Traumas oculares na infância podem levar à cegueira!

Traumas oculares na infância podem levar à cegueira!

Embora os olhos estejam localizados dentro de uma cavidade óssea, a parte frontal fica totalmente exposta. Por isso, a região ocular apresenta um risco maior de ser afetada por um trauma ou uma lesão que podem trazer consequências sérias para a visão.

As estatísticas apontam os objetos pontiagudos, contusões e substâncias químicas como as causas mais comuns de traumas oculares em crianças. Essas lesões, segundo estudos, são as principais causas de cegueira monocular (perda da visão em um dos olhos) entre crianças.

“Infelizmente, esses acidentes podem acontecer em qualquer lugar, principalmente na escola e em casa”, diz a oftalmopediatra Dra. Marcela Barreira, especialista em estrabismo.

“Em geral, traumas mais severos podem causar arranhões na córnea ou até um descolamento da retina. Outro resultado é o desenvolvimento de glaucoma e catarata precoce, dependendo da gravidade da lesão”, comenta.

 

 
Atenção com os PETs

Apesar do convívio com PETs ser importante no desenvolvimento da criança, os pais precisam orientar as crianças quanto ao tipo de carinho e cuidado com os animais.

“Aves, por exemplo, podem bicar ou arranhar os olhos. Cães e gatos também podem causar ferimentos, seja por arranhadura ou pela mordida”, comenta Dra. Marcela.

Ainda na área de seres vivos, é preciso também tomar cuidado com plantas venenosas, pontiagudas e que soltam líquidos potencialmente perigosos.

Perfuração e queimadura química

Um dos acidentes oculares mais comuns é a perfuração ocular. Essa lesão pode ser proveniente de objetos pontiagudos, como lápis, canetas, tesouras com ponta, estilingues, armas que atiram água etc.

“As crianças também podem ferir os olhos a partir do contato com produtos de limpeza, medicamentos, fogo e álcool gel. Durante a pandemia, ocorreram muitos acidentes com álcool gel devido à altura dos totens localizados nos estabelecimentos comerciais”, esclarece Dra. Marcela.

Os esportes também entram na lista das causas mais prevalentes de acidentes oculares.
É comum atender crianças que levaram uma bolada durante uma partida de futebol ou até mesmo que tomaram uma pancada do irmão durante uma brincadeira de mão em casa”, relata a médica.

Trauma ocular é emergência médica

De acordo com Dra. Marcela, uma lesão ocular é uma urgência médica. Isso significa que os pais precisam levar a criança em um pronto-atendimento oftalmológico.

“É contraindicado aplicar qualquer tipo de medicamento na lesão. Caso tenha sido um acidente com substância química, como o álcool gel, a recomendação é lavar com água durante uns 15 minutos e ir para o hospital”, reforça.

Caso o trauma tenha sido mais severo, será necessário fazer um acompanhamento regular com um oftalmopediatra para prevenir o desenvolvimento de outros problemas, como o glaucoma, por exemplo.

Ensine, ensine, ensine

As crianças precisam de repetição para aprender certas coisas. Normalmente, elas não têm nenhuma ou pouca noção do perigo. Por isso, cabe aos pais orientá-las para prevenir os acidentes.
Ensine a criança a não colocar o rosto próximo dos animais na hora de brincar
Evite brinquedos pontiagudos e explique que é preciso tomar cuidado ao usar lápis e canetas
Não permita que a criança tenha brinquedos como estilingues, armas que soltam jato de água, espadas etc.
Mantenha produtos químicos fora do alcance da criança, bem como medicamentos em forma de pomadas ou colírios
Opte por plantas sem espinhos, pontas e que não sejam tóxicas
Preste atenção nos móveis com quinas, objetos de decoração pontiagudos etc.
Oriente a criança a não coçar demais os olhos, pois isso pode causar um trauma na pálpebra. A consequência é o desenvolvimento da ptose palpebral (queda). Outro resultado da fricção constante é o ceratocone, uma doença ocular grave que pode causar perda importante da visão

“A saúde ocular na infância merece muito atenção dos pais e responsáveis. Os acidentes podem acontecer em qualquer lugar, principalmente dentro de casa e em situações corriqueiras. Todo cuidado é pouco”, finaliza Dra. Marcela.

Fonte: Leda Sangiorgio (leda@agenciahealth.com.br)

Imagem: https://ricardobanana.com.br/traumas-oculares-na-infancia-podem-levar-a-cegueira/

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#cegueira monocular#olhos#perda da visão em um dos olhos#trauma ocular#Traumas oculares

Você sabe qual é a relação do glúten com a psoríase?

Você sabe qual é a relação do glúten com a psoríase?

