o máximo de cuidado, os bebês não são tão frágeis quanto você pensa.

Fotos: Internet

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#colo#cuidados#dicas#filhos#maternidade

Hotel fazenda para ficar na história!

Hotel fazenda para ficar na história!

Como vocês viram no Instagram (segue lá @blogaskmi) esse final de semana fomos para um hotel fazenda histórico, próximo a São Paulo, mais precisamente entre Itatiba e Bragança Paulista. Foi a família inteira, levamos as meninas e elas amaram! Tínhamos um casamento em um local ali pertinho e, como sempre ouvi falar super bem deste hotel, claro que essa foi nossa escolha! E que escolha….Fiquei tão encantada que decidi mostrar e contar tudinho para vocês sobre o HOTEL FAZENDA DONA CAROLINA!

 

Antiga propriedade de café do século 19, a fazenda preserva a arquitetura original, mas foi modernizada e adaptada para receber carrinhos, com rampas de acesso a todas as áreas. Os quartos são bem espaçosos, acomodam berço e poltrona de amamentação. Adorei a decoração rústica, mas chique!

 

BlogAskmi9

 

BlogAskmi

 

BlogAskmi13

 

BlogAskmi6

 

BlogAskmi8

 

BlogAskmi7

 

Há duas “copas do bebê”, equipadas com fogão, micro-ondas, geladeira e cadeirão, abastecidas com frutas frescas. Os dois restaurantes funcionam em sistema de bufê, com várias opções de comidas… atende todos os gostos e idades!

O hotel, quando solicitado, prepara pratos especiais para os bebês, como sopas e papinhas, sem custo adicional.

 

BlogAskmi3

 

BlogAskmi2

O restaurante tem uma vista maravilhosa!

 

Na parte de lazer, as piscinas são aquecidas, o parquinho tem balanços adaptados, e a brinquedoteca oferece piscina de bolinhas e cama elástica. As crianças, mesmo as menores, podem participar da ordenha das vacas e é possível fazer passeios a cavalo ou de charrete (pagos à parte). Há ainda patos e pacas circulando nas margens do lago da propriedade.

 

O mais bacana é que os instrutores para crianças são excelentes, uma das melhores equipes que já vi! E, o melhor, separadas por idades que vão de 0 a 6 anos e de 7 a 14! Isso acaba fazendo muita diferença para os pais que vão sem babás!

 

BlogAskmi1

 

BlogAskmi10

 

E a capelinha?! Assistimos à missa no domingo e foi um momento mágico! Aliás, tudo ali é encantador… Sabe um local que te dá uma paz de espírito?! Pois é, se chama Hotel Dona Carolina!

 

BlogAskmi4

 

Algumas leitoras escreveram me perguntando sobre a idade mínima para os pequenos! Olha, acredito que acima de 9 meses, 1 ano! Mas isso varia de mãe para mãe! Mais uma coisa  que eu preciso dizer: se você mora no estado de São Paulo, precisa conhecer esse lugar! Ahhh e uma informação importante: o pacote do final de semana inclui todas as refeições!

 

BlogAskmi5

 

Ameiii meu fim de semana nesse lugar encantador! Valeu cada minuto! Super indico para todas vocês e suas famílias!

 

Fotos: Blog AskMi

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#Blog AskMi#Crianças#descanso#dicas#família#fazenda#férias#filhos#fim de semana#hotel#hotel fazenda#passeio

Em casa com Marina – bate papo MATERNIDADE!

Em casa com Marina – bate papo MATERNIDADE!

O “Em casa com Marina” está de volta e dessa vez com bastante intimidade, do jeito que vocês gostam! Rs. Convidei minhas irmãs Marcela e Mariah para debatermos sobre temas bacanas e um tanto polêmicos! Serão 3 episódios e o de hoje vamos falar sobre “Maternidade”! Modéstia à parte, está bemmm legal, verdadeiro! Espero que vocês gostem!

Com vocês as 3 “Mas” no sofá abrindo o coração:

 

 

Vídeo: Diane Nunes

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#bate papo#conversa#filhos#irmãs#mamães#maternidade#tema polêmico#vlog#youtube

Mordida na escola por Leticia Barsotti

Mordida na escola por Leticia Barsotti

Hoje quero apresentar para vocês nossa nova colunista que vai trazer muitas informações e dicas para nós, mamães! Birras, mudança de comportamento, choro exagerado, medo de dormir sozinha, dificuldade em se concentrar, aprender a dividir brinquedos, serão alguns dos temas que a Leticia Rotta Barsotti irá escrever mensalmente aqui no Ask Mi.