Nutricionista ortomolecular explica que a má absorção de nutrientes e o aumento da permeabilidade intestinal são fatores que podem ocasionar a doença.

 

 

A psoríase é uma doença inflamatória autoimune, crônica, que frequentemente está associada e coexistente com outras doenças relacionadas ao sistema imunológico, incluindo as que afetam a integridade do trato gastrointestinal.

A doença celíaca é uma condição autoimune, desencadeada pela ingestão do glúten em indivíduos geneticamente predispostos, tendo sido frequentemente associada à piora da psoríase. De acordo com a nutricionista Luciana Harfenist (@lucianaharfenist), referência em nutrição ortomolecular e funcional, o glúten é uma proteína formada pela união da gliadina e da glutenina e, uma das formas diagnósticas para a doença celíaca é a realização do teste para a detecção do anticorpo anti gliadina (AAG). Entretanto, a presença deste anticorpo em portadores de psoríase e sua relação com a gravidade da doença mostram a associação entre estes distúrbios.

Um grande estudo realizado pelo Journal of Investigative Dermatology (2011) demonstrou que indivíduos com doença celíaca têm risco aumentado de psoríase, tanto antes quanto depois do diagnóstico de intolerância ao glúten. No entanto, a evidência epidemiológica ainda é inconclusiva, uma vez que alguns estudos não demonstraram uma associação entre psoríase e doença celíaca, tanto a nível clínico ou sorológico.

“Se realmente existe, a associação entre doença celíaca e psoríase pode ser explicada por vários mecanismos, como por exemplo: a má absorção de nutrientes e o aumento da permeabilidade intestinal associada à doença celíaca, podem predispor à deficiência de vitamina D, que possui correlação com o desenvolvimento da psoríase”, ressalta a profissional.

Embora os dados disponíveis sobre a coexistência de doença celíaca e psoríase ainda sejam inconclusivos e os potenciais mecanismos fisiopatológicos permaneçam em sua maioria hipotéticos, um grande conjunto de evidências sugere que pacientes psoriáticos, com doença celíaca concomitante ou intolerância assintomática ao glúten, podem se beneficiar da dieta isenta de glúten. Em um estudo com pacientes psoriáticos que apresentavam resultados positivos para anticorpos anti gliadina (AAG), a dieta livre de glúten em 3 meses resultou em uma diminuição significativa na área afetada da pele.

Em outro estudo, curiosamente, cerca de 50% dos pacientes com resultado positivo para AAG não demonstraram evidência endoscópica da doença celíaca antes da implementação da dieta sem glúten, o que sugere que essa dieta também pode ser benéfica em psoriáticos com sensibilidade ao glúten assintomática.

A coexistência relativamente frequente de doença celíaca e psoríase justifica o monitoramento de pacientes com qualquer condição de evidência clínica do outro. Além disso, segundo a nutricionista, os níveis séricos de vitamina D devem ser controlados regularmente em pacientes com doença celíaca, com ou sem psoríase concomitantemente. ”Ainda mais importante, a implementação de dieta isenta de glúten deve ser considerada em psoriáticos que apresentem evidências sorológicas de intolerância ao glúten ou sinais clínicos de doença celíaca”, finaliza.

Contato imprensa: conceptallure@gmail.com

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#GLUTEN#má absorção#nutrientes#PSORIASE

Ano Novo!

Ano Novo!

É hora de receber o Ano Novo
com alegria e esperança no coração.
De deixar o ruim no passado,
e abraçar o futuro com otimismo.

Vamos fazer desta virada de ano
um recomeço de tudo que é bom.
Um renovar de sentimentos positivos,
e um renascer de velhos sonhos.

Desejo muita felicidade para este ano.
Que sejam 365 dias de realizações,
sucesso e muita prosperidade.
Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo para todas as minhas seguidoras e seguidores! Que 2021 seja um ano maravilhoso!

Mensagem: https://www.mundodasmensagens.com/mensagens-feliz-ano-novo/

Marina Xandó

ESCRITO POR Marina Xandó

Idealizadora e editora chefe do Ask Mi, Marina é esposa, advogada, blogueira, dona de casa e mãe da Maria Victoria. Começou o AskMi para passar suas dicas adiante. Também é o cérebro - e coração - por trás do Concierge Maternidade AskMi, onde presta consultoria para grávidas, desde o enxoval até organização de recepções e festas.

#feliz Ano Novo#Happy New Year

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Nossos votos de uma noite iluminada e repleta de muito amor! 2020 foi um ano de muito aprendizado e foi muito bom viver intensamente os momentos em família, mesmo com toda a adversidade que tivemos! Que possamos renascer o menino Jesus todos os dias em nossos corações, que a gente consiga entender o tempo de Deus e que a compaixão seja a nossa maior virtude! Feliz Natal à todas às famílias do mundo! Beijos da minha família pra vocês!

 

Fotos: Blog Ask Mi

Marina Xandó

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#família#Feliz Natal#menino Jesus

Obesidade infantil: um problema sério, agravado pela pandemia!

Obesidade infantil: um problema sério, agravado pela pandemia!

3 em cada dez crianças, entre 5 a 9 anos de idade, estão acima do peso, e das crianças menores de 5 anos, 15,9% têm excesso de peso. É o que apontam os dados do Ministério da Saúde. A realidade não atinge somente o Brasil, em todo o mundo são mais de 158 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 19 anos, convivendo com o excesso de peso, segundo estimativa da Organização Internacional World Obesity .

O problema, que ao longo dos anos se tornou alvo de grandes preocupações de autoridades de saúde e, principalmente dos pais, ganhou ainda mais dimensão à medida que os índices de casos aumentaram por causa da mudança na rotina dos pequeninos. “O distanciamento físico imposto pela pandemia provocou inúmeras transformações sociais e, como se sabe, por segurança, ficar em casa foi uma delas. São mais de sete meses de pandemia mudando rotinas e, sem sombra de dúvidas, os pequeninos foram os mais afetados neste processo de adaptação. Se não é fácil para adultos, imagina para as crianças?”, questiona a médica Endocrinologista Pediátrica do Grupo Sabin, dra. Georgette Beatriz de Paula.

Um breve levantamento feito pela médica, mostra que cerca de 80% dos pacientes atendidos neste período apresentaram ganho de peso significativo. “Essa mudança aliada à falta de uma rotina alimentar mais saudável, com ingestão de produtos mais calóricos, ociosidade, diminuição de atividade física, levaram à esta realidade. Ficando mais em casa, as crianças precisaram internalizar seus hábitos, arranjar maneiras de gastar energia, os jogos eletrônicos, por exemplo, viraram válvulas de escape. Até mesmo as atividades escolares exigiram mais tempo em frente às telas”, pontua a especialista.

Vilã da saúde dos pequeninos, a obesidade infantil é uma doença séria e requer atenção especial de pais e responsáveis. A médica destaca que o ganho de peso além de aumentar índices de colesterol, promove aumento da pressão arterial e ainda provoca transtornos alimentares que podem durar a vida inteira, se não forem observados e tratados a tempo. “Hoje em dia as crianças apresentam cada vez mais cedo problemas em relação à glicose. Nos consultórios médicos, diagnósticos apontam altas taxas de insulina, problemas de gordura no fígado. Então, o primeiro passo é retirar, de forma gradativa o excesso de doce, o acesso aos industrializados, evitar consumo de frituras, gorduras, e associar esta mudança à atividades físicas no dia a dia”, afirma a médica.

Dormir bem e a volta ao ambiente escolar podem ser aliados nesta etapa de recuperação do peso anterior à pandemia, segundo a médica, que se apoia no estudo britânico divulgado na última semana que mostra que cada hora a menos de sono, pode aumentar em 23% o risco de obesidade infantil. “Investir em momentos de diversão e brincadeiras, como pular corda, que podem ser feitas em casa mesmo, ajudam reduzir o sedentarismo, gastar energia e dormir melhor”, orienta.

11 de Outubro Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

O tema é tão relevante que ganhou até data: 11 de outubro Dia Nacional de prevenção da obesidade e o Dia Mundial da Obesidade, acendendo o alerta à importância da prevenção e conscientização da doença. “É um grande passo para evitar o desenvolvimento da obesidade já na primeira fase da vida. Uma rotina de cuidados, acompanhamento médico e diagnósticos realizados por meio do Cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC), podem detectar casos de obesidade e ajudar no tratamento da doença, mas é fundamental fazer um acompanhamento correto. Contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar, com médicos, nutricionistas, preparadores físico, e até psicólogos”, explica a médica.
Para ajudar ainda mais a esclarecer sobre os riscos da obesidade infantil, o Ministério da Saúde lançou em agosto deste ano o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos e o Guia Alimentar para a População Brasileira , com sugestões e orientações que ajudam na rotina alimentar do dia a dia e melhorar a relação entre os alimentos e as crianças.
Auxilio texto: Viviane Melém (viviane.melem@fsb.com.br) / médica Endocrinologista Pediátrica do Grupo Sabin, dra. Georgette Beatriz de Paula
Imagem: https://domtotal.com/noticia/132332/2009/08/obesidade-infantil-cresce-e-ja-a-considerada-pandemia/
Marina Xandó

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