Leticia é psicóloga infantil com grande experiência na área, com pós-graduação e estágio em NY, Hospital das Clínicas e Albert Einstein. Além disso ela é responsável pelo Blog Sobre Criança , que super recomendo a leitura. Para estrear sua coluna o tema escolhida é: Mordida na escola. Como os pais devem reagir? Gente, quem nunca passou por essa situação ou conhece alguém que já viveu isso? Texto super interessante, vale a pena a leitura:

 

Com o início das aulas, a mordida entre os pequenos é um assunto que está presente e que desperta nos pais e educadores inúmeros sentimentos. O fato é que, desconfortável ou não, temos que lidar com a realidade de que é comum a mordida na criança entre 1 ano e meio e 3 anos de idade. Faz parte do desenvolvimento normal infantil.

A mordida numa criança na escola desencadeia uma série de sentimentos nos envolvidos. Os pais da criança que morde, ficam constrangidos e até preocupados com a situação, achando que pode ser algo da educação. Já os da que é mordida, demonstram ficar chateados e revoltados por conta do machucado do filho. A escola e os professores muitas vezes sentem-se culpados de não conseguirem evitar a situação, além de ter que mediar os sentimentos dos pais e das crianças envolvidas.

O que acontece é que quando a criança vai para escola, ela é inserida num novo universo, que é coletivo. Os educadores devem cuidar desse novo ambiente, acolher e direcionar na forma de se relacionar e se comunicar com seus colegas.

Um dado importante para refletir é que, a criança tem seu primeiro contato com o mundo através da boca, pelo seio materno, que lhe proporciona o prazer de saciar a fome. Na tentativa de descobrir o mundo e experimentar a mesma sensação de prazer, a criança começa a levar outras coisas à boca, como pés, mãos e objetos que manuseia. E na escola, ela pode fazer isso também. Ao experimentar morder um amigo, descobre novas sensações na reação do outro. A partir disso volta a fazer outras vezes.

As crianças pequenas são muito corporais, e também acreditam que são o centro do mundo, são egocêntricas e, portanto, tudo é para elas, e é extremamente difícil dividir e compartilhar. Deste modo, podem acontecer mordidas, empurrões e tapas na relação entre elas. Geralmente as mordidas acontecem em situações de disputa por brinquedos ou quando se sentem inseguros, frustrados ou com ciúmes. Como não conseguem administrar seus sentimentos, e nem expressar esses sentimentos que incomodam, manifestam de maneira corporal, através da mordida.

Normalmente nesta idade, ainda não conseguem falar com facilidade, demoram um pouco quando querem articular uma frase. A mordida muitas vezes é a forma mais rápida que encontram para conseguirem o que querem, funcionando como o substituto da mensagem que eles não estão conseguindo passar.

Fiquem calmos! Essas manifestações não significam que a criança será um adulto violento, mas mesmo sabendo que é somente uma fase, nós devemos cuidar para que as mordidas não aconteçam. Tudo isso tende a melhorar, com o passar do tempo a criança amadurece e consegue se comunicar melhor. E com a nossa ajuda, aprendem a nomear os sentimentos e começam a administra-los de maneira mais efetiva.

Nosso papel como adultos, pais e educadores é mostrar para a criança que morde, que existem outras maneiras de manifestar seus desejos, e para os que sofrem a mordida, ensinar que eles podem se defender! Mas de maneira alguma, devemos incentivar a revidar, ou se defender de forma agressiva.

Bom, saber que a esse tipo de comportamento agressivo faz parte do desenvolvimento dos pequenos já ajuda bastante os adultos a acolher as crianças envolvidas e agir de maneira adequada. Toda criança tem potencial para amadurecer e se integrar, mas isso vai depender de um ambiente que ajude e que seja permeado por amor. Portanto o papel do cuidador, educador é fundamental.

O adulto deve impedir que a agressividade fuja do controle, mostrando que ela pode ser expressa sim, mas sem causar danos. Podemos aceitar alguns desses comportamentos agressivos dando sentido a eles, quando permitimos algumas brincadeiras em que a agressividade é aceita, como por exemplo derrubar uma pilha de lego, amassar a massinha com força, rasgar papel.

Muito bem, já sabemos sobre a mordida…mas como podemos ser ativo e ajudar as crianças nesse processo?

A criança que recebe a mordida repetidamente, necessita de ajuda para demonstrar que ficou triste, mostrar seus limites e conseguir se defender melhor. Tenho visto muitos pais, que ficam frustrados em ver os filhos mordidos, e ensinam a revidar, essa definitivamente não é uma forma positiva e que vai ajudar o filho a desenvolver seus mecanismos de defesa. Tive um pacientinho no consultório que levou três mordidas do mesmo amigo em três dias consecutivos. Os pais estavam muito bravos com a escola, e até certo ponto, eles tinham razão. Mas o que eu fui mostrando para eles é que o filho deles escolhia sempre o mesmo amigo para brincar, e essa criança de quem estamos falando tinha algumas características muito fortes como não ter medo de nada e não saber seu limite. Era uma criança que se machucava com frequência, pois testava seu próprio limite diversas vezes. Ele era um desbravadorzinho que adorava inventar brincadeiras que tinham algum desafio. Era daqueles que sempre ia no escorregador mais alto. Fui mostrando para os pais, que o fato dele escolher para brincar com esse amiguinho que ele sabia que mordia, também fazia parte dessas aventuras, e que certamente ele também precisava de ajuda para entender qual era o limite dele, até onde ele podia ir nas brincadeiras sem se machucar. Se ele não sabe isso, como ele vai conseguir demonstrar para os outros coleguinhas? Estou contando essa história, pois também precisamos ouvir e avaliar essa criança que é mordida repetidamente. É importante acolher, e ajudar ele nomeando os sentimentos e a se expressar, podendo se defender.

Lembrem-se a criança que morde não é má, e ela também precisa de ajuda.

Quando uma criança morde precisamos identificar as razões das mordidas. O importante é estar disponível e dar a possibilidade de expressar o que sente para que compreenda o que está acontecendo consigo. Algumas vezes, elas não saberão explicar o motivo da mordida e nesses casos, dê algumas opções, pergunte se é porque ficou brava, ou porque queria o brinquedo que estava com o amigo. Incentive a falar da situação e de seu sentimento, ensinando que da próxima vez pode falar para o colega emprestar o brinquedo, ou que gostaria também de estar no colo.

Em seguida não esqueça de mostrar que o amigo ficou triste e machucado. O desafio aqui é explorar causa e efeito. O que acontece quando eu mordo? Tentar fazer a criança se imaginar no lugar do amigo, assim podemos despertar a percepção das consequências das atitudes que se pratica. Nós precisamos ficar atentos, e perceber em qual situação essa criança geralmente morde, podendo antecipar a ação, intervindo para evitar que a criança morda novamente. Assim, quando estiver diante uma situação da qual ela normalmente age com a mordida, o cuidador pode estimular a criança a trocar a comunicação corporal pela verbal.

É fundamental incentivar sempre um pedido de desculpas sincero. Será um caminho de desafios e um aprendizado lindo para as crianças, elas vão conseguindo aos poucos conhecer os seus limites e suas potencialidades, se relacionando de forma mais construtiva e gostosa!!

Morder os colegas é uma fase que deve passar até 3 anos, 3 anos e meio. Caso isso não aconteça, ou as situações de mordida aumente, talvez seja importante procurar um psicólogo para ajudar a identificar o porquê deste comportamento e caminhar juntos com os pais nesse processo de melhora.

BlogAskMi

 

Leticia Rotta Barsotti- Psicóloga infantil, com especialização em São Paulo e em Nova Iorque. Tem seu consultório particular, trabalhou anos nos melhores hospitais de são Paulo como no Hospital das Clínicas, e no Hospital Albert Einstein.

Para contato: leticia@sobrecrianca.com.br

Fotos: Internet

Leticia Barsotti

ESCRITO POR Leticia Rotta Barsotti

Psicóloga infantil, com especialização em São Paulo e em Nova Iorque. Já trabalhou nos melhores hospitais de São Paulo, como no Hospital das Clínicas e no Hospital Albert Einstein. Atende em seu consultório particular.

#colégio#coluna#Crianças#escola#filhos#mamãe#maternidade#mordida#psicóloga#psicologia infantil